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RCEP
Acordos Comerciais
Ásia-Pacífico
26 de junho de 202618 min

RCEP: Acordo de Parceria Regional da Ásia-Pacífico

Guia completo sobre o RCEP: países membros, regras de origem, tarifas, oportunidades para o Brasil e impactos no comércio global da Ásia-Pacífico.

RCEP: Acordo de Parceria Regional da Ásia-Pacífico

O Acordo de Parceria Regional Abrangente da Ásia-Pacífico, conhecido pela sigla em inglês RCEP (Regional Comprehensive Economic Partnership), é o maior acordo de livre comércio do mundo em termos de PIB combinado. Firmado em 15 de novembro de 2020 e entrando em vigor em 1º de janeiro de 2022, o RCEP reúne 15 países da região Ásia-Pacífico que representam cerca de 30% do PIB global, 30% da população mundial e 28% do comércio internacional.

Este guia completo oferece uma análise aprofundada do RCEP: histórico e negociação, países membros, regras de origem, cronograma de redução tarifária, oportunidades para o Brasil, impactos no comércio global e estratégias para empresas brasileiras aproveitarem este novo cenário.

O que é o RCEP

O RCEP é um acordo de livre comércio entre 15 países da Ásia-Pacífico: os 10 países da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) mais China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. O acordo foi originalmente proposto pela ASEAN em 2011, e as negociações se estenderam por oito anos.

O RCEP tem como objetivo reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, harmonizar regras de origem, facilitar o comércio de serviços, proteger investimentos, estabelecer regras comuns para propriedade intelectual e comércio eletrônico.

Diferentemente do CPTPP (Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífico), o RCEP é visto como um acordo mais flexível e adaptado às realidades de países em desenvolvimento, com prazos mais longos para a implementação de compromissos e menor exigência em áreas como propriedade intelectual e trabalho.

Países Membros do RCEP

Os 15 países membros do RCEP são:

ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático):

  1. Brunei
  2. Camboja
  3. Filipinas
  4. Indonésia
  5. Laos
  6. Malásia
  7. Mianmar
  8. Singapura
  9. Tailândia
  10. Vietnã

Parceiros extra-ASEAN: 11. China 12. Japão 13. Coreia do Sul 14. Austrália 15. Nova Zelândia

A Índia participou das negociações até 2019, quando decidiu não aderir ao acordo devido a preocupações com o impacto sobre sua agricultura e indústria. A porta permanece aberta para a adesão futura da Índia, conforme cláusula prevista no próprio acordo.

População e PIB Combinados

Os 15 países do RCEP somam aproximadamente 2,3 bilhões de habitantes (30% da população mundial) e um PIB combinado de cerca de US$ 26 trilhões (30% do PIB global). Em termos de comércio, a região responde por aproximadamente 28% do comércio mundial de bens e serviços.

A China é, de longe, a maior economia do bloco, respondendo por cerca de 60% do PIB combinado do RCEP. Japão e Coreia do Sul são a segunda e terceira maiores economias, seguidas por Austrália e Indonésia.

Histórico e Negociação do RCEP

O processo de negociação do RCEP teve início em 2011, durante a Cúpula da ASEAN em Bali, Indonésia. As negociações formais começaram em 2013 e se estenderam por oito anos, com 31 rodadas de negociação e inúmeras reuniões ministeriais e de líderes.

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Cronologia

2011: proposta inicial da ASEAN para criar uma parceria econômica regional abrangente. Lançamento oficial durante a Cúpula da ASEAN.

2012: início das negociações, com participação dos 10 membros da ASEAN e seis parceiros (China, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Índia).

2013-2019: 31 rodadas de negociação cobrindo bens, serviços, investimentos, regras de origem, propriedade intelectual, comércio eletrônico e solução de controvérsias.

Novembro de 2019: Índia anuncia sua retirada das negociações, citando preocupações com o impacto sobre agricultores, pecuaristas e indústria nacional.

Novembro de 2020: assinatura do acordo pelos 15 países, durante a Cúpula da ASEAN realizada virtualmente.

Janeiro de 2022: entrada em vigor do RCEP, após ratificação por seis países da ASEAN e três países extra-ASEAN (Austrália, China e Japão).

Desafios das Negociações

As negociações do RCEP enfrentaram diversos desafios:

Disparidade de desenvolvimento: conciliar os interesses de países com níveis de desenvolvimento muito diferentes, de Singapura (PIB per capita de US$ 65 mil) a Mianmar (PIB per capita de US$ 1.200).

Rivalidade China-Japão: a relação complexa entre China e Japão impactou as negociações, especialmente em áreas como regras de origem e acesso a mercados agrícolas.

Proteção de setores sensíveis: agricultura, automóveis, produtos têxteis e siderurgia foram setores particularmente sensíveis nas negociações.

Propriedade intelectual: a definição de padrões mínimos de proteção à propriedade intelectual exigiu extensa negociação entre países com diferentes níveis de proteção.

Regras de Origem no RCEP

As regras de origem são um dos pilares do RCEP e determinam se um produto pode se beneficiar das preferências tarifárias do acordo. O RCEP adota um conjunto único de regras de origem para todo o bloco, simplificando o comércio intrabloco.

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Critérios de Origem

O RCEP estabelece três critérios principais para determinação da origem:

Produtos totalmente obtidos: aplica-se a produtos agrícolas, minerais e pescados inteiramente produzidos ou extraídos dentro do território dos países membros.

Transformação substancial: aplica-se a produtos que utilizam insumos de países não membros, mas que sofrem transformação substancial dentro do bloco. A transformação substancial é medida pela mudança de classificação tarifária (normalmente de 4 dígitos) ou por um valor agregado regional.

Valor Agregado Regional (VAR): o conteúdo regional mínimo exigido é de 40% do valor FOB do produto. Alternativamente, pode-se utilizar o método de conteúdo de valor regional baseado em custos de produção.

Acumulação de Origem

Uma das grandes inovações do RCEP é a regra de acumulação de origem. Diferentemente de acordos bilaterais tradicionais, o RCEP permite que insumos de qualquer país membro sejam considerados como originários para efeitos de cumulação.

Isso significa que um produto fabricado no Vietnã com insumos da China e da Coreia do Sul pode ser exportado para a Tailândia com benefícios tarifários, desde que o valor agregado total no bloco atinja o percentual mínimo.

Certificação da Origem

O RCEP permite dois tipos de certificação de origem:

Certificado de Origem emitido por autoridade competente: documento emitido por câmaras de comércio ou órgãos governamentais designados.

Declaração de Origem preenchida pelo exportador: autodeclaração do exportador, desde que o exportador seja previamente autorizado pela autoridade competente do seu país.

A flexibilização dos processos de certificação é um dos grandes avanços do RCEP para facilitar o comércio.

Cronograma de Redução Tarifária

O RCEP estabelece um cronograma de redução tarifária que varia conforme o nível de desenvolvimento de cada país. Os países se comprometem a eliminar tarifas sobre pelo menos 91% das linhas tarifárias no prazo de 20 anos, com gradações diferenciadas.

Categorias de Desgravação Tarifária

O acordo prevê quatro categorias principais:

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Eliminação imediata (Categoria 1): tarifas são zeradas na entrada em vigor do acordo. Aplica-se a produtos como equipamentos eletrônicos, máquinas e insumos industriais.

Eliminação gradual (Categoria 2): tarifas são reduzidas progressivamente ao longo de 10, 15 ou 20 anos. Aplica-se a produtos como automóveis, peças, produtos químicos e têxteis.

Redução parcial (Categoria 3): tarifas são reduzidas, mas não eliminadas. Aplica-se a setores considerados sensíveis.

Exclusão (Categoria 4): produtos excluídos de qualquer redução tarifária. Inclui setores como arroz (para alguns países), açúcar e produtos agrícolas sensíveis.

Prazos por País

País% de Linhas Tarifárias com EliminaçãoPrazo Máximo
China91%20 anos
Japão91%20 anos
Coreia do Sul91%20 anos
Austrália100%Imediato/10 anos
Nova Zelândia100%Imediato/10 anos
Singapura100%Imediato
Vietnã90%15-20 anos
Tailândia90%15-20 anos
Indonésia85%15-20 anos
Filipinas85%15-20 anos
Malásia90%15-20 anos
Camboja85%20 anos
Laos85%20 anos
Mianmar85%20 anos
Brunei90%15 anos

Impactos no Comércio Global

O RCEP tem impactos profundos no comércio internacional, reconfigurando cadeias globais de valor e alterando fluxos comerciais.

Impactos Positivos

Estímulo ao comércio intra-Ásia: o RCEP deve aumentar o comércio intrabloco em até US$ 500 bilhões até 2030, segundo estimativas do Banco Asiático de Desenvolvimento.

Redução de custos: a simplificação das regras de origem e a redução de tarifas diminuem os custos de comércio, beneficiando especialmente as cadeias regionais de valor.

Harmonização regulatória: o RCEP estabelece padrões comuns para procedimentos aduaneiros, medidas sanitárias e fitossanitárias, e barreiras técnicas, reduzindo custos de conformidade.

Atração de investimentos: a existência de um mercado integrado de 2,3 bilhões de consumidores atrai investimentos estrangeiros diretos para a região.

Impactos Negativos e Desafios

Desvio de comércio: o RCEP pode desviar fluxos comerciais que antes beneficiavam países não membros, como Brasil, Índia e México. Empresas desses países podem perder competitividade na região.

Concentração na China: a China, como maior economia do bloco, tende a ser a maior beneficiária do RCEP, reforçando sua posição central nas cadeias globais de valor.

Padrões mais baixos: críticos apontam que o RCEP tem padrões mais baixos que o CPTPP em áreas como propriedade intelectual, trabalho e meio ambiente.

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Implementação desafiadora: a implementação efetiva do RCEP requer harmonização de procedimentos aduaneiros e sistemas digitais entre países com diferentes níveis de desenvolvimento tecnológico.

Oportunidades para o Brasil no RCEP

Embora o Brasil não seja membro do RCEP, o acordo cria oportunidades e desafios para empresas brasileiras. A Ásia-Pacífico é o maior bloco comercial do mundo e o principal parceiro comercial do Brasil.

Oportunidades Comerciais

Exportação de commodities: o RCEP deve aumentar a demanda por commodities agrícolas e minerais na região, beneficiando exportadores brasileiros de soja, carne, minério de ferro, petróleo e celulose.

Produtos industrializados: produtos brasileiros com alto valor agregado, como aeronaves, máquinas e equipamentos, autopeças e produtos químicos, têm oportunidades na Ásia-Pacífico, especialmente em setores onde o Brasil é competitivo.

Serviços: o RCEP abre oportunidades para exportação de serviços brasileiros, incluindo serviços de engenharia, tecnologia da informação, design e consultoria.

Parcerias estratégicas: empresas brasileiras podem estabelecer parcerias com empresas dos países do RCEP para acessar mercados terceiros ou desenvolver produtos conjuntos.

Desafios Competitivos

Perda de preferência: empresas brasileiras que competem com produtos de países do RCEP no mercado chinês, por exemplo, podem perder competitividade devido às preferências tarifárias que os membros do acordo desfrutam.

Concorrência em produtos manufaturados: o RCEP fortalece a competitividade da indústria manufatureira asiática, tornando mais difícil para produtos brasileiros competirem tanto no mercado asiático quanto em mercados terceiros.

Investimentos: o Brasil pode perder investimentos que seriam direcionados para o país, mas que agora são direcionados para países do RCEP devido às vantagens de estar dentro do bloco.

Estratégias para Empresas Brasileiras

Para aproveitar as oportunidades do RCEP e mitigar seus riscos, empresas brasileiras devem adotar as seguintes estratégias:

Inteligência de mercado: utilizar ferramentas como o Tarifário Global da TRADEXA, que reúne dados de 160 países, para comparar as tarifas de importação praticadas pelos países do RCEP para produtos brasileiros versus produtos de países membros, permitindo calcular com precisão o diferencial competitivo.

Diferenciação: focar em produtos com vantagens competitivas claras, como sustentabilidade, qualidade superior, certificações especiais ou design brasileiro, que justifiquem um prêmio de preço.

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Presença regional: estabelecer presença comercial ou joint ventures em países do RCEP para aproveitar as regras de origem e as preferências tarifárias do bloco.

Diversificação: não concentrar esforços exclusivamente no mercado chinês; explorar oportunidades em países como Vietnã, Indonésia e Filipinas, que têm crescimento acelerado e menor concorrência.

Monitoramento: acompanhar as mudanças tarifárias e regulatórias no âmbito do RCEP utilizando ferramentas de inteligência comercial, como o Smart Rank da TRADEXA, que ranqueia mercados por potencial de exportação.

RCEP vs CPTPP

O RCEP e o CPTPP são os dois maiores acordos comerciais da região Ásia-Pacífico. Embora exista sobreposição de membros (Austrália, Brunei, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Singapura e Vietnã são membros de ambos os acordos), eles têm diferenças significativas:

AspectoRCEPCPTPP
Número de membros1511
LiderançaASEAN + ChinaJapão + Canadá
Cobertura tarifária91% das linhas99% das linhas
Padrão de propriedade intelectualModeradoAlto
Regras trabalhistasFlexíveisRigorosas
Regras ambientaisFlexíveisRigorosas
Empresas estataisPoucas restriçõesRestrições significativas
Comércio digitalRegras básicasRegras avançadas
InvestimentoProteções básicasProteções avançadas

Para o Brasil, o CPTPP pode ser considerado um acordo de "padrão mais alto", com maior potencial de gerar reformas domésticas nos países membros. Já o RCEP é mais focado em integração econômica prática e acesso a mercados.

RCEP e a Cadeia de Suprimentos Global

O RCEP tem impactos profundos nas cadeias globais de suprimentos. A região Ásia-Pacífico já é o epicentro da manufatura global, e o RCEP acelera essa tendência.

Regionalização das Cadeias

O RCEP incentiva as empresas a regionalizarem suas cadeias de suprimentos dentro do bloco, reduzindo a dependência de fornecedores externos. As regras de origem com acumulação permitem que empresas otimizem suas cadeias dentro da região.

Impacto no "China + 1"

A estratégia "China + 1", que incentiva empresas a diversificarem sua produção para além da China (para Vietnã, Índia, Tailândia), ganha novo impulso com o RCEP. Empresas podem agora manter operações na China e em outros países do bloco com regras de origem favoráveis.

Tecnologia e Inovação

O RCEP incentiva a cooperação em pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia e inovação entre os países membros. Isso pode acelerar o desenvolvimento tecnológico da região e aumentar sua competitividade global.

Como a TRADEXA Ajuda Empresas a Navegar o RCEP

O RCEP é um acordo complexo que afeta empresas de todos os portes. Ferramentas de inteligência comercial são essenciais para navegar este novo cenário. A TRADEXA oferece recursos que ajudam empresas brasileiras a:

Analisar tarifas: o Tarifário Global da TRADEXA cobre 160 países e permite consultar as tarifas de importação para produtos específicos, incluindo as preferências tarifárias do RCEP para cada país membro.

Identificar mercados: o Smart Rank ranqueia mercados internacionais por potencial de exportação, considerando variáveis como tamanho do mercado, tarifas, logística, barreiras não tarifárias e concorrência. Com o RCEP, o Smart Rank ajuda a identificar quais mercados do bloco oferecem as melhores oportunidades para cada produto brasileiro.

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Encontrar compradores: o Diretório de Importadores da TRADEXA reúne mais de 3,8 milhões de importadores cadastrados em 97 países, incluindo os 15 países do RCEP. Empresas brasileiras podem identificar potenciais compradores, distribuidores e parceiros na região.

Monitorar concorrência: a plataforma permite acompanhar a movimentação de concorrentes brasileiros e internacionais nos mercados do RCEP, identificando tendências e oportunidades.

RCEP e o Cenário Geopolítico

O RCEP não é apenas um acordo comercial — é também um instrumento geopolítico. A liderança da China no acordo reforça sua posição como centro econômico da Ásia e alternativa ao modelo de comércio liderado pelos Estados Unidos.

Implicações para o Brasil

Para o Brasil, o RCEP representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. O país precisa:

Negociar acordos bilaterais: o Brasil deve buscar acordos comerciais com países do RCEP para nivelar o campo de jogo competitivo. As negociações Mercosul-China e Mercosul-Japão são passos importantes nessa direção.

Fortalecer o Mercosul: o Mercosul precisa ser modernizado e fortalecido para que os países membros possam competir globalmente e negociar acordos com blocos como o RCEP.

Investir em competitividade: o Brasil precisa reduzir o custo Brasil (burocracia, infraestrutura, tributação) para que seus produtos sejam competitivos na Ásia-Pacífico.

Conclusão

O RCEP representa uma transformação profunda na arquitetura do comércio global. Como o maior acordo de livre comércio do mundo, ele reconfigura cadeias de valor, altera fluxos comerciais e redefine as regras do jogo para empresas que atuam na região Ásia-Pacífico.

Para as empresas brasileiras, o RCEP oferece oportunidades significativas em termos de exportação de commodities, produtos industrializados e serviços. No entanto, também apresenta desafios competitivos que exigem planejamento estratégico, inteligência de mercado e diferenciação.

A chave para o sucesso neste novo cenário é o uso intensivo de dados e inteligência comercial. Ferramentas como o Tarifário Global, o Smart Rank e o Diretório de Importadores da TRADEXA permitem que empresas de todos os portes tomem decisões informadas sobre exportação e importação, maximizando as oportunidades criadas pelo RCEP e mitigando seus riscos.

O Brasil tem potencial para ser um grande fornecedor de alimentos, minerais, produtos industrializados e serviços para a região Ásia-Pacífico. Com planejamento adequado, investimentos em competitividade e uso de inteligência de mercado, as empresas brasileiras podem transformar os desafios do RCEP em oportunidades concretas de crescimento no maior mercado do mundo.

Passo a Passo para sua Operacao de Comercio Exterior

1. Analise de Mercado

Identifique a demanda para seu produto no mercado-alvo. Analise volumes de importacao, precos praticados, principais concorrentes e tendencias. Use os dashboards de inteligencia da TRADEXA.

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2. Classificacao Fiscal

Classifique corretamente seu produto na NCM. A classificacao correta determina as aliquotas de impostos e o tratamento administrativo.

3. Regularizacao

Verifique as certificacoes e licencas exigidas. Cada produto e pais tem requisitos especificos.

4. Prospeccao de Compradores

Identifique importadores e distribuidores no mercado-alvo. O diretorio de importadores da TRADEXA simplifica essa etapa.

5. Negociacao e Contrato

Defina o Incoterm, as condicoes de pagamento e o cronograma. Carta de Credito (LC) e recomendada para primeiras operacoes.

6. Documentacao e Embarque

Prepare todos os documentos: DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, certificacoes. Contrate o frete e o seguro.

7. Desembaraco no Destino

O importador realiza o desembaraco aduaneiro. Acompanhe o processo e mantenha contato com o comprador.

8. Pos-Venda

Monitore a performance do produto, colete feedback e fortaleca o relacionamento com o importador.

Ferramentas TRADEXA para sua Operacao

A TRADEXA oferece ferramentas integradas que cobrem todo o ciclo do comercio exterior:

  • Classificador NCM com IA: descubra a NCM correta do seu produto em segundos
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  • Diretorio de Importadores: acesse 3,8 milhoes de contatos de compradores
  • Dashboard de Inteligencia: visualize dados de comercio exterior em tempo real
  • Smart Rank: compare mercados e priorize os mais promissores
  • Simulador de Frete: calcule custos logisticos entre portos
  • Calculadora de Landed Cost: simule o custo total da operacao

Todas as ferramentas estao disponiveis em tradexa.com.br. Comece com acesso gratuito.

Panorama do Comercio Exterior Brasileiro

O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).

Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:

  • China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
  • Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
  • Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
  • Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
  • India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%

Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.

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📊 Dado Estrategico: O comercio exterior brasileiro movimentou US$ 337 bilhoes em exportacoes em 2025, com destaque para agronegocio, mineracao e produtos industrializados. A diversificacao de mercados e a chave para reduzir riscos e aumentar a competitividade.

⚠️ Atencao: Erros de classificacao fiscal, documentacao incompleta e falta de certificacoes sao as principais causas de retencao de cargas na alfandega. Utilize o classificador NCM da TRADEXA para garantir a conformidade da sua operacao.

💡 Dica TRADEXA: Use o Classificador NCM com IA para descobrir a classificacao fiscal correta do seu produto em segundos. O Tarifario Global da TRADEXA cobre 160 países e mostra aliquotas, barreiras e acordos preferenciais aplicaveis. Acesse em tradexa.com.br.

Comparacao de Modais de Transporte

ModalPrazoCustoCapacidadeIdeal para
Maritimo20-45 diasUS$ 2.000-8.000/cont10.000-24.000 TEUCommodities, alto volume
Aereo2-7 diasUS$ 3-8/kg100 t/vooAlto valor, urgentes
Rodoviario5-15 diasUS$ 1.500-5.00020-30 tMercosul
Ferroviario15-30 diasUS$ 1.000-4.00010.000 tGraos, minerios

Erros Comuns no Comercio Exterior

  • Classificacao fiscal incorreta: Principal causa de multas e retencoes
  • Documentacao incompleta: Fatura sem dados obrigatorios, packing list divergente
  • Certificacoes obtidas apos o embarque: Produto chega ao destino mas nao pode ser desembarcado
  • Incoterm mal escolhido: Responsabilidades mal definidas geram custos inesperados
  • Custo total mal calculado: Landed cost nao considera todas as taxas e tarifas

Perguntas Frequentes (FAQ)

❓ Quanto tempo leva para comecar a exportar?

Depende da complexidade do produto. Operacoes simples: 2-4 meses. Produtos regulados: 6-24 meses.

❓ Quais documentos sao necessarios?

DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, Certificado de Origem, certificacoes especificas do produto.

❓ Preciso de um despachante aduaneiro?

Sim, altamente recomendado. O despachante cuida do registro da DU-E e do acompanhamento da carga na alfandega.

❓ Como a TRADEXA pode ajudar?

Com classificador NCM IA, diretorio de importadores, tarifario global, dashboards de inteligencia e calculadora de custos.

Glossario de Termos

TermoDefinicao
NCMNomenclatura Comum do Mercosul — codigo de 8 digitos que classifica mercadorias no comercio exterior brasileiro. Essencial para determinar aliquotas de impostos.
SHSistema Harmonizado — codigo internacional de 6 digitos base do NCM. Usado por mais de 200 paises.
IncotermsTermos Internacionais de Comercio definidos pela ICC que estabelecem responsabilidades entre comprador e vendedor no transporte internacional.
FOBFree On Board — incoterm onde o exportador entrega a carga a bordo do navio e o importador assume daí em diante.
CIFCost, Insurance and Freight — incoterm onde o preco inclui custo, seguro e frete ate o porto de destino.
DU-EDeclaracao Unica de Exportacao — documento eletronico que formaliza a exportacao no Brasil. Substituiu a antiga RE.

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