Introdução: Por Que Importar do Sri Lanka
O Sri Lanka, antigo Ceilão, é um dos países mais fascinantes e estrategicamente relevantes para o importador brasileiro que busca diversificar suas origens de fornecimento no continente asiático. Localizado no Oceano Índico, a sudoeste da Índia, o país insular de 22 milhões de habitantes construiu uma economia exportadora sofisticada e diversificada, sustentada por três pilares de classe mundial: o chá, a borracha natural e as gemas preciosas. Em 2025, o Sri Lanka exportou mais de US$ 15 bilhões em mercadorias, com o chá respondendo por aproximadamente US$ 1,5 bilhão, a borracha natural e seus derivados por US$ 1,2 bilhão, e as pedras preciosas (lápis-lazúli, safiras, rubis, águas-marinhas, etc.) por cerca de US$ 700 milhões.
Para o importador brasileiro, o Sri Lanka oferece vantagens competitivas reais em nichos específicos. O chá ceilandês é reconhecido mundialmente como o melhor chá preto do planeta, com métodos de cultivo, colheita e processamento que remontam ao período colonial britânico e foram aperfeiçoados por gerações de produtores locais. A borracha natural ceilandesa, produzida a partir da Hevea brasiliensis (introduzida no país via jardim botânico de Kew, Londres), mantém padrões de qualidade superiores aos da borracha tailandesa e indonésia em diversos segmentos industriais. As safiras de Sri Lanka — as famosas safiras de Colombo — estão entre as mais valorizadas do mercado global de gemas, competindo com as birmanesas e as australianas em pureza e variedade cromática.
O comércio bilateral entre Brasil e Sri Lanka ainda é modesto se comparado ao potencial: aproximadamente US$ 500 milhões em 2025, com o Brasil exportando principalmente carne de frango, açúcar, trigo e milho, enquanto importa chá, borracha, fibras têxteis, coco e suas preparações, além de gemas e pedras preciosas. No entanto, as oportunidades são reais e crescentes, especialmente para importadores que atuam nos segmentos de alimentos e bebidas especiais, insumos industriais para o setor de pneumáticos e artefatos de borracha, e joalheria de alto padrão.
Este guia técnico e prático aborda em profundidade cada um desses três pilares de exportação do Sri Lanka, analisando a classificação NCM adequada, as tarifas de importação, a logística via porto de Colombo, os requisitos documentais, as certificações necessárias e as oportunidades de mercado. Ao longo do texto, mostramos como as ferramentas da plataforma TRADEXA — o Classificador NCM com inteligência artificial, o Tarifário Global com 31 países, o Smart Rank, o Diretório de 3,8 Milhões de Importadores, o Mapa de Frete Marítimo e os dashboards de Trade Intelligence — podem apoiar o importador brasileiro em cada etapa da operação, desde a classificação fiscal até a prospecção de fornecedores certificados e a análise de viabilidade econômica.
Chá Ceilandês: O Melhor Chá Preto do Mundo e suas Classificações NCM
O chá é a identidade exportadora do Sri Lanka. O país é o quarto maior produtor global de chá, atrás de China, Índia e Quênia, mas o maior exportador de chá preto ortodoxo (não-CTC) do mundo, com uma participação de aproximadamente 22% do mercado global de chá preto. A produção de chá no Sri Lanka está concentrada em três regiões principais, cada uma com características organolépticas distintas que influenciam diretamente o posicionamento de mercado e o preço internacional.
As regiões de alta altitude (acima de 1.200 metros) — Nuwara Eliya, Dimbula e Uva — produzem os chás mais finos e aromáticos do mundo, com notas cítricas, florais e um sabor suave e adocicado. Esses chás são os mais valorizados no mercado internacional, alcançando preços premium em leilões de chá em Colombo, Londres e Dubai. As regiões de média altitude (600 a 1.200 metros) — Kandy e Ruhuna — produzem chás de corpo médio, com sabor mais encorpado e cor âmbar, ideais para blends comerciais e blends para café da manhã. As regiões de baixa altitude (até 600 metros) — Sabaragamuwa e Sul do Sri Lanka — produzem chás de sabor forte e cor escura, utilizados principalmente em blends para o mercado do Oriente Médio, onde o chá é consumido com açúcar e especiarias.
A classificação NCM para o chá é relativamente simples, mas exige atenção a detalhes que podem alterar significativamente a alíquota e o regime tributário. O capítulo 09 da NCM (Café, chá, mate e especiarias) abrange as seguintes posições para chá:
- NCM 0902.10.00 — Chá verde (não fermentado) em embalagens imediatas de conteúdo não superior a 3 kg: alíquota de II de 14% a 18%, dependendo da origem e do tratamento tarifário aplicável.
- NCM 0902.20.00 — Chá verde (não fermentado) em embalagens com conteúdo superior a 3 kg: alíquota de II de 14%.
- NCM 0902.30.00 — Chá preto (fermentado) e chá parcialmente fermentado em embalagens imediatas de conteúdo não superior a 3 kg: alíquota de II de 18%. É a classificação mais comum para chás ceilandeses de alta qualidade, vendidos em latas ou pacotes de 100 g, 250 g e 500 g para o consumidor final.
- NCM 0902.40.00 — Chá preto (fermentado) e chá parcialmente fermentado em embalagens com conteúdo superior a 3 kg: alíquota de II de 14%. Esta classificação é utilizada para chá a granel, destinado a blends industriais, empacotamento local ou fabricação de bebidas prontas.
Além da classificação NCM, o importador brasileiro de chá do Sri Lanka precisa estar atento a uma série de exigências regulatórias. A ANVISA exige que o chá importado atenda aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos na RDC 727/2022, que define os limites máximos de contaminantes, resíduos de agrotóxicos, micotoxinas e metais pesados. O Sri Lanka possui um sistema de certificação fitossanitária robusto, conduzido pelo Sri Lanka Tea Board, que emite certificados de origem e qualidade reconhecidos internacionalmente.
Do ponto de vista comercial, a importação de chá ceilandês de alta qualidade pode ser extremamente lucrativa para o mercado brasileiro. O consumo de chás especiais no Brasil cresce a taxas de 12% a 18% ao ano, impulsionado pela busca de alternativas mais saudáveis ao café e pela influência da cultura wellness. O preço FOB do chá ceilandês de alta qualidade varia entre US$ 8,00 e US$ 25,00 o quilo, enquanto o mesmo chá é vendido no varejo brasileiro entre R$ 60,00 e R$ 180,00 o quilo — margens que justificam o investimento logístico e tributário da importação.
Borracha Natural e seus Derivados: Insumo Estratégico para a Indústria Brasileira
A borracha natural é o segundo pilar da pauta exportadora do Sri Lanka para o Brasil. O país é o sétimo maior produtor mundial de borracha natural, com produção anual de aproximadamente 80 mil toneladas, proveniente de uma área cultivada de 120 mil hectares. Diferentemente da Tailândia (maior produtor global), que foca em borracha defumada de baixo custo, o Sri Lanka se especializou em borrachas técnicas de alta qualidade, incluindo a borracha de látex centrifugado (CENEX), a borracha defumada de folha (RSS — Ribbed Smoked Sheet) e a borracha tecnicamente especificada (TSR — Technically Specified Rubber).
A borracha natural ceilandesa é particularmente valorizada em segmentos industriais onde a pureza, a consistência e a ausência de contaminantes são críticas. Os principais compradores da borracha ceilandesa são os fabricantes de pneumáticos de alta performance (Pirelli, Michelin, Bridgestone), os produtores de artefatos médicos (luvas cirúrgicas, cateteres, preservativos), os fabricantes de peças automotivas (buchas, coxins, mangueiras) e os produtores de artigos esportivos (bolas, calçados, equipamentos de mergulho).
A classificação NCM da borracha natural se concentra no capítulo 40 (Borracha e suas obras), com destaque para:
- NCM 4001.21.00 — Borracha natural em folhas defumadas (RSS): alíquota de II de 8% a 10%. O Sri Lanka exporta RSS de graus 1, 2 e 3, sendo o grau 1 (RSS1) o de maior pureza e valor.
- NCM 4001.22.00 — Borracha natural tecnicamente especificada (TSR): alíquota de II de 8%. O Sri Lanka exporta TSR 5, TSR 10 e TSR 20, sendo o TSR 5 o mais valorizado para aplicações técnicas.
- NCM 4001.29.00 — Outras formas de borracha natural (látex centrifugado, crepe, etc.): alíquota de II de 8% a 10%.
- NCM 4001.31.00 — Látex de borracha natural, mesmo pré-vulcanizado: alíquota de II de 8%. Utilizado na fabricação de luvas e preservativos.
O importador brasileiro de borracha natural do Sri Lanka precisa conhecer as especificações técnicas da ASTM D2227 (para RSS) e da ASTM D3190 (para TSR), que estabelecem os padrões de pureza, viscosidade, teor de cinzas e teor de nitrogênio. O Sri Lanka Rubber Institute (SLRI) é o órgão certificador que atesta a conformidade da borracha ceilandesa com esses padrões internacionais.
A tributação na importação de borracha natural segue a estrutura padrão brasileira, com II de 8% a 10%, IPI de 5% para borracha natural em formas primárias, PIS-Importação de 2,10%, COFINS-Importação de 9,65% e ICMS com alíquota variável de 12% a 18% dependendo do estado de destino. O custo total de nacionalização da borracha ceilandesa pode ser estimado com precisão usando a Calculadora de Impostos da TRADEXA, que simula o custo total de importação com base no NCM, no valor FOB, no frete e no estado de destino.
A vantagem competitiva da borracha ceilandesa em relação à borracha tailandesa e indonésia não está no preço — que é ligeiramente superior — mas na qualidade consistente e na rastreabilidade. O Sri Lanka desenvolveu um sistema de certificação de origem que permite ao comprador rastrear cada lote de borracha até a fazenda de origem, com informações sobre o clone de seringueira, o método de sangria, o processamento e o armazenamento. Essa transparência é especialmente valorizada por fabricantes de dispositivos médicos, que precisam comprovar a pureza da matéria-prima para obter certificações como a ISO 13485 e a FDA 510(k).
Safiras de Colombo e Gemas Preciosas: O Luxo da Ilha de Ceilão
O terceiro pilar da exportação ceilandesa é, sem dúvida, o mais fascinante e o que oferece as maiores margens ao importador brasileiro. O Sri Lanka é um dos maiores produtores mundiais de safiras, com uma tradição gemológica que remonta a mais de dois mil anos. O comércio de gemas da ilha está concentrado em Ratnapura (literalmente "Cidade das Gemas"), no distrito de Sabaragamuwa, onde a extração artesanal e industrial convive em um ecossistema gemológico único.
As safiras de Sri Lanka — conhecidas no mercado internacional como "Ceylon Sapphires" — são famosas por sua clareza excepcional, suas cores vibrantes e sua variedade cromática. O país produz safiras azuis em todos os tons (do azul celeste ao azul safira intenso), safiras padparadscha (a raríssima safira cor de lótus, com tons de rosa-alaranjado), safiras amarelas, verdes, rosas, roxas e incolores, além de rubis, águas-marinhas, granadas, turmalinas, zircões, crisoberilos e espinélios.
A classificação NCM para gemas preciosas é especializada e requer atenção redobrada do importador, pois a classificação incorreta pode resultar em pagamento de tributos indevidos ou, pior, em retenção e multas pela Receita Federal. O capítulo 71 (Pérolas naturais ou cultivadas, pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes, metais preciosos, metais folheados de metais preciosos, e suas obras; bijuterias; moedas) abrange:
- NCM 7103.10.00 — Pedras preciosas e semipreciosas, em bruto ou simplesmente serradas ou desbastadas: alíquota de II de 0% (zero). É o código para gemas brutas adquiridas diretamente de garimpeiros ou cooperativas de mineração no Sri Lanka.
- NCM 7103.91.00 — Rubis, safiras e esmeraldas trabalhadas, mas não engastadas: alíquota de II de 0%. Esta classificação se aplica a gemas lapidadas, facetadas e polidas, prontas para engaste em joias.
- NCM 7103.99.00 — Outras pedras preciosas e semipreciosas trabalhadas: alíquota de II de 0%.
- NCM 7104.90.00 — Pedras sintéticas ou reconstituídas, trabalhadas: alíquota de II de 0% a 8%, dependendo do tipo de pedra e do processamento.
Uma curiosidade importante para o importador brasileiro de gemas: tanto as gemas brutas quanto as gemas lapidadas são isentas de Imposto de Importação (II), mas incidem PIS-Importação (2,10%), COFINS-Importação (9,65%) e ICMS (12% a 18%, dependendo do estado). O IPI geralmente não incide sobre gemas soltas, mas pode incidir sobre joias engastadas (NCM 7113). O uso do Classificador NCM da TRADEXA é indispensável nesse segmento, pois as diferenças entre "gema bruta", "gema lapidada" e "joia com gema" alteram radicalmente a carga tributária.
O mercado brasileiro de gemas e joias é significativo e está em expansão. O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de joias, com um mercado estimado em R$ 15 bilhões anuais, e as safiras ceilandesas ocupam um nicho premium — especialmente as safiras azuis de tom médio a intenso, que competem com as safiras de Caxemira (Índia) e Mianmar (Birmânia) em prestígio e valor, mas com preços mais acessíveis (US$ 500 a US$ 5.000 por quilate, dependendo da qualidade).
Para o importador de gemas, a rastreabilidade é tão importante quanto a qualidade intrínseca da pedra. O Sri Lanka desenvolveu um sistema de certificação gemológica robusto, conduzido pelo National Gem and Jewellery Authority (NGJA) e por laboratórios privados como o GRS (Gemological Research Switzerland) e o GIA (Gemological Institute of America), que emitem relatórios de autenticidade, origem, tratamento térmico e características gemológicas. A compra de gemas com certificado de laboratório internacional é essencial para garantir a transparência da transação e a revenda no mercado brasileiro, onde joalherias exigem documentação de origem para joias de alto valor.
O Porto de Colombo: Hub Logístico Estratégico do Oceano Índico
Um dos maiores ativos do Sri Lanka para o comércio exterior — e um fator decisivo para o importador brasileiro — é o Porto de Colombo, o maior e mais movimentado porto do Sul da Ásia. Com movimentação anual de mais de 7 milhões de TEUs, Colombo é o principal hub de transbordo do Oceano Índico, conectando as rotas marítimas do Extremo Oriente (China, Japão, Coreia do Sul) com o Oriente Médio, a África Oriental e a Europa.
Para o importador brasileiro, o Porto de Colombo oferece três vantagens logísticas fundamentais. A primeira é a frequência de conexões: Colombo é servido por mais de 40 linhas regulares de navegação, com conexões diretas para Santos, Paranaguá e Rio Grande através das principais companhias marítimas (Maersk, MSC, CMA CGM, Hapag-Lloyd, ONE, Evergreen, COSCO). A segunda é a eficiência portuária: Colombo opera com produtividade média de 35 movimentos por hora por navio, um dos melhores índices da Ásia, o que reduz o tempo de espera e o custo de transbordo. A terceira é a infraestrutura de terminais especializados: o porto conta com terminais dedicados a contêineres (CICT, SAGT, JCT), carga geral, granéis sólidos (incluindo terminal de chá e borracha) e carga de projeto.
A rota marítima típica para importação de produtos do Sri Lanka para o Brasil envolve o embarque em Colombo e o transbordo em um hub intermediário — Singapura, Port Klang (Malásia) ou Durban (África do Sul) — antes de seguir para o porto de destino no Brasil. O tempo total de trânsito varia de 28 a 45 dias, dependendo da rota e das conexões. O custo do frete marítimo para um contêiner de 20 pés de Colombo para Santos varia entre US$ 1.800 e US$ 3.200, enquanto um contêiner de 40 pés varia entre US$ 2.800 e US$ 5.000.
Para cargas de valor agregado — como gemas preciosas e chás especiais — o frete aéreo também é uma opção viável. O Aeroporto Internacional Bandaranaike (CMB), em Colombo, opera voos cargueiros regulares para os principais hubs de carga da Europa (Dubai, Doha, Istambul, Frankfurt) e da Ásia (Singapura, Bangkok, Hong Kong), com conexões para o Brasil via Miami, Luxemburgo ou Dubai. O frete aéreo para gemas e chás de alto valor é justificado pela rapidez (7 a 14 dias porta a porta) e pela segurança adicional.
A gestão eficiente da logística marítima é um dos maiores diferenciais competitivos do importador brasileiro. O Mapa de Frete Marítimo da TRADEXA permite visualizar as rotas disponíveis, os tempos de trânsito estimados e as faixas de custo de frete para cada combinação de porto de origem e destino. Com essa ferramenta, o importador pode planejar suas compras com antecedência, negociar fretes com agentes de carga e evitar surpresas com prazos e custos logísticos.
Coco, Fibras Têxteis e Outros Produtos com Potencial para o Brasil
Além do chá, da borracha e das gemas, o Sri Lanka oferece outros produtos de interesse para o importador brasileiro, que podem complementar a pauta de importações e diversificar a matriz de fornecedores.
O coco e seus derivados são uma aposta promissora. O Sri Lanka é o quinto maior produtor mundial de coco, com produção anual de 2,5 bilhões de unidades. O país exporta coco seco (NCM 0801.11.00), coco fresco (NCM 0801.19.00), óleo de coco (NCM 1513.11.00 e 1513.19.00), leite de coco (NCM 2106.90.20), farinha de coco (NCM 1106.30.00) e fibra de coco (NCM 5305.00.00). O óleo de coco virgem ceilandês é particularmente valorizado no mercado de alimentos saudáveis e cosméticos naturais, segmentos que crescem a taxas superiores a 15% ao ano no Brasil.
As fibras têxteis vegetais do Sri Lanka — especialmente o coir (fibra da casca do coco) e a fibra de aloe vera — são utilizadas na fabricação de tapetes, capachos, escovas, estofados e materiais de jardinagem. O coir ceilandês é reconhecido mundialmente pela resistência e durabilidade, competindo com o coir indiano em qualidade superior.
As especiarias ceilandesas — canela (NCM 0906.11.00 e 0906.19.00), pimenta-do-reino (NCM 0904.11.00), cravo-da-índia (NCM 0907.10.00), noz-moscada (NCM 0908.11.00) e cardamomo (NCM 0908.31.00) — completam a pauta de produtos com potencial para o mercado brasileiro. A canela do Sri Lanka (Cinnamomum verum) é considerada a melhor do mundo, com teor de óleo essencial e sabor superiores à cássia chinesa, e pode ser importada com margens atrativas para o mercado de alimentos gourmet e panificação artesanal.
O Tarifário de 31 Países da TRADEXA permite ao importador verificar as alíquotas exatas de importação para cada um desses produtos, comparando as condições de acesso ao mercado brasileiro com as de outros países compradores. Essa visão global é fundamental para precificar corretamente o produto importado e identificar oportunidades de arbitragem tarifária entre diferentes origens.
Considerações sobre Pagamentos, Certificações e Due Diligence de Fornecedores
A importação de produtos do Sri Lanka exige atenção a aspectos específicos de pagamento, certificação e verificação de fornecedores, que diferem em parte das práticas adotadas em outros países asiáticos.
O sistema bancário ceilandês é robusto e integrado ao sistema de comércio exterior global. As cartas de crédito (L/C) são o método de pagamento predominante para transações de chá, borracha e coco, enquanto transferências bancárias (T/T) com pagamento antecipado parcial são comuns para gemas e produtos de alto valor, onde a confiança entre as partes é construída ao longo do tempo. O Sri Lanka possui um sistema de câmbio administrado pelo Central Bank of Sri Lanka, que regula as transações internacionais e exige documentação específica para a remessa de pagamentos ao exterior. Para o importador brasileiro, o ideal é trabalhar com bancos internacionais com presença em Colombo (HSBC, Standard Chartered, Deutsche Bank) ou com bancos locales de primeira linha (Bank of Ceylon, People's Bank, Commercial Bank of Ceylon).
As certificações exigidas para importação de produtos do Sri Lanka variam conforme o produto. Para o chá, o Sri Lanka Tea Board emite o Certificate of Origin and Quality, que atesta a origem geográfica, a variedade e os padrões de processamento. Para a borracha, o Sri Lanka Rubber Institute emite certificados de análise laboratorial que comprovam a conformidade com as normas ASTM. Para as gemas, o National Gem and Jewellery Authority emite o certificado de autenticidade e o relatório gemológico, que pode ser complementado por certificados de laboratórios internacionais (GIA, GRS, IGI).
A due diligence de fornecedores ceilandeses deve incluir a verificação do registro no Sri Lanka Export Development Board (EDB), a obtenção de referências comerciais de outros compradores internacionais e, preferencialmente, uma visita in loco às instalações do fornecedor. O Sri Lanka é um país seguro e acolhedor para visitas de negócios, com boa infraestrutura hoteleira e de transportes em Colombo, Kandy, Galle e Ratnapura. A realização de uma visita inicial é um investimento que se paga com a redução de riscos e o fortalecimento da relação comercial.
O Diretório de Importadores da TRADEXA, com mais de 3,8 milhões de empresas cadastradas, também pode ser utilizado no sentido inverso: para que o importador brasileiro identifique os exportadores ceilandeses mais relevantes em cada segmento, analise seu volume de vendas para o Brasil e para outros mercados, e entre em contato direto com fornecedores qualificados.
Como a TRADEXA pode ajudar
Importar do Sri Lanka com segurança e competitividade exige acesso a informações precisas e atualizadas em múltiplas dimensões — classificação fiscal, tarifas de importação, logística, conformidade regulatória, preços de referência e prospecção de fornecedores. A plataforma TRADEXA foi construída para integrar essas informações em um único ambiente digital, permitindo que o importador brasileiro tome decisões mais rápidas e mais seguras.
O Classificador NCM com Inteligência Artificial é a ferramenta essencial para o primeiro passo de qualquer importação. O chá, a borracha, as gemas, o coco e as especiarias do Sri Lanka têm classificações NCM específicas que exigem conhecimento técnico e atenção a detalhes. O classificador da TRADEXA sugere o código NCM correto com base na descrição do produto, reduzindo o risco de erros de classificação que podem gerar multas, retenção de cargas e pagamento indevido de tributos.
O Tarifário de 31 Países permite consultar as alíquotas de Imposto de Importação aplicáveis ao seu NCM específico, comparando o Brasil com outros 30 mercados compradores. Essa informação é estratégica para entender onde seus produtos ceilandeses têm vantagem competitiva e como precificá-los no mercado brasileiro.
O Smart Rank ranqueia as melhores oportunidades de importação com base em critérios objetivos — volume de mercado, taxa de crescimento, concorrência, tarifas, risco-país e distância logística. Para quem está avaliando importar chá, borracha ou gemas do Sri Lanka, o Smart Rank oferece uma visão consolidada do potencial de cada segmento.
O Diretório de 3,8 Milhões de Importadores é uma ferramenta de prospecção comercial que permite identificar empresas brasileiras que já importam produtos do Sri Lanka, em quais volumes e com que frequência. Use esses dados para validar seu mercado, identificar concorrentes e encontrar potenciais parceiros comerciais.
O Mapa de Frete Marítimo visualiza as rotas do Porto de Colombo para os principais portos brasileiros, com tempos de trânsito estimados e faixas de custo de frete. A ferramenta permite comparar rotas diretas e com transbordo, ajudando na escolha da opção mais eficiente para sua carga.
Os Dashboards de Trade Intelligence consolidam dados de comércio exterior em tempo real, permitindo monitorar as exportações do Sri Lanka para o Brasil e para o mundo, identificar tendências de preço e volume, e antecipar movimentos de mercado com base em dados objetivos e atualizados.
Conclusão
O Sri Lanka é muito mais do que uma ilha exótica no Oceano Índico — é uma fonte confiável e diversificada de produtos de alta qualidade que podem agregar valor real ao portfólio do importador brasileiro. O chá ceilandês, a borracha natural de alta especificação técnica, as safiras de classe mundial e os produtos de coco e especiarias representam oportunidades concretas em segmentos de mercado que crescem consistentemente no Brasil.
Importar do Sri Lanka exige planejamento, conhecimento técnico e o uso de ferramentas de inteligência de mercado. A classificação NCM correta para cada produto, o conhecimento das tarifas aplicáveis, a gestão eficiente da logística via Porto de Colombo, a verificação rigorosa de fornecedores e a atenção às certificações exigidas são fatores que definem o sucesso ou o fracasso da operação.
A TRADEXA oferece o conjunto de ferramentas e dados que o importador brasileiro precisa para navegar com segurança e competitividade nas oportunidades de importação do Sri Lanka. Do Classificador NCM ao Trade Intelligence, passando pelo Tarifário Global, Smart Rank, Diretório de Importadores e Mapa de Frete Marítimo, a plataforma fornece a inteligência necessária para transformar a promessa de uma boa oportunidade em uma operação de importação bem-sucedida.
O comércio entre Brasil e Sri Lanka tem espaço para crescer muito além dos atuais US$ 500 milhões anuais. Para o importador que estiver disposto a investir no conhecimento do mercado ceilandês, a recompensa pode ser significativa — em margens, em qualidade de produto e em diferenciação competitiva. O primeiro passo é acessar a TRADEXA, classificar seu produto e começar a explorar as oportunidades que o Sri Lanka oferece.