Voltar para o blog
Portos
Salvador
Aratu
27 de junho de 202615 min

Porto de Salvador e Aratu: Operações Portuárias na Bahia

Guia completo dos portos baianos: Porto de Salvador (contêineres e turismo), Porto de Aratu (granéis líquidos e sólidos), ZPE Camaçari, infraestrutura, desafios logísticos e oportunidades para o comércio exterior da Bahia.

Introdução

A Bahia, maior estado do Nordeste brasileiro em extensão territorial e terceiro maior em população, possui uma posição estratégica no comércio exterior do país. Seu litoral de quase mil quilômetros abriga dois complexos portuários de grande relevância: o Porto de Salvador e o Porto de Aratu. Enquanto Salvador concentra operações com contêineres, cargas gerais e turismo marítimo, Aratu se destaca como um dos principais polos de granéis líquidos e sólidos do Nordeste. Juntos, esses portos formam a porta de entrada e saída para a produção baiana e de estados vizinhos, conectando o Nordeste brasileiro aos mercados globais.

Para importadores e exportadores que atuam na Bahia ou que dependem de sua infraestrutura portuária para escoar mercadorias, compreender as particularidades operacionais, os diferenciais competitivos e os desafios logísticos do Porto de Salvador e do Porto de Aratu é fundamental para tomar decisões mais acertadas. Este guia completo apresenta um panorama detalhado dos dois complexos, abordando infraestrutura, movimentação, ZPE, perspectivas de crescimento e as melhores estratégias para otimizar operações de comércio exterior no estado.

Panorama do Comércio Exterior Baiano

A Bahia possui uma economia diversificada, com destaque para os setores químico e petroquímico, automotivo, agropecuário, alimentos e bebidas, celulose e papel, e mineração. O comércio exterior baiano movimenta anualmente mais de US$ 15 bilhões, com uma pauta de exportação que inclui produtos como soja, celulose, automóveis, produtos químicos, petróleo e derivados, café, cacau, frutas e minérios.

O Porto de Salvador é o principal gateway para cargas conteinerizadas e carga geral, atendendo a indústria automotiva do Polo de Camaçari, o agronegócio do oeste baiano e o comércio varejista. O Porto de Aratu, por sua vez, é o terminal especializado em granéis líquidos e sólidos, atendendo principalmente ao Polo Petroquímico de Camaçari, uma das maiores centrais petroquímicas integradas do mundo.

A movimentação conjunta dos dois portos ultrapassa 15 milhões de toneladas anuais, posicionando a Bahia como o principal estado do Nordeste em movimentação portuária e um dos mais relevantes do Brasil para granéis líquidos e contêineres. Para empresas que atuam nesse ecossistema, contar com ferramentas de inteligência comercial como a TRADEXA é essencial para monitorar tarifas, classificar produtos corretamente de acordo com a NCM e identificar compradores e fornecedores nos 160 países cobertos pela plataforma.

Porto de Salvador: Infraestrutura e Operações

O Porto de Salvador está localizado na Baía de Todos-os-Santos, a maior baía do Brasil e uma das maiores do mundo. Sua posição privilegiada, próxima ao centro histórico e financeiro da cidade, oferece vantagens logísticas significativas, mas também impõe restrições operacionais devido à ocupação urbana ao redor.

O terminal portuário de Salvador é composto por três áreas principais: o Cais Comercial, o Terminal de Contêineres (Tecon Salvador) e o Terminal Marítimo de Passageiros. O cais acostável tem aproximadamente 1.800 metros de extensão, com profundidades que variam de 9 a 14 metros, permitindo a atracação de navios de até 70 mil toneladas de porte bruto.

Terminal de Contêineres (Tecon Salvador)

O Tecon Salvador é operado pela empresa Wilson Sons, uma das maiores operadoras portuárias do Brasil. O terminal conta com 540 metros de cais, calado de 13,5 metros, 4 portêineres super pós-Panamax, 8 transtêineres, empilhadeiras de alcance e uma capacidade estática de 12 mil TEUs. A movimentação anual do terminal gira em torno de 300 mil TEUs, com potencial para expansão.

O Tecon Salvador oferece serviços completos para importação e exportação de cargas conteinerizadas, incluindo armazenagem alfandegada, inspeção aduaneira, consolidação e desconsolidação. O terminal está conectado à malha rodoviária federal pelas BRs 324, 101 e 116, que ligam Salvador às principais regiões produtoras da Bahia e do Nordeste.

Para exportadores baianos de frutas frescas, como manga, uva, limão e abacaxi, o Tecon Salvador é a principal porta de saída para os mercados europeu e norte-americano. A logística refrigerada do terminal, com tomadas para contêineres reefer e câmaras frias, garante a qualidade dos produtos perecíveis durante todo o processo de embarque.

Terminal Marítimo de Passageiros

Salvador é um dos principais destinos de cruzeiros marítimos do Brasil, recebendo milhares de turistas durante a temporada de cruzeiros. O Terminal Marítimo de Passageiros, localizado no bairro do Comércio, próximo ao Mercado Modelo, oferece infraestrutura para atracação simultânea de até dois navios de cruzeiro e movimenta mais de 200 mil passageiros por temporada.

Embora o foco deste artigo seja a carga, o turismo marítimo gera impactos econômicos relevantes para a cidade e para o estado, aquecendo a cadeia de serviços, comércio e hotelaria. Além disso, a movimentação de passageiros internacionais cria oportunidades para o comércio de tax free e para a divulgação de produtos brasileiros no exterior.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar

Porto de Aratu: Especialização em Granéis

O Porto de Aratu está localizado no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, a aproximadamente 30 quilômetros da capital. Diferentemente do Porto de Salvador, que tem foco em contêineres e carga geral, Aratu é um porto especializado em granéis líquidos e sólidos, com infraestrutura projetada para atender à indústria química e petroquímica.

O porto é administrado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e conta com um cais acostável de 1.200 metros, com profundidades que variam de 9 a 16 metros. São 10 berços de atracação, sendo 6 destinados a granéis líquidos e 4 a granéis sólidos e carga geral.

Granéis Líquidos

A especialidade do Porto de Aratu são os granéis líquidos. O terminal movimenta produtos como nafta petroquímica, gasolina, diesel, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), álcool etílico, metanol, ácido sulfúrico, soda cáustica, benzeno, tolueno, xilenos e outros produtos químicos e petroquímicos.

A infraestrutura para granéis líquidos inclui dutos submarinos e terrestres que conectam o porto ao Polo Petroquímico de Camaçari, tanques de armazenagem com capacidade superior a 500 mil metros cúbicos, bombas de transferência de alta capacidade e sistemas de carregamento de navios com braços articulados. A operação é monitorada 24 horas por dia por centrais de controle que garantem segurança, eficiência e conformidade ambiental.

O Polo Petroquímico de Camaçari, um dos maiores complexos industriais integrados do mundo, é o principal cliente do Porto de Aratu. O polo reúne mais de 90 empresas, incluindo a Braskem (petroquímica básica), a Acelen (refinaria), a Dow Química, a BASF e a Lanxess, entre outras. A integração porto-indústria é total: os insumos chegam por navio, são transferidos por dutos até as fábricas e os produtos acabados retornam ao porto para exportação.

Granéis Sólidos

Além dos granéis líquidos, o Porto de Aratu também movimenta granéis sólidos como fertilizantes, trigo, cevada, malte, soja, milho, farelos, minérios e cimento. O terminal dispõe de armazéns cobertos, silos, pátios abertos, sistemas de correias transportadoras e carregadores de navios.

A importação de fertilizantes é uma atividade relevante em Aratu. A Bahia é um grande consumidor de fertilizantes para o agronegócio do oeste baiano, que produz soja, algodão, milho e café. O Porto de Aratu recebe navios com ureia, NPK, fosfatados e potássio, que são armazenados em silos e depois distribuídos por rodovia e ferrovia para as regiões produtoras.

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que conecta a Bahia a Goiás, Tocantins e ao Centro-Oeste, passa próxima ao Porto de Aratu, facilitando o escoamento de granéis sólidos para o interior do país. No entanto, a ferrovia ainda enfrenta desafios de capacidade e conservação, o que limita seu potencial como alternativa ao modal rodoviário.

Zona de Processamento de Exportação (ZPE) da Bahia

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) da Bahia, também conhecida como ZPE Camaçari, é um dos instrumentos mais importantes para a atração de investimentos e promoção das exportações no estado. Localizada dentro do Polo Industrial de Camaçari, a ZPE oferece um regime tributário, cambial e administrativo especial para empresas que se instalam em seu perímetro.

As principais vantagens da ZPE da Bahia incluem suspensão de tributos federais (IPI, PIS, Cofins, Imposto de Importação) para aquisição de máquinas, equipamentos, matérias-primas e insumos; dispensa de licenciamento de importação para produtos destinados à ZPE; câmbio livre para operações realizadas na área; e processos aduaneiros simplificados.

Para as empresas instaladas na ZPE, a logística é ainda mais vantajosa pela proximidade com o Porto de Aratu e o Porto de Salvador. Os produtos podem ser exportados diretamente pelos terminais portuários sem necessidade de deslocamentos longos, reduzindo custos logísticos e tempo de trânsito.

A ZPE Camaçari tem atraído investimentos nos setores químico, petroquímico, metalmecânico, de materiais de construção e de energia renovável. O governo estadual tem promovido a ZPE como um polo de exportação de alto valor agregado, com foco em produtos que utilizam tecnologia e inovação.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar

Infraestrutura Logística de Apoio

A logística portuária baiana não se resume aos terminais. O estado conta com uma infraestrutura de apoio que inclui rodovias, ferrovias, aeroportos e dutos que compõem a cadeia logística do comércio exterior.

Rodovias: As principais rodovias de acesso aos portos são a BR 324 (Salvador-Feira de Santana), a BR 101 (Norte-Sul, que corta toda a Bahia), a BR 116 (Rio-Bahia, principal ligação com o Sudeste) e a BA 093 (anel viário que conecta Salvador a Camaçari e ao Porto de Aratu). A BR 324 e a BA 093 estão em boas condições, mas a BR 116 e a BR 101 apresentam trechos com problemas de conservação e capacidade.

Ferrovias: A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI Logística, conecta a Bahia ao Centro-Oeste e ao Sudeste. A ferrovia tem potencial para transportar granéis agrícolas, fertilizantes e contêineres, mas a malha precisa de investimentos em modernização e ampliação de capacidade. A FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), atualmente em construção, vai ligar o oeste baiano ao Porto de Ilhéus, criando uma nova rota logística para o agronegócio.

Dutos: O Porto de Aratu é conectado ao Polo de Camaçari por uma rede de dutos que transportam nafta, GLP, produtos químicos e combustíveis. Essa infraestrutura é essencial para a operação contínua das indústrias e reduz a dependência de caminhões para o transporte de granéis líquidos.

Aeroportos: O Aeroporto Internacional de Salvador, localizado a 30 quilômetros do centro da cidade, oferece capacidade para cargas aéreas e passageiros. Embora o modal aéreo não seja o principal para exportações baianas, ele é utilizado para cargas de alto valor agregado, como equipamentos eletrônicos, medicamentos e peças automotivas.

Desafios Logísticos dos Portos Baianos

Apesar da relevância econômica e da infraestrutura existente, os portos baianos enfrentam desafios significativos que impactam a competitividade do comércio exterior no estado.

Dragagem e Calado: O Porto de Salvador e o Porto de Aratu necessitam de dragagens periódicas de manutenção para garantir calados adequados. O Porto de Salvador, em particular, sofre com o assoreamento natural da Baía de Todos-os-Santos, o que limita o calado máximo para 13,5 metros no Tecon e impede a atracação de navios de maior porte. A Codeba tem realizado campanhas de dragagem, mas a solução de longo prazo depende de investimentos contínuos e de um plano de gestão de sedimentos.

Acesso Rodoviário: O acesso rodoviário ao Porto de Salvador é um gargalo crítico. A região do Comércio, onde está localizado o porto, sofre com congestionamentos crônicos, especialmente em horários de pico. A prefeitura de Salvador e o governo estadual têm estudado alternativas, como a construção de um túnel submerso ligando a Calçada à Água de Meninos, mas as obras ainda não saíram do papel.

Capacidade Ferroviária: A Ferrovia Centro-Atlântica tem capacidade limitada e enfrenta problemas de conservação. A malha ferroviária baiana precisa de investimentos em via permanente, material rodante e sistemas de sinalização para se tornar uma alternativa viável ao transporte rodoviário para cargas de longo curso.

Burocracia e Eficiência: Como em grande parte dos portos brasileiros, a burocracia aduaneira e a lentidão nos processos de liberação de cargas são desafios recorrentes. O Porto de Salvador tem avançado na implantação do Porto Sem Papel e do sistema de janela única, mas ainda há espaço para melhorias na integração entre os órgãos anuentes.

Competitividade Tarifária: As tarifas portuárias na Bahia são consideradas elevadas em comparação com portos de outras regiões do Brasil e com portos internacionais. A modernização dos terminais e o aumento da produtividade são fundamentais para reduzir custos unitários e melhorar a competitividade.

Oportunidades para o Comércio Exterior Baiano

Apesar dos desafios, as oportunidades para o comércio exterior na Bahia são expressivas e tendem a crescer com os investimentos em infraestrutura e a diversificação da economia.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar

Agronegócio do Oeste Baiano: O oeste da Bahia, especialmente a região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), é uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. A produção de soja, algodão, milho e café no oeste baiano tem crescido aceleradamente, e a demanda por infraestrutura portuária para escoamento é crescente. O Porto de Salvador e o futuro Porto de Ilhéus são as principais alternativas para exportação dessa produção.

Energias Renováveis: A Bahia é líder nacional em geração de energia eólica e solar. O estado tem potencial para se tornar um polo de produção de hidrogênio verde, utilizando a abundância de vento e sol para produzir combustível limpo para exportação. O Porto de Aratu e o Porto de Salvador podem se tornar hubs de exportação de hidrogênio verde e seus derivados.

Economia do Mar: A Bahia possui um litoral extenso e diversificado, com potencial para exploração de petróleo e gás offshore, pesca, aquicultura, turismo náutico e biotecnologia marinha. O Porto de Salvador pode se beneficiar do crescimento da exploração de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos e da Bacia de Campos, atuando como base de apoio logístico.

Reindustrialização Verde: O Polo Industrial de Camaçari está passando por um processo de reindustrialização com foco em sustentabilidade. A refinação de petróleo está sendo modernizada, novas plantas de biocombustíveis estão sendo implantadas e projetos de economia circular estão sendo desenvolvidos. O Porto de Aratu será um ativo estratégico nesse processo, fornecendo infraestrutura para a movimentação de insumos e produtos.

Turismo Marítimo: Salvador continua sendo um dos principais destinos de cruzeiros do Brasil. A recuperação do turismo pós-pandemia e a expansão da temporada de cruzeiros podem gerar novas oportunidades para o comércio exterior, especialmente para o setor de serviços, alimentos e bebidas, e artesanato.

TRADEXA e a Inteligência de Mercado para os Portos Baianos

Navegar pelo complexo cenário do comércio exterior baiano exige informações precisas, atualizadas e de fácil acesso. É nesse contexto que a TRADEXA se destaca como uma plataforma completa de inteligência de mercado, oferecendo ferramentas que ajudam importadores e exportadores a tomar decisões mais assertivas.

Com o classificador NCM baseado em inteligência artificial da TRADEXA, empresas que exportam ou importam pelos portos baianos podem reduzir significativamente erros de classificação fiscal, que são uma das principais causas de multas e atrasos em despachos aduaneiros. A plataforma também oferece dados tarifários atualizados para 160 países, permitindo que os usuários comparem alíquotas, acordos comerciais e barreiras não tarifárias.

A base de dados da TRADEXA inclui mais de 3,8 milhões de importadores cadastrados, com informações de contato, histórico de compras e análise de concorrência. Exportadores baianos de frutas, celulose, produtos químicos e automóveis podem utilizar essa base para identificar novos compradores nos mercados-alvo e expandir sua carteira de clientes.

Os mapas de frete marítimo da TRADEXA permitem visualizar as principais rotas que partem do Porto de Salvador e do Porto de Aratu, com informações sobre tempos de trânsito, frequência de navios e custos aproximados. Essa ferramenta é especialmente útil para empresas que estão planejando novas rotas de exportação e precisam comparar alternativas logísticas.

Além disso, a TRADEXA oferece painéis de inteligência comercial que consolidam dados de importação e exportação por produto, país, via de transporte e porto. Empresas que atuam no mercado baiano podem acompanhar tendências setoriais, monitorar a concorrência e identificar oportunidades de negócio em tempo real.

Para os profissionais de comércio exterior que atuam nos portos baianos, a combinação de conhecimento local com ferramentas globais de inteligência de mercado é um diferencial competitivo. A TRADEXA conecta empresas brasileiras ao mercado internacional, oferecendo tecnologia, dados e análises que antes estavam restritos a grandes corporações.

Conclusão

O Porto de Salvador e o Porto de Aratu são pilares fundamentais da infraestrutura logística baiana e nordestina. Enquanto Salvador se destaca como hub de contêineres, carga geral e turismo marítimo, Aratu é referência nacional em granéis líquidos e sólidos, com uma integração ímpar com o Polo Petroquímico de Camaçari. A ZPE da Bahia, a malha rodoviária e ferroviária, e os investimentos em infraestrutura complementam esse ecossistema, criando um ambiente favorável para o comércio exterior.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar

Os desafios são reais — dragagem, acesso viário, burocracia e competitividade tarifária exigem atenção constante dos gestores públicos e privados. No entanto, as oportunidades são igualmente expressivas: o agronegócio do oeste baiano, as energias renováveis, a reindustrialização verde e a economia do mar oferecem caminhos promissores para o crescimento sustentável do comércio exterior baiano.

Para empresas que desejam aproveitar essas oportunidades, contar com ferramentas de inteligência de mercado como a TRADEXA é um passo estratégico. A plataforma oferece dados tarifários, classificação NCM automatizada, base de importadores e análises de rotas que permitem tomar decisões mais rápidas, seguras e lucrativas. Com planejamento, informação de qualidade e parcerias certas, a Bahia tem tudo para se consolidar como um dos principais polos de comércio exterior do Brasil.

Passo a Passo para sua Operacao de Comercio Exterior

1. Analise de Mercado

Identifique a demanda para seu produto no mercado-alvo. Analise volumes de importacao, precos praticados, principais concorrentes e tendencias. Use os dashboards de inteligencia da TRADEXA.

2. Classificacao Fiscal

Classifique corretamente seu produto na NCM. A classificacao correta determina as aliquotas de impostos e o tratamento administrativo.

3. Regularizacao

Verifique as certificacoes e licencas exigidas. Cada produto e pais tem requisitos especificos.

4. Prospeccao de Compradores

Identifique importadores e distribuidores no mercado-alvo. O diretorio de importadores da TRADEXA simplifica essa etapa.

5. Negociacao e Contrato

Defina o Incoterm, as condicoes de pagamento e o cronograma. Carta de Credito (LC) e recomendada para primeiras operacoes.

6. Documentacao e Embarque

Prepare todos os documentos: DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, certificacoes. Contrate o frete e o seguro.

7. Desembaraco no Destino

O importador realiza o desembaraco aduaneiro. Acompanhe o processo e mantenha contato com o comprador.

8. Pos-Venda

Monitore a performance do produto, colete feedback e fortaleca o relacionamento com o importador.

Ferramentas TRADEXA para sua Operacao

A TRADEXA oferece ferramentas integradas que cobrem todo o ciclo do comercio exterior:

  • Classificador NCM com IA: descubra a NCM correta do seu produto em segundos
  • Tarifario Global: consulte tarifas de importacao em 160 países
  • Diretorio de Importadores: acesse 3,8 milhoes de contatos de compradores
  • Dashboard de Inteligencia: visualize dados de comercio exterior em tempo real
  • Smart Rank: compare mercados e priorize os mais promissores
  • Simulador de Frete: calcule custos logisticos entre portos
  • Calculadora de Landed Cost: simule o custo total da operacao

Todas as ferramentas estao disponiveis em tradexa.com.br. Comece com acesso gratuito.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar

Panorama do Comercio Exterior Brasileiro

O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).

Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:

  • China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
  • Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
  • Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
  • Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
  • India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%

Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.

📊 Dado Estrategico: O comercio exterior brasileiro movimentou US$ 337 bilhoes em exportacoes em 2025, com destaque para agronegocio, mineracao e produtos industrializados. A diversificacao de mercados e a chave para reduzir riscos e aumentar a competitividade.

⚠️ Atencao: Erros de classificacao fiscal, documentacao incompleta e falta de certificacoes sao as principais causas de retencao de cargas na alfandega. Utilize o classificador NCM da TRADEXA para garantir a conformidade da sua operacao.

💡 Dica TRADEXA: Use o Classificador NCM com IA para descobrir a classificacao fiscal correta do seu produto em segundos. O Tarifario Global da TRADEXA cobre 160 países e mostra aliquotas, barreiras e acordos preferenciais aplicaveis. Acesse em tradexa.com.br.

Comparacao de Modais de Transporte

ModalPrazoCustoCapacidadeIdeal para
Maritimo20-45 diasUS$ 2.000-8.000/cont10.000-24.000 TEUCommodities, alto volume
Aereo2-7 diasUS$ 3-8/kg100 t/vooAlto valor, urgentes
Rodoviario5-15 diasUS$ 1.500-5.00020-30 tMercosul
Ferroviario15-30 diasUS$ 1.000-4.00010.000 tGraos, minerios

Erros Comuns no Comercio Exterior

  • Classificacao fiscal incorreta: Principal causa de multas e retencoes
  • Documentacao incompleta: Fatura sem dados obrigatorios, packing list divergente
  • Certificacoes obtidas apos o embarque: Produto chega ao destino mas nao pode ser desembarcado
  • Incoterm mal escolhido: Responsabilidades mal definidas geram custos inesperados
  • Custo total mal calculado: Landed cost nao considera todas as taxas e tarifas

Perguntas Frequentes (FAQ)

❓ Quanto tempo leva para comecar a exportar?

Depende da complexidade do produto. Operacoes simples: 2-4 meses. Produtos regulados: 6-24 meses.

❓ Quais documentos sao necessarios?

DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, Certificado de Origem, certificacoes especificas do produto.

❓ Preciso de um despachante aduaneiro?

Sim, altamente recomendado. O despachante cuida do registro da DU-E e do acompanhamento da carga na alfandega.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar

❓ Como a TRADEXA pode ajudar?

Com classificador NCM IA, diretorio de importadores, tarifario global, dashboards de inteligencia e calculadora de custos.

Conteudo Relacionado

Aprofunde seu conhecimento com estes recursos:

Glossario de Termos

TermoDefinicao
BLBill of Lading — conhecimento de embarque maritimo. Documento que comprova o transporte e serve como titulo de credito.
AWBAir Waybill — conhecimento de embarque aereo. Documento do transporte aereo de cargas.
THCTerminal Handling Charge — taxa portuaria de movimentacao de containers no terminal.
DemurrageTaxa cobrada pelo uso do container alem do prazo contratado. Pode chegar a US$ 100/dia.
TEUTwenty-foot Equivalent Unit — unidade de medida padrao para containers. Um container de 40 pés = 2 TEU.

Artigos Relacionados

Coloque em prática com a TRADEXA

Use nossas ferramentas para classificar NCM, consultar tarifas em 31+ países e analisar dados reais de comércio exterior.

Criar Conta Grátis

Pronto para transformar seu comércio exterior?

Comece gratuitamente hoje. Sem cartão de crédito. Acesso imediato a dados reais.