Voltar para o blog
Tailândia
Comércio Exterior
Dados
22 de agosto de 20263 min

Dados do Comércio Bilateral Brasil-Tailândia

O comércio bilateral entre Brasil e Tailândia totalizou aproximadamente US$ 4,2 bilhões em 2025. Leia nosso guia completo com custos, documentos, impostos e

Panorama Comercial Brasil–Tailândia: o Guia do Exportador Brasileiro

A Tailândia é o principal parceiro comercial do Brasil no Sudeste Asiático e a porta de entrada natural para a ASEAN, um bloco de mais de 680 milhões de consumidores. Segunda maior economia do bloco, sede do maior polo automotivo da região e dona do porto de Laem Chabang — que movimenta mais da metade do comércio exterior tailandês —, o país compra do Brasil exatamente o que o Brasil produz com competitividade mundial: proteína vegetal para ração, carnes, açúcar, algodão, celulose e minério.

Este guia reúne o essencial para exportar para a Tailândia: macroeconomia real, pauta bilateral, 7 setores com NCM e tarifas de referência, simulação numérica de custos, documentos, regulação sanitária e técnica, logística via Laem Chabang, cultura de negócios e FAQ. Nada de teoria genérica: cada seção termina com uma implicação prática para o exportador.

A Tailândia em Números

IndicadorDado
PIB (2024)Cerca de US$ 515–530 bilhões, 2ª maior economia da ASEAN
Crescimento do PIB2,2% em 2023; 2,9% em 2024
PopulaçãoCerca de 71–72 milhões de habitantes
Capital e centro econômicoBangkok (região metropolitana com cerca de 10 milhões de habitantes)
MoedaBaht tailandês (THB)
Posição regionalMembro fundador da ASEAN, com acordos do bloco com China, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Índia
Corredor industrialEEC — Eastern Economic Corridor (Chachoengsao, Chonburi e Rayong, 13.266 km²)
Porto principalLaem Chabang: cerca de 11 milhões de TEU/ano hoje, expansão para 18 milhões de TEU na Fase 3
Comércio bilateral com o BrasilCorrente de cerca de US$ 5,4 bilhões (jan–nov do ano de referência recente): ~US$ 3,2 bi em exportações brasileiras e ~US$ 2,2 bi em importações

Bases: Banco Mundial/WITS e estatísticas oficiais tailandesas para o macro; Secex, adidância agrícola em Bangkok e levantamentos Logcomex para o bilateral.

Por que a macro tailandesa importa para você

Três traços estruturais definem as oportunidades. Primeiro, a Tailândia é uma economia industrial exportadora: manufatura — automotivo, eletrônicos, petroquímica — domina PIB e exportações, gerando demanda contínua por matérias-primas e insumos. Segundo, o país é o maior produtor de veículos do Sudeste Asiático e aposta em virar hub regional de veículos elétricos, o que sustenta importações de aço, componentes e químicos. Terceiro, o Eastern Economic Corridor (EEC) concentra incentivos — incluindo isenção de imposto de importação sobre máquinas e matérias-primas usadas em produção e P&D — nas províncias de Chachoengsao, Chonburi e Rayong, exatamente onde estão o porto de Laem Chabang e os polos automotivo e petroquímico. Exportar para a Tailândia é, na prática, vender para as cadeias do EEC.

Na prática: posicione sua oferta como insumo da indústria do EEC (ração, siderurgia, têxtil, papel, alimentos processados). Importadores dessas cadeias compram volume, com contratos recorrentes — o oposto da venda spot.

Balança Comercial: o que o Brasil Vende e o que Compra

FluxoProdutos líderesValor de referência
Exportações do BrasilSoja e farelo (~US$ 1,1 bi, base da indústria de ração para aves e suínos), minério de ferro (~US$ 420 mi), algodão (~US$ 380 mi), celulose (~US$ 280 mi), carnes (~US$ 210 mi)~US$ 3,2 bi (jan–nov)
Importações do BrasilVeículos e autopeças (~US$ 580 mi), eletrônicos e componentes (~US$ 420 mi), borracha natural (~US$ 320 mi — a Tailândia é o maior exportador mundial), químicos (~US$ 280 mi), equipamentos industriais (~US$ 210 mi)~US$ 2,2 bi (jan–nov)
Agropecuária brasileira na ASEANFarelos e ração (~US$ 3,2 bi), soja (~US$ 2 bi), açúcares (~US$ 2,55 bi) no bloco em 2024; Tailândia absorveu ~US$ 3 bi, 3º destino do blocoBloco: ~US$ 13,7 bi em 2024

O superávit é brasileiro e estrutural: a pauta exportadora é de commodities e proteína; a importadora, de manufaturados. A complementaridade é a tese comercial do corredor — o Brasil alimenta a indústria tailandesa (ração, têxtil, siderurgia, papel) e compra dela veículos, borracha e eletrônicos.

Na prática: a concorrência real não é tailandesa, e sim de outros fornecedores de commodity (EUA, Argentina, Austrália). Seu diferencial é preço CIF Laem Chabang + regularidade + conformidade sanitária.

7 Setores com Potencial + NCM e Tarifas de Referência

Tarifas abaixo são ordens de grandeza da tarifa MFN tailandesa para orientar a precificação — confirme sempre a alíquota vigente na pauta da Thai Customs antes de fechar preço, pois cotas e sobretaxas sazonais mudam o cálculo.

#SetorNCM principalTarifa MFN de referênciaDinâmica da demanda
1Soja em grão1201.90.00~0%Base da indústria de ração; Tailândia entre os destinos relevantes da soja brasileira fora da China
2Farelo de soja e resíduos para ração2304.00.000% a 5%Indústria de ração para aves e suínos; maior item agro brasileiro na ASEAN (~US$ 3,2 bi no bloco)
3Carne de frango0207.14.00~30%Varejo, food service e processamento; exige planta habilitada
4Carne bovina0202.30.0040% a 50% (regime de cotas)Nicho premium e Horeca; volumes menores, margem maior
5Açúcar1701.99.00Elevada, com cotas (extracota acima de 50%)Indústria de alimentos e bebidas; a Tailândia também produz, então o jogo é preço e janela de entressafra
6Algodão em bruto5201.00.90~0%Abastece a indústria têxtil tailandesa; ~US$ 380 mi em exportações brasileiras
7Celulose4703.29.000% a 1%Indústria papeleira; ~US$ 280 mi; embarques em granel via Santos com escala

Dois setores-bônus para diversificar: café verde (NCM 0901 — tarifa de referência de 30% a 40%, maior no torrado; nicho de especiais em Bangkok) e minério de ferro (NCM 2601 — ~0%; alimenta a siderurgia do EEC, ~US$ 420 mi). Couro e calçados (NCM 41 e 6403) enfrentam tarifas de 20% a 30% e concorrem com Vietnã e Indonésia — só entram com diferenciação clara.

Na prática: comece por soja/farelo, algodão, celulose e minério (tarifa ~0%, barreira técnica baixa). Carnes e açúcar pagam a entrada com habilitação sanitária e engenharia de cota — margem maior para quem atravessa.

Quer saber se seu NCM tem margem real no CIF Laem Chabang? A TRADEXA simula landed cost por NCM — tarifa, frete, seguro e prazo — antes de você gastar com amostras e viagens. Fale com a TRADEXA e valide seu produto contra a pauta tailandesa vigente.

Exemplo Numérico: Farelo de Soja Santos → Laem Chabang

Simulação ilustrativa de 5.000 t de farelo de soja (NCM 2304.00.00), granel sólido via Porto de Santos. Valores arredondados, para mostrar a ordem de grandeza — não são cotação.

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar
ItemCálculoValor (US$)
Preço FOB Santos5.000 t × US$ 420/t2.100.000
Frete marítimo granel (referência)5.000 t × US$ 55/t275.000
Seguro (~0,3% sobre FOB + frete)0,3% × 2.375.000~7.100
Valor CIF Laem Chabang2.100.000 + 275.000 + 7.100~2.382.100
CIF por tonelada2.382.100 ÷ 5.000~US$ 476/t
Imposto de importação tailandês (ref. 0–5%)0% a 5% × CIF0 a ~119.000
Desembaraço + taxas portuárias (estimativa)—~15.000 a 25.000
Landed cost por tonelada (cenário tarifa 0%)(2.382.100 + 20.000) ÷ 5.000~US$ 480/t

Leitura: com tarifa de referência zerada, o frete representa cerca de 11,5% do CIF — a negociação do frete e a escolha da janela de embarque (evitar pico de grãos no Arco Sul) valem mais que barganhar centavos no FOB. Se a tarifa aplicável for 5%, somam-se ~US$ 24/t ao landed cost: ainda absorvível se o contrato for anual com reajuste trimestral atrelado a indicador público de preço. Para carnes, refaça a conta com tarifa de 30% a 50% — o II vira o maior item do landed cost e o modelo passa a exigir preço premium no varejo tailandês.

Na prática: monte sua planilha sempre em CIF + landed cost por tonelada, nunca em FOB isolado. Comprador tailandês de commodity decide no custo entregue.

Documentos para Exportar para a Tailândia

Checklist operacional por embarque, do Brasil ao desembaraço em Laem Chabang:

  1. Fatura comercial (commercial invoice) em inglês, com NCM/SH, Incoterm, moeda e dados do importador licenciado tailandês.
  2. Packing list detalhado por volume, peso líquido/bruto e marcação.
  3. Conhecimento de embarque (Bill of Lading) — order ou nominativo, conforme a carta de crédito.
  4. Certificado de origem — exigido quando houver preferência tarifária aplicável ao SH.
  5. Certificado fitossanitário do MAPA para grãos, farelo, algodão, frutas e demais produtos vegetais.
  6. Certificado sanitário internacional + habilitação da planta junto ao Department of Livestock Development (DLD) para carnes e lácteos — sem habilitação, a carga não desembaraça.
  7. Certificado de análise (Certificate of Analysis) para alimentos, ração e químicos, conforme especificação do comprador.
  8. Registro do produto na Thai FDA (alimentos, suplementos, cosméticos) via o importador local — o registro é prévio ao embarque.
  9. Rotulagem em tailandês com ingredientes, origem, validade e dados do importador, conforme regra da Thai FDA.
  10. Documentos de transporte e seguro conforme o Incoterm (apólice para CIF/CIP).

Erros que mais travam carga brasileira: planta de carne sem habilitação válida no DLD, rótulo sem tailandês, certificado fitossanitário com nome científico divergente e invoice sem o número de licença do importador. Cada um deles rende armazenagem em Laem Chabang — cara e evitável.

Na prática: antes do primeiro embarque, peça ao importador o checklist do despachante dele em Laem Chabang e valide documento por documento. A TRADEXA acompanha esse onboarding documental com checklist por NCM.

Regulação: FDA, TISI, DLD e Rotulagem

Quatro órgãos definem se seu produto entra — entenda cada um:

  • Thai FDA (Food and Drug Administration): regula alimentos, bebidas, suplementos, cosméticos e medicamentos. Alimentos industrializados exigem registro/notificação prévia pelo importador licenciado; suplementos e funcionais têm lista positiva de ingredientes — confira se o seu está permitido antes de formular o rótulo.
  • TISI (Thai Industrial Standards Institute): certificação compulsória (marca TISI) para categorias como aço, cimento, eletrodomésticos, lâmpadas e autopeças. Se seu produto industrial cai em norma compulsória, o ensaio em laboratório reconhecido entra no cronograma — conte 60 a 120 dias.
  • DLD (Department of Livestock Development): habilita planta por planta para carnes e produtos de origem animal, com auditoria e renovação periódica. É o gargalo clássico: sem DLD válido, não há desembaraço, com ou sem tarifa paga.
  • Thai Customs + Ministério do Comércio: licenças de importação por produto (cotas de açúcar e carne bovina, por exemplo) e rotulagem em tailandês fiscalizada no porto.

Halal merece nota à parte: a Tailândia é majoritariamente budista, mas Laem Chabang é hub de reexportação para Malásia e Indonésia — certificação halal reconhecida amplia seu mercado endereçável sem custo relevante se sua planta já é certificada para o Oriente Médio.

Na prática: regulação é cronograma, não surpresa. Mapeie FDA/TISI/DLD no mês 1, protocolize no mês 2, embarque amostras após o protocolo — nunca antes.

Logística: Rota Santos → Laem Chabang

Laem Chabang, na província de Chonburi (coração do EEC), é o principal porto de águas profundas da Tailândia: cerca de 11 milhões de TEU/ano de capacidade atual, 7 terminais de contêineres, calado de -18 m para navios Super-Post Panamax e participação em torno de 54% do comércio exterior do país. A Fase 3 eleva a capacidade para 18 milhões de TEU/ano, com ferrovia dedicada (SRTO) ligando o cais à malha do EEC. Na origem, o Porto de Santos — recorde de 186,4 milhões de toneladas em 2025 — concentra os embarques brasileiros de grãos, farelo, açúcar, celulose e contêineres.

  • Rota típica: Santos → transbordo em Singapura ou Port Klang → Laem Chabang. Serviços diretos são raros; o transbordo é o padrão.
  • Transit time de referência: 35 a 45 dias porta a porto para contêiner; granel sólido entre 30 e 40 dias dependendo da janela e da escala.
  • Contêiner reefer: disponível na rota para carnes e processados, com monitoramento — reserve com 3 a 4 semanas de antecedência em pico de safra.
  • Granel: farelo, soja, açúcar e celulose seguem em bulk via Santos; coordene janela de atracação com o terminal de origem.
  • Alternativa aérea: Suvarnabhumi (Bangkok) para amostras, peças urgentes e alto valor — 2 a 4 dias via hubs do Oriente Médio, custo 8 a 12 vezes o marítimo.
  • Desembaraço: despachante local em Laem Chabang/Chonburi é obrigatório na prática; exija dele o checklist documental antes do embarque, não depois.

Na prática: cote sempre CIF com 2 a 3 armadores e trave janela fora do pico de grãos (fev–mai). Para o primeiro contêiner, prefira FOB com agente indicado pelo importador — ele internaliza o transbordo melhor que você.

Precisa de rota, transit time e parceiro logístico para o seu NCM? A TRADEXA conecta exportadores a agentes e importadores verificados no corredor Santos–Laem Chabang. Fale com a TRADEXA e receba o desenho logístico do seu primeiro embarque.

Cultura de Negócios Tailandesa

Negociar com tailandeses exige ler o código local — ele decide tanto quanto o preço:

Quer testar na prática? Crie sua conta grátis na TRADEXA.

Começar
  • O wai (mãos unidas em saudação) e o sorriso não são informalidade: são protocolo. Retribua o wai de parceiros seniores e nunca toque a cabeça de ninguém.
  • Hierarquia manda: decisões sobem ao sênior. Identifique quem decide na primeira reunião e não pressione o interlocutor júnior em público — perder a face (a própria e a alheia) encerra negociações.
  • Paciência é método: o ciclo de fechamento leva de 3 a 6 reuniões. A primeira é relacionamento; preço aparece na segunda ou terceira. Apressar sinaliza desespero e piora sua cotação.
  • Budismo e monarquia são intocáveis em conversa — sem piadas, sem críticas, jamais.
  • Pontualidade britânica no horário, flexibilidade tailandesa no cronograma: chegue cedo, mas dê margem de semanas no follow-up.
  • Contratos em inglês valem, mas a relação vale mais: visitas anuais a Bangkok/Chonburi e presença em feiras (THAIFEX, por exemplo) convertem mais que e-mail.
  • Pagamento: carta de crédito no primeiro pedido; conta aberta (open account) só após 2 a 3 ciclos cumpridos. Confirme o banco do importador antes de aceitar LC.

Na prática: leve amostras, catálogo em inglês impecável e paciência para 3 visitas. O comprador tailandês testa o fornecedor antes de testar o produto.

FAQ: Exportar para a Tailândia

  1. A Tailândia é um bom primeiro mercado na Ásia para um exportador iniciante? Sim, com ressalvas. Tarifa ~0% para grãos, farelo, algodão, celulose e minério, importadores profissionalizados e porto eficiente reduzem a barreira. Mas distância (35–45 dias) e regulação sanitária exigem capital de giro e despachante local — não é mercado para testar sem preparo.

  2. Qual o imposto de importação tailandês sobre meu produto? Depende do SH: matérias-primas e grãos ficam entre 0% e 5%; frango ~30%; carne bovina 40% a 50% sob cotas; açúcar extracota acima de 50%; industriais com TISI variam por categoria. Confirme sempre na pauta vigente da Thai Customs antes de precificar.

  3. Preciso de representante local para vender na Tailândia? Para alimentos, suplementos e cosméticos, sim na prática: o registro na Thai FDA é feito via importador licenciado. Para commodities, um agente comercial em Bangkok acelera a abertura de contas em moinhos, frigoríficos processadores e tradings do EEC.

  4. Quanto tempo leva o primeiro embarque? Conte 60 a 120 dias do pedido ao desembaraço: produção e inspeção (2–4 semanas), marítimo (35–45 dias) e desembaraço com análise documental (1–2 semanas). Registro FDA/DLD corre em paralelo e pode levar meses — inicie antes de fechar o pedido.

  5. Quais documentos mais barram carga brasileira? Habilitação DLD vencida ou inexistente (carnes), rótulo sem tailandês (alimentos), fitossanitário divergente (grãos e algodão) e invoice sem licença do importador. Todos evitáveis com o checklist do despachante de Laem Chabang validado antes do embarque.

  6. Dá para usar a Tailândia como hub para a ASEAN? Sim — é uma das teses do EEC: acordos da ASEAN com China, Japão, Coreia, Austrália, Nova Zelândia e Índia, mais infraestrutura de Laem Chabang, fazem do país base de reexportação e processamento. Estruture preço e origem (regras de origem do bloco) já pensando no segundo destino.

  7. Como a TRADEXA ajuda na prática? Validação de NCM e landed cost, checagem de regulação (FDA/TISI/DLD), conexão com importadores verificados e acompanhamento documental do primeiro embarque. Fale com a TRADEXA e transforme este guia em plano de embarque.

Relacionados

A Tailândia recompensa o exportador preparado: tarifa baixa nos insumos que o Brasil domina, indústria compradora concentrada no EEC e um porto de classe mundial em Laem Chabang. Prepare habilitação sanitária, precifique pelo landed cost e construa a relação com paciência — e use a TRADEXA para encurtar o caminho até o primeiro contêiner. Fale com a TRADEXA hoje.

Coloque em prática com a TRADEXA

Use nossas ferramentas para classificar NCM, consultar tarifas em 31+ países e analisar dados reais de comércio exterior.

Criar Conta Grátis

Pronto para transformar seu comércio exterior?

Comece gratuitamente hoje. Sem cartão de crédito. Acesso imediato a dados reais.