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06 de julho de 202615 min

Exportação de Shampoo do Brasil

Exportação de Shampoo do Brasil: Mercados, Documentação e Oportunidades... Leia nosso guia completo sobre exportação de shampoo do brasil: mercados, documentação e oportunidades no blog da TRADEXA.

Exportação de Shampoo do Brasil: Mercados, Documentação e Oportunidades

O Brasil é um dos maiores mercados de cosméticos do mundo, ocupando consistentemente a quarta posição no ranking global do setor, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão. A indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos movimenta bilhões de reais anualmente e possui uma capacidade produtiva que excede em muito a demanda doméstica. Nesse cenário, a exportação de shampoo surge como uma avenida natural de crescimento para fabricantes nacionais que buscam diversificar receitas, ganhar escala e conquistar mercados internacionais.

Este guia completo aborda todos os aspectos que um exportador brasileiro de shampoo precisa dominar: desde a classificação fiscal correta até as tendências globais de consumo, passando por registro ANVISA, barreiras técnicas, logística internacional, tributos e oportunidades por país. Se você está começando ou quer expandir sua operação de exportação de cosméticos capilares, este conteúdo foi feito para você.

Cenário Global do Mercado de Shampoo

O mercado global de shampoo foi avaliado em aproximadamente US$ 35 bilhões em 2024 e projeta-se que alcance US$ 48 bilhões até 2032, crescendo a uma taxa composta anual de cerca de 4,5%. Esse crescimento é impulsionado por fatores como o aumento da conscientização sobre higiene capilar, a expansão da classe média em economias emergentes, a urbanização acelerada e a crescente demanda por produtos naturais e sustentáveis.

O Brasil, com sua rica biodiversidade e tradição em formulações cosméticas, está particularmente bem posicionado para capturar parcela desse crescimento. Ingredientes amazônicos como óleo de andiroba, manteiga de cupuaçu, óleo de buriti e extrato de açaí conferem aos shampoos brasileiros um diferencial competitivo único no mercado internacional. Além disso, a expertise brasileira em formulações para cabelos crespos, cacheados e danificados — um segmento em forte expansão global — abre portas em mercados como Estados Unidos, África e Europa.

Classificação NCM e NALADI para Shampoo

A classificação fiscal correta é o primeiro passo crítico em qualquer operação de exportação. O shampoo brasileiro se enquadra no NCM 3305.10.00, que abrange "preparações capilares para lavagem (xampus)". Esta posição faz parte do Capítulo 33 do Sistema Harmonizado, que trata de "óleos essenciais e resinoides; produtos de perfumaria ou de toucador preparados e preparações cosméticas".

É fundamental que o exportador conheça não apenas o NCM de oito dígitos, mas também a NALADI (Nomenclatura da Associação Latino-Americana de Integração), que pode variar conforme o país de destino dentro da América Latina. A NALADI para shampoo é geralmente 3305.10.00, mas cada país mantém seu próprio desdobramento tarifário.

Para quem está começando, o Classificador NCM com IA da TRADEXA pode ser um grande aliado: basta descrever o produto em linguagem natural que a ferramenta sugere a classificação mais adequada, reduzindo drasticamente o risco de erros que podem gerar multas e atrasos aduaneiros.

Além do NCM, o exportador precisa conhecer o regime de tributos federais aplicáveis na exportação. A boa notícia é que a exportação de shampoo é beneficiada por imunidades e suspensões tributárias importantes:

  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): alíquota zero na exportação, com manutenção dos créditos
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): alíquota zero na exportação, com direito à manutenção dos créditos
  • PIS/PASEP e COFINS: alíquota zero na exportação, com manutenção dos créditos
  • Reintegra: regime que permite a devolução de resíduos tributários acumulados na cadeia produtiva, atualmente com alíquota de 0,1% a 0,3% para cosméticos

Documentação ANVISA para Cosméticos: Registro vs Notificação

Um dos pontos mais sensíveis na exportação de shampoo é a regularização sanitária. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regula todos os produtos cosméticos, incluindo shampoos, através da Resolução RDC 752/2022 (que substituiu a antiga RDC 07/2015).

Para produtos cosméticos, a ANVISA estabelece duas categorias principais:

Grau de Risco 1 (Notificação)

Shampoos convencionais, com formulações tradicionais e sem alegações terapêuticas ou funcionais específicas, se enquadram como produtos de Grau de Risco 1. Para esses produtos, o regime é de notificação eletrônica junto à ANVISA, um processo mais simplificado e rápido. O fabricante precisa:

  1. Manter o produto regularizado perante a ANVISA por meio do Sistema de Automação da Regularização de Produtos (SARP)
  2. Apresentar comprovação de segurança e eficácia
  3. Manter documentação técnica atualizada
  4. Garantir que a rotulagem atenda aos requisitos da RDC 752/2022

O prazo médio para notificação é de 30 a 60 dias, podendo ser mais rápido se toda a documentação estiver em ordem.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

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Grau de Risco 2 (Registro)

Shampoos com alegações específicas — como anticaspa, antiqueda, tratamento capilar, proteção solar para cabelos, ou que contenham ingredientes com ação farmacológica comprovada — são classificados como Grau de Risco 2 e exigem registro junto à ANVISA. O processo de registro é mais complexo e envolve:

  • Análise técnica detalhada da formulação pela ANVISA
  • Comprovação de segurança através de estudos toxicológicos
  • Comprovação de eficácia através de ensaios clínicos ou testes específicos
  • Avaliação da rotulagem e das alegações publicitárias
  • Prazo médio de 6 a 12 meses para aprovação

Cuidados na Exportação

Importante: a regularização ANVISA é obrigatória para a comercialização no mercado brasileiro, mas no caso de exportação, o produto deve atender às exigências sanitárias do país importador. Cada país tem seu próprio órgão regulador e seus próprios requisitos.

Entretanto, manter o produto regularizado no Brasil é altamente recomendável, pois:

  • Facilita a obtenção de Certificado de Venda Livre (CVL ou Free Sale Certificate), documento exigido por muitos países importadores
  • Demonstra compromisso com qualidade e conformidade regulatória
  • Agiliza processos de registro no exterior
  • Permite a participação em licitações internacionais e programas de compras governamentais

Mercados Importadores de Shampoo Brasileiro

América Latina: O Mercado Natural

A América Latina é o destino mais óbvio e estratégico para o shampoo brasileiro devido à proximidade geográfica, acordos comerciais preferenciais (MERCOSUL, ACE, ALADI) e afinidades culturais.

Argentina: Apesar das oscilações econômicas, a Argentina segue sendo um dos maiores compradores de cosméticos brasileiros. O acordo do MERCOSUL elimina tarifas de importação para produtos cosméticos, e a classificação NALADI 3305.10.00 garante preferência tarifária. O mercado argentino de shampoo movimenta cerca de US$ 400 milhões anualmente, com forte penetração de produtos premium e naturais.

Chile: O Chile possui um dos mercados mais abertos da região, com tarifas reduzidas para cosméticos graças ao ACE Brasil-Chile. O consumidor chileno valoriza produtos de origem brasileira e está disposto a pagar mais por shampoos com ingredientes naturais e embalagens sustentáveis. O mercado chileno de cosméticos cresce a taxas de 5-7% ao ano.

Colômbia: Com 52 milhões de consumidores e um mercado de cosméticos em franca expansão, a Colômbia oferece oportunidades significativas. O país possui tarifa zero para cosméticos brasileiros dentro do acordo da ALADI. A tendência de cabelos naturais e crespos é forte na Colômbia, criando demanda por shampoos específicos para esse tipo de cabelo — exatamente onde o Brasil tem expertise.

Peru: O mercado peruano de cosméticos cresce acima de 10% ao ano e o consumidor local demonstra forte preferência por produtos brasileiros, associados a qualidade, inovação e biodiversidade.

África: O Novo Eldorado

A África é, provavelmente, a fronteira mais promissora para a exportação de shampoo brasileiro nos próximos anos. O continente possui 1,4 bilhão de consumidores, uma classe média em rápida expansão e uma demanda reprimida por produtos cosméticos de qualidade.

Angola: O maior parceiro comercial do Brasil na África importa grandes volumes de cosméticos brasileiros. O idioma português, a familiaridade com marcas brasileiras e a ausência de barreiras linguísticas e culturais fazem de Angola um mercado prioritário. A exigência de registro sanitário local é simplificada — geralmente o Certificado de Venda Livre emitido pela ANVISA é suficiente.

África do Sul: O mercado sul-africano de cosméticos é o mais desenvolvido do continente e valoriza produtos com ingredientes naturais e orgânicos. O Brasil compete em condições favoráveis, especialmente no segmento de shampoos para cabelos crespos e étnicos, que representa mais de 40% do mercado capilar local.

Moçambique: Com crescimento econômico consistente e laços históricos com o Brasil, Moçambique é um destino em ascensão. O mercado de cosméticos ainda é incipiente, mas a demanda por produtos de higiene básica cresce rapidamente com a urbanização.

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Nigéria: A maior economia africana, com 220 milhões de habitantes, possui um mercado de cosméticos estimado em US$ 5 bilhões. Apesar das dificuldades logísticas e regulatórias, a Nigéria oferece oportunidades imensas para quem conseguir estabelecer canais de distribuição confiáveis.

Estados Unidos: O Mercado Premium

Os Estados Unidos são o maior mercado de shampoo do mundo, movimentando cerca de US$ 8 bilhões anualmente. Para o exportador brasileiro, o mercado americano oferece margens mais altas, mas também exige conformidade com regulações rigorosas da FDA (Food and Drug Administration).

Shampoos brasileiros com apelo natural, orgânico ou étnico encontram um nicho valioso nos EUA. O consumidor americano está cada vez mais interessado em ingredientes exóticos e sustentáveis da Amazônia, e produtos que contam uma história de origem e responsabilidade socioambiental conseguem preços premium.

Europa, Oriente Médio e Ásia

A União Europeia regula cosméticos através do Regulamento CE 1223/2009, que exige a nomeação de um Responsible Person, a criação de um Product Information File (PIF) e o registro no portal CPNP (Cosmetic Products Notification Portal). A burocracia é maior, mas as margens compensam.

O Oriente Médio, especialmente Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, importa cosméticos de alto padrão e valoriza produtos naturais. A certificação Halal é frequentemente exigida.

No Japão e Coreia do Sul, shampoos brasileiros com ingredientes amazônicos têm potencial de nicho, mas a regulação é extremamente rigorosa, com exigência de testes locais e registro sanitário que pode levar mais de um ano.

Barreiras Técnicas na Exportação de Shampoo

As barreiras técnicas são, depois da regularização sanitária, o principal obstáculo enfrentado por exportadores brasileiros de shampoo. Cada mercado impõe requisitos específicos que o exportador precisa conhecer e cumprir:

Rotulagem

A rotulagem é um dos pontos mais fiscalizados. No mercado internacional, o rótulo do shampoo deve conter, no mínimo:

  • Nome do produto e marca
  • Lista de ingredientes (INCI — International Nomenclature of Cosmetic Ingredients)
  • Conteúdo líquido
  • Nome e endereço do fabricante e importador
  • País de origem (Made in Brazil)
  • Lote e data de validade
  • Modo de uso e precauções
  • Número de registro ou notificação no país importador

Na União Europeia, o rótulo deve ser no idioma local do país de destino. Nos EUA, os ingredientes devem ser listados em inglês seguindo a nomenclatura INCI. Na América Latina, cada país tem seu próprio regulamento de rotulagem, embora muitos sigam as diretrizes do MERCOSUL (Resolução GMC 48/98).

Ingredientes Proibidos e Restritos

Certos ingredientes permitidos no Brasil podem ser proibidos ou restritos em outros mercados. Por exemplo:

  • Parabenos e ftalatos são restritos na União Europeia
  • Formaldeído e liberadores de formaldeído têm limites rigorosos no Japão
  • Corantes específicos podem ter status regulatório diferente em cada país
  • Filtros solares em shampoos exigem aprovação específica da FDA nos EUA

O exportador precisa revisar a formulação contra a lista de ingredientes proibidos do país de destino antes de iniciar o processo de exportação.

Certificações: ISO, Boas Práticas e Sustentabilidade

A obtenção de certificações reconhecidas internacionalmente é um diferencial competitivo decisivo na exportação de shampoo. As principais certificações valorizadas no mercado internacional incluem:

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ISO 22716 — Boas Práticas de Fabricação (BPF) para Cosméticos

A ISO 22716 é a norma internacional de Boas Práticas de Fabricação (BPF/GMP) para produtos cosméticos. Adaptada a partir da antiga guia da FDA e das diretrizes da UE, a ISO 22716 cobre todos os aspectos da produção: recebimento de matérias-primas, produção, embalagem, controle de qualidade, armazenamento e expedição.

Embora a certificação ISO 22716 não seja obrigatória na maioria dos países, ela é frequentemente exigida por compradores internacionais e distribuidores como condição para negociação. Países do MERCOSUL adotaram a ISO 22716 como referência para BPF, e a ANVISA reconhece a certificação como evidência de conformidade.

ISO 9001 — Sistema de Gestão da Qualidade

A ISO 9001 é a certificação de qualidade mais difundida do mundo. Para o exportador de shampoo, ela demonstra que a empresa possui processos padronizados e controlados, o que transmite confiança a compradores internacionais.

Certificações de Sustentabilidade

  • Cosmos Organic / Ecocert: certificação orgânica para cosméticos, altamente valorizada na Europa
  • Vegan / Cruelty Free: certificações que atestam que o produto não contém ingredientes de origem animal e não foi testado em animais, cada vez mais exigidas globalmente
  • Forest Stewardship Council (FSC): certificação para embalagens de papel oriundas de manejo florestal sustentável
  • Fair Trade / Comércio Justo: valorizada em mercados como Reino Unido, Alemanha e Países Baixos

Empresas brasileiras que investem em certificações conseguem acessar mercados premium e praticar preços 20% a 50% superiores aos produtos convencionais.

Logística Internacional para Shampoo

A logística de exportação de shampoo apresenta desafios específicos que o exportador precisa considerar no planejamento:

Classificação de Risco para Transporte

Shampoos são classificados como mercadorias não perigosas para fins de transporte (não se enquadram como inflamáveis, corrosivos ou tóxicos na maioria das formulações). Isso simplifica significativamente a logística em comparação com outros produtos químicos. Entretanto, shampoos que contenham álcool em concentração superior a 24% podem exigir classificação como mercadoria perigosa (Classe 3 — Líquidos Inflamáveis).

Embalagem para Exportação

A embalagem primária (o frasco de shampoo) deve ser robusta o suficiente para suportar o transporte internacional. Frascos de plástico (PET, HDPE, PEAD) são preferíveis por sua resistência e menor peso. A embalagem secundária (caixa de papelão) deve seguir as normas NBR para resistência.

Modal de Transporte

  • Marítimo: ideal para grandes volumes (contentores de 20' ou 40'). O prazo médio para América Latina é de 7 a 15 dias; para África, 15 a 30 dias; para EUA, 10 a 20 dias. O Mapa de Frete Marítimo 3D da TRADEXA permite visualizar as melhores rotas e estimar custos de frete com base em dados reais, uma ferramenta valiosa para o planejamento logístico.
  • Aéreo: indicado para amostras, pedidos urgentes ou produtos de alto valor agregado.
  • Rodoviário: modal principal para exportações via MERCOSUL, com destaque para a Rodovia Pan-Americana e as conexões Brasil-Argentina e Brasil-Chile.

Incoterms Recomendados

Para iniciantes, recomenda-se começar com termos que minimizem a responsabilidade do exportador sobre a carga após o despacho, como FOB (Free On Board) ou CIF (Cost, Insurance and Freight). À medida que a operação amadurece, é possível avançar para termos como DDP (Delivery Duty Paid), que oferece maior controle sobre a experiência do importador.

Tendências de Mercado: Shampoos Naturais e Orgânicos

O mercado global de cosméticos naturais e orgânicos cresce a taxas de 10-12% ao ano, quase o dobro do mercado convencional. Essa tendência representa uma oportunidade histórica para o Brasil, que possui:

Biodiversidade única: A Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga oferecem um catálogo virtualmente inesgotável de ingredientes naturais com propriedades capilares comprovadas.

Conhecimento tradicional: Comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas detêm conhecimento ancestral sobre o uso de plantas para cuidados capilares — um patrimônio que pode ser convertido em produtos de alto valor agregado.

Imagem positiva: O Brasil é globalmente associado a natureza, alegria e vitalidade — atributos que se alinham perfeitamente com o posicionamento de cosméticos naturais.

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Shampoos com alegações de "bio", "orgânico", "natural", "vegano" e "livre de crueldade animal" conseguem prêmios de preço de 30% a 100% sobre produtos convencionais no mercado internacional.

Ferramentas TRADEXA para o Exportador de Shampoo

Ao longo deste guia, mencionamos algumas ferramentas que podem facilitar a jornada do exportador. A TRADEXA reúne em uma única plataforma tudo que o profissional de comércio exterior precisa:

  • Classificador NCM com IA: descreva seu shampoo em linguagem natural e receba a classificação NCM sugerida, reduzindo erros e retrabalho na documentação fiscal
  • Tarifário Global com 160 países: consulte tarifas de importação, alíquotas e barreiras não-tarifárias para shampoo nos principais mercados importadores, incluindo Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina, Chile, Colômbia e África do Sul
  • Calculadora de Impostos: simule a carga tributária total da operação, considerando tributos federais, estaduais, municipais e encargos logísticos
  • Diretório de Importadores com 3,8 milhões de empresas: encontre potenciais compradores de shampoo no exterior, filtre por país, volume de importação e segmento de atuação, e monte uma lista qualificada de leads para sua prospecção internacional
  • Mapa de Frete Marítimo 3D: visualize rotas, compare prazos e custos de frete marítimo para seus destinos de exportação
  • Trade Intelligence e Smart Rank: acompanhe tendências de mercado, identifique oportunidades emergentes e monitore a concorrência internacional

Passo a Passo para Começar a Exportar Shampoo

Se você chegou até aqui e quer transformar este conhecimento em ação, siga este roteiro prático:

  1. Classifique seu produto: utilize o Classificador NCM com IA da TRADEXA para confirmar o NCM 3305.10.00 e eventuais desdobramentos NALADI
  2. Regularize seu produto na ANVISA: garanta que seu shampoo esteja notificado ou registrado conforme o grau de risco
  3. Escolha seu mercado-alvo: pesquise tarifas, barreiras e demanda no Tarifário Global da TRADEXA
  4. Identifique compradores: use o Diretório de Importadores da TRADEXA para encontrar potenciais clientes no exterior
  5. Adeque sua embalagem e rotulagem: prepare rótulos nos idiomas e formatos exigidos pelo país de destino
  6. Contrate um agente de carga: especializado em cosméticos, com experiência na rota escolhida
  7. Simule os custos: utilize a Calculadora de Impostos da TRADEXA para precificar sua exportação
  8. Providencie a documentação: fatura comercial, packing list, certificado de origem, certificado sanitário, CVL, entre outros
  9. Embarque sua mercadoria: acompanhe o processo com seu agente de carga
  10. Gerencie o câmbio: contrate a operação de câmbio e receba o pagamento em moeda estrangeira

Conclusão

Exportar shampoo do Brasil é um caminho viável, lucrativo e estrategicamente interessante. O país reúne todas as condições para se tornar um player relevante no mercado global de cosméticos capilares: matéria-prima abundante e diferenciada, capacidade industrial instalada, mão de obra qualificada e marcas reconhecidas internacionalmente.

O sucesso na exportação depende de preparo técnico, conhecimento regulatório, planejamento cuidadoso e, acima de tudo, informação de qualidade. Com as ferramentas certas e o conhecimento adequado, qualquer fabricante brasileiro de shampoo pode conquistar mercados internacionais e transformar a exportação em um pilar sólido de crescimento.

A TRADEXA está aqui para apoiar essa jornada, oferecendo inteligência de mercado aplicada ao comércio exterior brasileiro. Explore a plataforma, teste as ferramentas e descubra como a informação pode ser o seu maior ativo competitivo no mercado global.

Panorama do Comercio Exterior Brasileiro

O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).

Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:

  • China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
  • Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
  • Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
  • Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
  • India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%

Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.

📊 Dado Estrategico: O comercio exterior brasileiro movimentou US$ 337 bilhoes em exportacoes em 2025, com destaque para agronegocio, mineracao e produtos industrializados. A diversificacao de mercados e a chave para reduzir riscos e aumentar a competitividade.

⚠️ Atencao: Erros de classificacao fiscal, documentacao incompleta e falta de certificacoes sao as principais causas de retencao de cargas na alfandega. Utilize o classificador NCM da TRADEXA para garantir a conformidade da sua operacao.

💡 Dica TRADEXA: Use o Classificador NCM com IA para descobrir a classificacao fiscal correta do seu produto em segundos. O Tarifario Global da TRADEXA cobre 160 países e mostra aliquotas, barreiras e acordos preferenciais aplicaveis. Acesse em tradexa.com.br.

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Comparacao de Modais de Transporte

ModalPrazoCustoCapacidadeIdeal para
Maritimo20-45 diasUS$ 2.000-8.000/cont10.000-24.000 TEUCommodities, alto volume
Aereo2-7 diasUS$ 3-8/kg100 t/vooAlto valor, urgentes
Rodoviario5-15 diasUS$ 1.500-5.00020-30 tMercosul
Ferroviario15-30 diasUS$ 1.000-4.00010.000 tGraos, minerios

Erros Comuns no Comercio Exterior

  • Classificacao fiscal incorreta: Principal causa de multas e retencoes
  • Documentacao incompleta: Fatura sem dados obrigatorios, packing list divergente
  • Certificacoes obtidas apos o embarque: Produto chega ao destino mas nao pode ser desembarcado
  • Incoterm mal escolhido: Responsabilidades mal definidas geram custos inesperados
  • Custo total mal calculado: Landed cost nao considera todas as taxas e tarifas

Perguntas Frequentes (FAQ)

❓ Quanto tempo leva para comecar a exportar?

Depende da complexidade do produto. Operacoes simples: 2-4 meses. Produtos regulados: 6-24 meses.

❓ Quais documentos sao necessarios?

DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, Certificado de Origem, certificacoes especificas do produto.

❓ Preciso de um despachante aduaneiro?

Sim, altamente recomendado. O despachante cuida do registro da DU-E e do acompanhamento da carga na alfandega.

❓ Como a TRADEXA pode ajudar?

Com classificador NCM IA, diretorio de importadores, tarifario global, dashboards de inteligencia e calculadora de custos.

Glossario de Termos

TermoDefinicao
NCMNomenclatura Comum do Mercosul — codigo de 8 digitos que classifica mercadorias no comercio exterior brasileiro. Essencial para determinar aliquotas de impostos.
SHSistema Harmonizado — codigo internacional de 6 digitos base do NCM. Usado por mais de 200 paises.
IncotermsTermos Internacionais de Comercio definidos pela ICC que estabelecem responsabilidades entre comprador e vendedor no transporte internacional.
FOBFree On Board — incoterm onde o exportador entrega a carga a bordo do navio e o importador assume daí em diante.
CIFCost, Insurance and Freight — incoterm onde o preco inclui custo, seguro e frete ate o porto de destino.
DU-EDeclaracao Unica de Exportacao — documento eletronico que formaliza a exportacao no Brasil. Substituiu a antiga RE.

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