Importação de Pisos de Madeira e Compensados: NCM e Tributação
Guia para importar pisos de madeira maciça, engenheirada e compensados: classificação NCM, tributação, certificação de origem florestal e tratamento fitossanitário.
Introdução
O mercado brasileiro de pisos de madeira e compensados apresenta oportunidades e desafios singulares para importadores. Com uma indústria de construção civil aquecida e um consumidor cada vez mais exigente quanto à qualidade e procedência dos materiais, a importação desses produtos tornou-se uma alternativa estratégica para suprir demandas específicas que a produção nacional nem sempre atende. Seja para pisos de engenharia de alto padrão, compensados multilaminados ou lâminas decorativas, compreender o regime jurídico e tributário é essencial para evitar multas, atrasos alfandegários e prejuízos financeiros.
Este guia aborda de forma abrangente os principais aspectos da importação de pisos de madeira e compensados no Brasil, com foco nas classificações fiscais NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) aplicáveis, nos regimes de licenciamento ambiental do Ibama, nas certificações florestais obrigatórias e voluntárias, e na complexa estrutura tributária que incide sobre esses produtos. O objetivo é oferecer ao importador um roteiro prático e detalhado para navegar com segurança pelos requisitos legais e administrativos.
Importância da Classificação NCM Correta
A correta classificação dos produtos na NCM é o ponto de partida para qualquer operação de comércio exterior. Um erro na classificação pode acarretar penalidades que vão desde multas administrativas até a caracterização de crime de descaminho ou contrabando. No caso de madeiras e seus derivados, a situação é ainda mais sensível porque a NCM determina não apenas os tributos incidentes, mas também o regime de licenciamento ambiental e as exigências documentais.
Para pisos de madeira e compensados, as posições mais relevantes são os Capítulos 44 e 94 da NCM. O Capítulo 44 abrange madeira, carvão vegetal e obras de madeira, enquanto o Capítulo 94 trata de móveis e colchões. Contudo, os pisos de madeira pré-acabados podem ser classificados em diferentes subposições a depender de sua construção, acabamento e aplicação final. A NCM 4418, por exemplo, é frequentemente utilizada para pisos de madeira montados ou painéis de assoalho, enquanto a NCM 4409 é a posição típica para réguas de madeira perfiladas.
NCM 4408 – Folhas para Folheados e Compensados
A NCM 4408 abrange as folhas para folheados (incluindo as obtidas por corte de madeira estratificada), folhas para compensados e outras madeiras serradas ou desenroladas, mesmo aplainadas, polidas ou unidas pelas bordas, de espessura não superior a 6 mm. Esta posição é a porta de entrada para lâminas decorativas utilizadas na produção de pisos de engenharia, painéis e móveis.
As subposições mais relevantes incluem a NCM 4408.10 (madeiras tropicais), 4408.31 a 4408.39 (outras madeiras tropicais especificadas como mogno, imbuia, nogueira, etc.) e 4408.90 (outras madeiras). Para o importador, é crucial identificar corretamente a espécie botânica e a origem da madeira, pois isso determinará se o produto está sujeito a restrições CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção).
A importação de folhas para folheados exige atenção especial quanto à espessura e ao tipo de acabamento. Folhas com espessura superior a 6 mm devem ser classificadas em outras posições, o que altera completamente o regime tributário e as exigências de licenciamento. Além disso, o beneficiamento superficial como lixamento, polimento ou aplicação de verniz pode modificar a classificação para uma subposição distinta.
NCM 4409 – Madeira Perfilada Incluindo Pisos
A NCM 4409 abrange a madeira (incluindo tábuas e frisos para assoalhos, não montados) perfilada (machos e fêmeas, entalhada, chanfrada, com juntas, biselada, etc.) em qualquer das suas arestas ou faces, mesmo aplainada, polida ou unida pelas bordas. Esta é a posição clássica para réguas de pisos de madeira maciça e de engenharia (engineered wood) que são fornecidas desmontadas para instalação posterior.
A subposição 4409.10 abrange as madeiras de coníferas (softwoods como pinus e abeto), enquanto a 4409.22 a 4409.29 cobre madeiras não coníferas tropicais e outras não coníferas. Para pisos de ipê, jatobá, cumaru e outras espécies brasileiras de alto valor, a classificação correta na subposição adequada é fundamental para evitar questionamentos fiscais.
Um ponto crucial é a diferença entre piso maciço e piso de engenharia para fins de classificação. O piso de engenharia é composto por múltiplas camadas de madeira sobrepostas e coladas, com uma lâmina superficial de madeira nobre. Essa construção o diferencia do piso maciço, que é uma peça única de madeira perfilada. Dependendo da espessura total e da espessura da lâmina superficial, o piso de engenharia pode ser classificado na NCM 4409 ou na NCM 4412 (compensado), gerando controvérsias na interpretação da Receita Federal.
NCM 4412 – Compensados e Painéis Multicamadas
A NCM 4412 abrange a madeira compensada (plywood), madeira folheada e madeiras estratificadas semelhantes. Esta posição é de extrema importância porque cobre tanto os painéis estruturais utilizados na construção civil quanto as bases para pisos de engenharia. A madeira compensada é constituída por lâminas de madeira sobrepostas com as fibras orientadas em ângulos retos, conferindo resistência e estabilidade dimensional.
As subposições incluem 4412.10 (compensados de bambu), 4412.31 (compensados com folha externa de espécies tropicais especificadas, com espessura não superior a 6 mm) e 4412.33 (compensados com folha externa de madeiras tropicais especificadas, de espessura superior a 6 mm). A espessura da folha externa é um critério determinante para a classificação e, consequentemente, para a alíquota do imposto de importação.
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Para o importador de compensados, é essencial verificar a origem geográfica da matéria-prima. Compensados originários de países asiáticos como China, Indonésia e Malásia estão sujeitos a regras de origem específicas e podem ser alvo de medidas antidumping em determinadas circunstâncias. A classificação na NCM 4412 também determina se o produto está sujeito ao regime de licenciamento não automático, que exige análise prévia de órgãos anuentes como o Ibama.
NCM 4418 – Obras de Carpintaria e Pisos Montados
A NCM 4418 abrange obras de carpintaria para construções, incluindo painéis de assoalho montados, caixilhos para portas e janelas, escadas, rodapés e outros perfis de madeira para construção. Esta posição é frequentemente utilizada para pisos de madeira pré-montados, decks e painéis de piso já preparados para instalação.
As subposições mais relevantes para pisos incluem 4418.71 (painéis de assoalho montados, para mosaicos) e 4418.79 (outros painéis de assoalho montados). A diferença entre a NCM 4409 (réguas soltas) e a NCM 4418 (painéis montados) é sutil mas juridicamente relevante. Enquanto a NCM 4409 exige que as peças não estejam montadas, a NCM 4418 contempla painéis já montados prontos para aplicação.
A classificação na NCM 4418 geralmente implica em alíquotas de imposto de importação mais elevadas do que as da NCM 4409, o que pode influenciar a decisão do importador sobre a forma de fornecimento do produto. Importar réguas soltas para montagem local pode ser mais vantajoso fiscalmente do que importar painéis montados, desde que o importador tenha capacidade técnica para realizar a montagem.
Licenciamento Ambiental Ibama – DOF e Sinaflor
Um dos aspectos mais críticos da importação de produtos de madeira é o licenciamento ambiental concedido pelo Ibama. O Brasil possui um dos sistemas de controle florestal mais rigorosos do mundo, e a importação de madeira e seus derivados está sujeita a regras específicas que visam combater o desmatamento ilegal e garantir a rastreabilidade da matéria-prima.
O Documento de Origem Florestal (DOF) e o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) são os instrumentos centrais desse controle. Para importar madeira serrada, lâminas, compensados ou pisos, o importador precisa registrar a operação no DOF eletrônico e obter a autorização prévia do Ibama. A falta dessa licença pode resultar na apreensão da mercadoria e na aplicação de multas que podem chegar a R$ 50 milhões.
O Sinaflor substituiu o DOF como sistema principal de controle a partir de 2018, mas o DOF ainda é utilizado para operações específicas de importação. O importador deve verificar se a espécie de madeira está sujeita a restrições CITES. Espécies como mogno (Swietenia macrophylla), pau-brasil (Paubrasilia echinata) e algumas variedades de cedro estão listadas nos Apêndices CITES e exigem licença adicional de importação e certificado de exportação do país de origem.
Para produtos de madeira compensada, a exigência de licenciamento ambiental depende da classificação NCM. Produtos classificados na NCM 4412 podem estar sujeitos a licenciamento não automático com anuência do Ibama, enquanto produtos na NCM 4409 podem ter regime simplificado. É fundamental consultar o tratamento administrativo no Portal Siscomex antes de iniciar a operação.
Certificado Fitossanitário
Todo produto de madeira importado está sujeito à fiscalização fitossanitária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O Certificado Fitossanitário (CF) é o documento emitido pelo país exportador atestando que a madeira foi submetida a tratamento quarentenário para eliminar pragas e doenças.
O tratamento mais comum é a fumigação com brometo de metila ou o tratamento térmico (Heat Treatment) de acordo com a Norma Internacional para Medidas Fitossanitárias NIMF-15. A madeira deve atingir uma temperatura mínima de 56 °C por pelo menos 30 minutos no centro da peça. O certificado fitossanitário deve ser emitido pelo órgão oficial de proteção fitossanitária do país exportador e apresentado no desembaraço aduaneiro.
Para compensados e painéis de madeira, a exigência de certificado fitossanitário pode ser dispensada se o produto for classificado como "produto de madeira processada" que não oferece risco fitossanitário. No entanto, essa dispensa não é automática e deve ser verificada caso a caso junto ao MAPA. O importador deve sempre incluir em seu plano de importação a obtenção do certificado fitossanitário para evitar atrasos na liberação da carga.
Certificação Florestal de Origem – FSC e Cerflor
Embora não seja obrigatória para o desembaraço aduaneiro, a certificação florestal de origem é cada vez mais exigida pelo mercado consumidor brasileiro e internacional. O Forest Stewardship Council (FSC) e o Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) são os principais selos de certificação que atestam que a madeira provém de florestas manejadas de forma sustentável.
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Para o importador, a certificação FSC pode ser um diferencial competitivo significativo. Grandes redes varejistas, construtoras certificadas e consumidores finais conscientes estão dispostos a pagar um prêmio por produtos certificados. No entanto, a obtenção da certificação exige que toda a cadeia de custódia seja auditada, desde a origem da madeira na floresta até o produto final importado.
O processo de certificação de cadeia de custódia (Chain of Custody – CoC) para importadores envolve a verificação de todos os fornecedores, a documentação de origem e os processos de fabricação. O importador que deseja comercializar pisos de madeira certificados deve obter sua própria certificação CoC e garantir que seus fornecedores no exterior também sejam certificados FSC ou Cerflor.
Tributação na Importação – II, IPI, PIS e COFINS
A carga tributária na importação de pisos de madeira e compensados é composta por quatro tributos federais principais: Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS-Importação) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS-Importação). A esses tributos federais soma-se o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de competência estadual.
O Imposto de Importação é calculado com base na alíquota ad valorem sobre o valor aduaneiro (custo FOB + frete + seguro). As alíquotas para produtos do Capítulo 44 variam tipicamente entre 0% e 20%, dependendo da NCM específica e da origem do produto. Produtos originários de países do Mercosul podem ter alíquotas reduzidas ou zero, enquanto produtos de países com os quais o Brasil não tem acordo comercial pagam a alíquota cheia da Tarifa Externa Comum (TEC).
O IPI para produtos de madeira geralmente varia entre 5% e 15%, calculado sobre o valor aduaneiro acrescido do II. A alíquota do IPI depende da classificação NCM e do grau de beneficiamento do produto. Produtos mais elaborados, como pisos montados (NCM 4418), tendem a ter alíquotas mais elevadas do que madeira serrada ou lâminas brutas.
O PIS-Importação e a COFINS-Importação têm alíquotas respectivas de 2,1% e 9,65% para a maioria dos produtos, mas podem ser reduzidas para determinadas NCMs ou regimes especiais. A base de cálculo é o valor aduaneiro, e esses tributos não geram crédito para compensação no regime não cumulativo para produtos importados sujeitos a alíquotas reduzidas.
O ICMS é o tributo mais complexo na importação, pois sua alíquota varia de estado para estado (entre 7% e 18% para operações interestaduais, e a alíquota interna do estado de destino para vendas internas). Na importação, o ICMS incide sobre a base composta pelo valor aduaneiro + II + IPI + PIS + COFINS + a própria parcela do ICMS (cálculo "por dentro"), resultando em uma carga tributária significativa. Para redução do ICMS, muitos importadores optam por estruturar a operação através de estados com benefícios fiscais, como Espírito Santo, Santa Catarina ou Goiás, que oferecem programas de incentivo à importação.
Piso de Engenharia vs. Piso Maciço
A escolha entre piso de engenharia (engineered wood flooring) e piso maciço (solid hardwood flooring) envolve considerações técnicas, comerciais e tributárias. O piso maciço é fabricado a partir de uma única peça de madeira, geralmente com espessura entre 12 mm e 20 mm, sendo mais resistente ao desgaste e passível de lixamento e revitalização múltiplos. No entanto, é mais suscetível a empenamentos e variações dimensionais devido a mudanças de umidade e temperatura.
O piso de engenharia, por sua vez, é composto por uma camada superficial de madeira nobre (lamela) de espessura variável (geralmente entre 2 mm e 6 mm) sobre um substrato de compensado ou HDF (High Density Fiberboard). Essa construção confere maior estabilidade dimensional e permite a instalação em ambientes com variações climáticas, como sistemas de piso aquecido. O piso de engenharia também pode ser instalado pelo sistema flutuante (click), o que reduz o custo de instalação e permite maior rapidez na obra.
Do ponto de vista tributário, a diferença entre os dois tipos pode ser relevante. O piso maciço é geralmente classificado na NCM 4409, enquanto o piso de engenharia pode ser classificado na NCM 4412 ou na NCM 4409, dependendo da interpretação da Receita Federal sobre a espessura da lamela e a natureza do substrato. Essa indefinição gera insegurança jurídica para o importador e pode resultar em autuações fiscais.
Principais Fornecedores Asiáticos e Europeus
A Ásia é a principal origem dos pisos de madeira e compensados importados pelo Brasil, com destaque para China, Indonésia, Malásia e Vietnã. A China é o maior produtor mundial de pisos de engenharia e compensados, oferecendo uma ampla gama de produtos a preços competitivos. Os principais clusters produtivos chineses estão nas províncias de Zhejiang, Jiangsu e Guangdong, especializados em pisos de engenharia com acabamento em UV e sistemas de instalação click.
A Indonésia e a Malásia são fontes tradicionais de madeiras tropicais como merbau, teca e bangkirai, altamente valorizadas para decks e áreas externas. No entanto, a pressão ambiental e as restrições à exportação de madeira bruta nesses países têm reduzido a oferta e elevado os preços. A certificação de legalidade florestal (SVLK na Indonésia, MTCC na Malásia) é obrigatória para exportação para o Brasil e deve ser verificada pelo importador.
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A Europa também é uma fonte relevante, especialmente para pisos de carvalho, nogueira e freijó de alto padrão. Portugal, Espanha e Polônia são os principais fornecedores europeus de pisos de madeira para o Brasil, com produtos certificados FSC e acabamentos de alta qualidade. Os pisos europeus geralmente têm preço mais elevado, mas oferecem design superior, garantias mais longas e atendimento a normas técnicas rigorosas.
Roteiro Prático para Importação
O processo de importação de pisos de madeira e compensados pode ser resumido nas seguintes etapas práticas. A primeira etapa é a classificação tarifária correta do produto na NCM, consultando a Receita Federal se houver dúvida. A segunda etapa é a verificação do tratamento administrativo no Portal Siscomex para identificar os órgãos anuentes e as exigências documentais.
A terceira etapa é a obtenção das licenças ambientais junto ao Ibama (DOF/Sinaflor) e do certificado fitossanitário junto ao MAPA. A quarta etapa é a definição da modalidade de pagamento e frete (FOB, CIF, etc.) e a contratação de seguro internacional. A quinta etapa é o desembaraço aduaneiro, que pode ser realizado em qualquer recinto alfandegário habilitado.
Recomenda-se ao importador manter um dossiê completo de cada operação, incluindo a classificação NCM adotada, as licenças obtidas, as notas fiscais do fornecedor estrangeiro, o conhecimento de embarque, a fatura comercial, o packing list, o certificado de origem, o certificado fitossanitário e as guias de recolhimento dos tributos. A organização documental é essencial para comprovar a regularidade da operação em caso de fiscalização posterior.
Considerações sobre Armazenagem e Logística
A armazenagem de pisos de madeira e compensados requer cuidados especiais com umidade e temperatura. Produtos de madeira são higroscópicos e absorvem umidade do ambiente, o que pode causar deformações, empenamentos e proliferação de fungos. O importador deve assegurar que o armazém tenha controle de umidade relativa do ar (ideal entre 40% e 60%) e temperatura estável.
O transporte internacional também exige atenção. A madeira não deve ser exposta à chuva ou umidade excessiva durante o carregamento e descarregamento. O contêiner deve ser seco e ventilado, e recomenda-se o uso de sílica gel ou outros dessecantes no interior da embalagem para absorver a umidade residual. Para produtos de alto valor, o seguro de transporte deve cobrir danos por umidade, variação de temperatura e manuseio inadequado.
Conclusão
A importação de pisos de madeira e compensados para o Brasil é uma atividade complexa que exige conhecimento técnico, jurídico e comercial. A correta classificação NCM, o cumprimento das exigências ambientais e fitossanitárias, e o planejamento tributário adequado são fatores críticos para o sucesso da operação. O importador que domina esses aspectos pode acessar mercados fornecedores globais, oferecer produtos de qualidade e construir uma vantagem competitiva sustentável.
A TRADEXA oferece ferramentas especializadas para auxiliar o importador em todas as etapas do processo, desde o classificador NCM inteligente até os dados de tarifas, inteligência comercial e mapas de frete. Com o suporte adequado e o planejamento cuidadoso, a importação de pisos de madeira e compensados pode ser um negócio rentável e em conformidade com a legislação brasileira.
Passo a Passo para sua Operacao de Comercio Exterior
1. Analise de Mercado
Identifique a demanda para seu produto no mercado-alvo. Analise volumes de importacao, precos praticados, principais concorrentes e tendencias. Use os dashboards de inteligencia da TRADEXA.
2. Classificacao Fiscal
Classifique corretamente seu produto na NCM. A classificacao correta determina as aliquotas de impostos e o tratamento administrativo.
3. Regularizacao
Verifique as certificacoes e licencas exigidas. Cada produto e pais tem requisitos especificos.
4. Prospeccao de Compradores
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5. Negociacao e Contrato
Defina o Incoterm, as condicoes de pagamento e o cronograma. Carta de Credito (LC) e recomendada para primeiras operacoes.
6. Documentacao e Embarque
Prepare todos os documentos: DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, certificacoes. Contrate o frete e o seguro.
7. Desembaraco no Destino
O importador realiza o desembaraco aduaneiro. Acompanhe o processo e mantenha contato com o comprador.
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Panorama do Comercio Exterior Brasileiro
O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).
Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:
- China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
- Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
- Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
- Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
- India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%
Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.
📊 Dado Estrategico: O setor de Produtos Florestais e Moveis e um dos mais relevantes da pauta de comercio exterior brasileira. Os principais mercados sao UE, EUA, China, Oriente Medio. A classificacao NCM base esta no Cap. 44 (madeira), Cap. 94 (moveis), Cap. 47 (celulose), sob regulacao do IBAMA, SFB (Servico Florestal Brasileiro).
⚠️ Atencao: As principais exigencias regulatorias incluem DOF (Documento de Origem Florestal), FSC (certificacao), CE (moveis para UE). A falta de qualquer uma dessas certificacoes pode impedir a entrada do produto no mercado de destino. Prazos de obtencao variam de 1 a 24 meses.
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Tabela de Requisitos por Mercado
| Mercado | Tarifa Media | Certificacoes | Prazo de Entrada |
|---|---|---|---|
| UE | 5-15% | DOF (Documento de Origem Florestal), FSC (certificacao), CE (moveis para UE) | 3-12 meses |
| EUA | 3-20% | Certificacoes locais | 2-18 meses |
| Brasil (origem) | PIS/COFINS/II | DOF (Documento de Origem Florestal), FSC (certificacao), CE (moveis para UE) | 1-3 meses |
Erros Comuns na Produtos Florestais e Moveis
- Registro ANVISA sem renovacao: Produtos com registro vencido sao retidos na alfandega
- Rotulagem em desacordo com o pais de destino: Cada pais exige informacoes especificas no rotulo
- Falta de rastreabilidade: Produtos sem origem comprovada tem entrada barrada em mercados como UE e EUA
- Classificacao NCM incorreta: Diferencas de aliquotas que chegam a 35% do valor da mercadoria
- Prazos de certificacao subestimados: Registrar um produto na ANVISA leva de 90 a 360 dias
Perguntas Frequentes (FAQ)
❓ Qual o orgao regulador para Produtos Florestais e Moveis?
O orgao responsavel e IBAMA, SFB (Servico Florestal Brasileiro). A classificacao NCM base esta no Cap. 44 (madeira), Cap. 94 (moveis), Cap. 47 (celulose).
❓ Quais certificacoes sao exigidas?
DOF (Documento de Origem Florestal), FSC (certificacao), CE (moveis para UE). Os prazos variam de 1 a 24 meses dependendo da complexidade do produto e do pais de destino.
❓ Quais os principais mercados para Produtos Florestais e Moveis?
Principais mercados: UE, EUA, China, Oriente Medio. Cada mercado tem exigencias especificas de certificacao e rotulagem.
❓ Quanto custa para comecar a exportar Produtos Florestais e Moveis?
Os custos iniciais incluem: certificacoes (R$ 5.000 a R$ 100.000), adequacao de produto (R$ 10.000+), material comercial e prospeccao.
Caso Pratico
Cenario: Uma fabricante de produtos florestais e moveis quer expandir para novos mercados. Passos: (1) Consulta os dashboards TRADEXA para identificar demanda global por seu produto. (2) Classifica corretamente no Classificador NCM IA. (3) Verifica certificacoes exigidas em cada mercado-alvo. (4) Identifica compradores no diretorio de importadores. Resultado: Expansao planejada com base em dados reais, reduzindo riscos e acelerando o processo.
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Glossario de Termos
| Termo | Definicao |
|---|---|
| NCM | Nomenclatura Comum do Mercosul — codigo de 8 digitos que classifica mercadorias no comercio exterior brasileiro. Essencial para determinar aliquotas de impostos. |
| SH | Sistema Harmonizado — codigo internacional de 6 digitos base do NCM. Usado por mais de 200 paises. |
| Incoterms | Termos Internacionais de Comercio definidos pela ICC que estabelecem responsabilidades entre comprador e vendedor no transporte internacional. |
| FOB | Free On Board — incoterm onde o exportador entrega a carga a bordo do navio e o importador assume daí em diante. |
| CIF | Cost, Insurance and Freight — incoterm onde o preco inclui custo, seguro e frete ate o porto de destino. |
| DU-E | Declaracao Unica de Exportacao — documento eletronico que formaliza a exportacao no Brasil. Substituiu a antiga RE. |
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