Introdução: O Novo Cenário do Comércio com o Reino Unido
O Reino Unido sempre foi um parceiro comercial relevante para o Brasil. Antes do Brexit, as exportações brasileiras para o território britânico seguiam as mesmas regras aplicadas a qualquer país da União Europeia, o que simplificava processos e garantia预visibilidade regulatória. No entanto, desde a saída efetiva do Reino Unido do bloco europeu em 31 de janeiro de 2020, seguida pelo fim do período de transição em 31 de dezembro de 2020, o cenário mudou drasticamente. Hoje, exportar para o Reino Unido exige um entendimento profundo de um regime comercial completamente novo, com regulamentações próprias, tarifas distintas e procedimentos alfandegários específicos.
Para o exportador brasileiro, esse novo ambiente representa tanto desafios quanto oportunidades. De um lado, há a necessidade de se adaptar a certificações como a UKCA, que substitui a antiga marcação CE europeia, e de compreender a nova Tarifa Global do Reino Unido (UKGT). De outro, o Reino Unido demonstrou interesse em fortalecer laços comerciais com países fora da Europa, incluindo o Brasil, criando um terreno fértil para negócios em setores como agronegócio, peças aeronáuticas e energia renovável.
Este guia completo foi elaborado para ajudar o exportador brasileiro a navegar com segurança e inteligência no mercado britânico pós-Brexit. Ao longo do texto, abordaremos cada aspecto relevante do processo exportador, desde as novas exigências regulatórias até as oportunidades setoriais mais promissoras, passando por dicas práticas de logística e adequação documental. E, sempre que relevante, mostraremos como ferramentas de inteligência comercial — como a base de dados tarifários da TRADEXA, que cobre 31 países — podem fazer a diferença na sua estratégia de internacionalização.
Entendendo o Novo Regime Comercial do Reino Unido
O primeiro passo para qualquer exportador brasileiro que deseja vender para o Reino Unido é compreender que, pós-Brexit, o país opera sob um regime comercial autônomo e independente da União Europeia. Isso significa que as regras que antes eram uniformes para os 27 países do bloco agora se aplicam de forma diferenciada ao território britânico.
O Reino Unido estabeleceu sua própria política comercial externa, negociou acordos bilaterais com diversos países e criou mecanismos tarifários e regulatórios próprios. Para o Brasil, que já possuía uma relação comercial consolidada com os britânicos, a principal mudança está na necessidade de verificar, caso a caso, se o produto brasileiro atende aos requisitos específicos do mercado do Reino Unido, e não mais aos requisitos genéricos da União Europeia.
Uma das principais novidades é o UK Global Tariff (UKGT), o regime tarifário próprio do Reino Unido, que substituiu a Tarifa Externa Comum da União Europeia. O UKGT foi desenhado para ser mais simples e, em muitos casos, mais vantajoso para países em desenvolvimento. A alíquota média das tarifas britânicas caiu significativamente, e muitos produtos industriais e agrícolas passaram a ter entrada livre de impostos ou com tarifas reduzidas.
Além disso, o Reino Unido implementou o Developing Countries Trading Scheme (DCTS), um sistema de preferências comerciais voltado para países em desenvolvimento, do qual o Brasil pode se beneficiar em determinadas circunstâncias. O DCTS substituiu o antigo Generalized Scheme of Preferences (GSP) do Reino Unido e oferece três níveis de preferência: o Framework Geral, o Framework de Transição e o Framework de Aprimoramento Econômico, cada um com diferentes graus de redução tarifária.
Nesse contexto de múltiplas variáveis tarifárias e regulatórias, contar com uma ferramenta de inteligência comercial atualizada é fundamental. A TRADEXA oferece uma base de dados tarifária que cobre 31 países, incluindo o Reino Unido, permitindo que o exportador brasileiro consulte rapidamente as alíquotas aplicáveis, as regras de origem e as exigências documentais para cada produto. Em vez de perder horas navegando por sites governamentais britânicos, o exportador pode acessar informações consolidadas e confiáveis em poucos cliques.
UKCA: A Nova Certificação que Substitui a Marcação CE
Uma das mudanças mais significativas para o exportador brasileiro é a substituição da marcação CE (Conformité Européenne) pela UKCA (UK Conformity Assessed) para produtos comercializados no mercado britânico. Enquanto a CE ainda é aceita para produtos colocados no mercado do Reino Unido da Irlanda do Norte (que segue regras especiais do Protocolo da Irlanda do Norte), a UKCA tornou-se obrigatória para a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales).
A UKCA cobre a maioria dos produtos que anteriormente exigiam a marcação CE, incluindo equipamentos elétricos e eletrônicos, máquinas, equipamentos de proteção individual, brinquedos, instrumentos de medição, dispositivos médicos, equipamentos de pressão, materiais de construção e muitos outros. O exportador brasileiro precisa verificar se seu produto está dentro do escopo de aplicação da UKCA e, se estiver, providenciar a avaliação de conformidade junto a um organismo acreditado pelo UKAS (United Kingdom Accreditation Service).
O processo de certificação UKCA é, em linhas gerais, semelhante ao da CE, mas existem diferenças importantes. Enquanto a CE permite que o fabricante realize a auto declaração de conformidade para produtos de baixo risco, a UKCA também segue esse princípio, mas os organismos notificados devem ser reconhecidos no Reino Unido. Isso significa que certificados emitidos por entidades europeias sem acreditação UKAS podem não ser aceitos.
Para produtos de maior risco, como dispositivos médicos e equipamentos de proteção individual, a avaliação por terceiros é obrigatória, e o exportador brasileiro precisará contratar um organismo de avaliação de conformidade sediado no Reino Unido ou que possua acordo de reconhecimento mútuo com autoridades britânicas.
É importante destacar que o governo britânico estabeleceu um período de transição para a adoção plena da UKCA, mas esse prazo já expirou para a maioria dos produtos. Portanto, o exportador que ainda não se adequou à nova certificação precisa agir com urgência para não perder oportunidades de negócio.
A TRADEXA, por meio de sua inteligência comercial e banco de dados regulatórios, pode auxiliar o exportador brasileiro a identificar rapidamente quais certificações são exigidas para cada produto no mercado britânico. O acesso a informações precisas sobre requisitos técnicos e documentais é um diferencial competitivo crucial em um ambiente regulatório em transformação.
Procedimentos Aduaneiros nos Portos de Felixstowe e Southampton
A logística de exportação para o Reino Unido envolve, necessariamente, o conhecimento dos principais portos de entrada e seus respectivos procedimentos alfandegários. Felixstowe e Southampton são, sem dúvida, os dois portos mais importantes para o comércio marítimo com a Grã-Bretanha.
O Porto de Felixstowe, localizado na costa leste da Inglaterra, é o maior porto de contêineres do Reino Unido, responsável por aproximadamente 40% de todo o movimento de contêineres do país. Ele recebe navios de grande porte das principais rotas comerciais mundiais, incluindo as que partem do Brasil. Felixstowe conta com terminais modernos, conexões ferroviárias eficientes para o interior da Inglaterra e procedimentos alfandegários bem estabelecidos.
Já o Porto de Southampton, na costa sul, é o segundo maior terminal de contêineres britânico e um dos mais importantes para cargas refrigeradas, sendo estratégico para produtos perecíveis como carnes, frutas e sucos — exatamente os itens que o Brasil exporta em grande volume. Southampton tem vantagens logísticas significativas, como águas profundas que permitem a atracação dos maiores navios do mundo e proximidade com o centro de distribuição de Londres.
Em ambos os portos, o processo de desembaraço aduaneiro segue as regras estabelecidas pela HM Revenue and Customs (HMRC), a autoridade tributária e alfandegária britânica. O exportador brasileiro (ou seu agente de carga no Reino Unido) deve apresentar a Declaração Alfandegária de Importação (Customs Declaration) por meio do sistema CDS (Customs Declaration Service), que substituiu o antigo CHIEF (Customs Handling of Import and Export Freight).
A declaração deve conter informações detalhadas sobre a mercadoria, incluindo classificação tarifária segundo o sistema harmonizado britânico, valor aduaneiro, origem da mercadoria, peso, quantidade e documentos de suporte, como fatura comercial, conhecimento de embarque, certificado de origem e eventuais licenças de importação.
Um ponto crucial é a correta classificação tarifária do produto. Um erro na classificação pode resultar em aplicação de tarifa indevida, atrasos no desembaraço e até multas. A TRADEXA oferece um classificador NCM inteligente que ajuda o exportador brasileiro a determinar a posição tarifária correta de seus produtos, não apenas para o Brasil, mas também para os principais mercados de destino, incluindo o Reino Unido. Com essa ferramenta, o exportador reduz significativamente o risco de erros de classificação e acelera todo o processo logístico.
Além disso, é importante estar atento às regras de segurança da carga. O Reino Unido adota o regime de segurança da Organização Mundial das Alfândegas, que exige a apresentação antecipada de informações sobre a carga (Entry Summary Declaration) antes do embarque no país de origem. O não cumprimento dessas exigências pode resultar em multas e na recusa da entrada da mercadoria.
UK Global Tariff: Como Funciona a Nova Estrutura Tarifária
A UK Global Tariff (UKGT) entrou em vigor em 1º de janeiro de 2021 e representa uma das mudanças mais profundas no comércio exterior britânico. Diferentemente da Tarifa Externa Comum da União Europeia, que era complexa e continha milhares de alíquotas diferentes, a UKGT foi simplificada para facilitar o comércio e reduzir custos para importadores e consumidores.
A UKGT eliminou tarifas sobre mais de 2 bilhões de libras em importações, simplificou alíquotas para centenas de produtos e removeu complexidades como o "arco-fírico" de tarifas que variavam conforme o nível de processamento do produto. Hoje, a maioria dos produtos importados pelo Reino Unido entra com tarifa zero ou com alíquotas significativamente reduzidas em comparação com o período pré-Brexit.
Para o exportador brasileiro, as implicações são diretas e positivas na maioria dos casos. Produtos agrícolas como café, suco de laranja, carne bovina e frango, soja e milho, que antes enfrentavam tarifas elevadas no mercado europeu, agora podem entrar no Reino Unido com condições mais favoráveis. Da mesma forma, produtos industrializados como peças automotivas, máquinas e equipamentos elétricos também se beneficiam da simplificação tarifária.
Vale destacar que a UKGT também introduziu o conceito de "tarifa temporária" para determinados produtos, permitindo que o governo britânico reduza ou suspenda tarifas por períodos limitados para atender a necessidades específicas da economia doméstica. O exportador brasileiro precisa estar atento a essas janelas de oportunidade.
Apesar da simplificação, a UKGT mantém uma estrutura tarifária complexa para determinados setores sensíveis, como carnes, laticínios, têxteis e cerâmica. Para esses produtos, as alíquotas podem ser elevadas, e o uso de cotas de importação é comum. O Brasil, como grande produtor de carnes, precisa conhecer detalhadamente as cotas disponíveis e as regras de acesso para maximizar suas exportações.
Nesse cenário de tarifas dinâmicas e múltiplas exceções, a base de dados tarifários da TRADEXA, que cobre 31 países, torna-se uma ferramenta indispensável. Com ela, o exportador brasileiro pode consultar a alíquota exata aplicável ao seu produto no Reino Unido, verificar se existem cotas disponíveis, comparar as condições com outros mercados e planejar sua estratégia de precificação com segurança.
DCTS: Preferências Comerciais para Países em Desenvolvimento
O Developing Countries Trading Scheme (DCTS) é o regime de preferências comerciais do Reino Unido para países em desenvolvimento, e representa uma oportunidade significativa para o Brasil. Lançado em 2023, o DCTS substituiu o Generalized Scheme of Preferences (GSP) britânico e oferece condições mais generosas do que o antigo sistema.
O DCTS está estruturado em três níveis de preferência. O Framework Geral oferece reduções tarifárias para a maioria dos produtos provenientes de países em desenvolvimento elegíveis. O Framework de Transição oferece benefícios adicionais para países que estão em processo de diversificação econômica. E o Framework de Aprimoramento Econômico oferece as melhores condições, com tarifa zero para a maioria dos produtos, para os países menos desenvolvidos.
O Brasil se enquadra no Framework Geral do DCTS, o que significa que diversos produtos brasileiros podem se beneficiar de reduções tarifárias ao entrar no Reino Unido. No entanto, existem regras de origem que precisam ser rigorosamente cumpridas. O produto deve ser substancialmente transformado no Brasil ou em outro país beneficiário do DCTS para fazer jus às preferências.
As regras de origem do DCTS são, em geral, mais flexíveis do que as da União Europeia. O Reino Unido permite maior acúmulo de origem, ou seja, o exportador pode utilizar insumos de outros países beneficiários sem perder o direito às preferências. Além disso, as exigências de transformação substancial são menos restritivas para diversos produtos.
Para se beneficiar do DCTS, o exportador brasileiro precisa apresentar um Certificado de Origem emitido por uma entidade habilitada, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) ou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ou, em alguns casos, pode fazer uma autodeclaração de origem na fatura comercial.
A TRADEXA, por meio de sua inteligência comercial, permite que o exportador brasileiro verifique rapidamente se seu produto é elegível para preferências tarifárias no âmbito do DCTS, quais documentos são necessários e qual a alíquota efetiva após a aplicação do benefício. Essa informação é crucial para a formação de preços competitivos no mercado britânico.
Oportunidades para o Agronegócio Brasileiro
O agronegócio brasileiro encontra no Reino Unido pós-Brexit um mercado promissor e com demanda crescente por produtos de alta qualidade. Os britânicos sempre foram grandes importadores de alimentos e bebidas, e a saída da União Europeia criou a necessidade de diversificar suas fontes de suprimento, abrindo espaço para países como o Brasil.
A carne bovina brasileira é um dos produtos com maior potencial no mercado britânico. O Reino Unido é um grande consumidor de carne, mas sua produção interna não é suficiente para atender à demanda. As cotas de importação para carne bovina foram ampliadas pós-Brexit, e o Brasil, como um dos maiores produtores mundiais, está bem posicionado para ocupar esse espaço. A carne brasileira já é reconhecida por sua qualidade e competitividade de preços, e a adequação aos padrões sanitários britânicos é perfeitamente factível.
O frango brasileiro também tem enorme potencial. O Reino Unido importa grandes volumes de carne de frango, especialmente de cortes específicos como peito e coxa. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com padrões sanitários rigorosos que atendem às exigências britânicas. A vantagem competitiva brasileira em termos de custo de produção e escala é significativa.
No segmento de cafés especiais, o Brasil já é o maior produtor e exportador mundial, e o Reino Unido é um mercado sofisticado e crescente para cafés de alta qualidade. A cultura do café britânica evoluiu significativamente nos últimos anos, com consumidores cada vez mais interessados em origem, sustentabilidade e qualidade. O café brasileiro, tanto arábica quanto robusta, tem todas as condições de atender a essa demanda.
O suco de laranja brasileiro é outro produto com mercado consolidado no Reino Unido. Os britânicos são grandes consumidores de suco de laranja, e o Brasil é responsável por mais da metade da produção mundial. A parceria já está estabelecida, mas o pós-Brexit abre oportunidades para ampliar as exportações com condições tarifárias mais favoráveis.
A soja brasileira, utilizada principalmente para ração animal, também encontra mercado no Reino Unido. Com a crescente demanda por proteína animal de qualidade, a importação de soja para alimentação de aves, suínos e bovinos é estratégica para o setor pecuário britânico.
Para aproveitar essas oportunidades, o exportador brasileiro precisa de informações precisas e atualizadas sobre as condições de acesso ao mercado britânico. A TRADEXA oferece ferramentas de inteligência comercial que permitem monitorar tarifas, cotas, exigências sanitárias e tendências de consumo no Reino Unido, dando ao exportador brasileiro a visão necessária para tomar decisões estratégicas.
Peças Aeronáuticas e o Mercado Britânico
O setor aeronáutico é uma das áreas mais promissoras para a exportação brasileira para o Reino Unido pós-Brexit. O Brasil, com a Embraer, é um dos maiores fabricantes mundiais de aeronaves, e sua cadeia de fornecedores de peças e componentes aeronáuticos é altamente desenvolvida e competitiva.
O Reino Unido possui uma indústria aeronáutica robusta, com empresas como a BAE Systems, a Rolls-Royce e a Airbus (que tem unidades no país) sendo grandes demandantes de peças e componentes. Além disso, o mercado de manutenção, reparo e revisão (MRO) de aeronaves é um dos maiores do mundo, gerando demanda constante por peças de reposição.
Pós-Brexit, o Reino Unido buscou fortalecer sua cadeia de suprimentos aeronáuticos com parceiros confiáveis fora da União Europeia. O Brasil, com sua tradição no setor e padrões de qualidade internacionalmente reconhecidos, é um parceiro natural. Peças estruturais, componentes eletrônicos, sistemas de navegação, interiores de aeronaves e peças de motores são alguns dos itens com potencial de exportação.
A certificação é um aspecto crítico nesse setor. As peças aeronáuticas precisam atender a normas técnicas rigorosas, como as estabelecidas pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil e pela CAA (Civil Aviation Authority) no Reino Unido. Pós-Brexit, a CAA assumiu plenamente as funções regulatórias que antes eram exercidas pela EASA (European Union Aviation Safety Agency), o que exige que os exportadores brasileiros verifiquem se suas certificações são reconhecidas pela autoridade britânica.
A TRADEXA pode auxiliar o exportador brasileiro de peças aeronáuticas a identificar as exigências regulatórias específicas do mercado britânico, as tarifas aplicáveis e os procedimentos alfandegários adequados para esse tipo de produto. A inteligência comercial da TRADEXA permite que o exportador tenha uma visão completa do ambiente regulatório e competitivo, reduzindo riscos e aumentando as chances de sucesso.
Energia Renovável: Um Setor em Expansão
O Reino Unido é um dos líderes mundiais em energia renovável, com metas ambiciosas de descarbonização e redução de emissões de carbono. O país planeja atingir a neutralidade de carbono até 2050 e, para isso, está investindo fortemente em energia eólica offshore, energia solar, hidrogênio verde e biomassa.
O Brasil, com sua matriz energética limpa e diversificada, tem um enorme potencial para exportar produtos e serviços para o setor de energia renovável britânico. Os equipamentos para energia solar, como painéis fotovoltaicos, inversores e sistemas de montagem, podem encontrar mercado no Reino Unido, que está expandindo rapidamente sua capacidade solar.
A biomassa é outra área de grande potencial. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de biomassa, especialmente a partir de cana-de-açúcar e madeira. O Reino Unido utiliza biomassa para geração de energia elétrica, e a importação de pellets de madeira e outros biocombustíveis sólidos é uma oportunidade real para o exportador brasileiro. As usinas britânicas, como a Drax, uma das maiores do mundo, já são grandes importadoras de biomassa.
O hidrogênio verde é um setor emergente com enorme potencial. O Reino Unido está investindo bilhões de libras em projetos de hidrogênio verde, e o Brasil, com sua abundância de energia renovável, tem condições de se tornar um grande produtor e exportador de hidrogênio verde e seus derivados. Embora esse mercado ainda esteja em estágio inicial, as oportunidades de longo prazo são imensas.
Equipamentos para energia eólica, como pás de turbinas, cabos submarinos e componentes eletrônicos, também podem ser exportados pelo Brasil para o Reino Unido. Embora a indústria eólica britânica seja madura, há demanda por fornecedores globais de componentes.
Mais uma vez, a inteligência comercial da TRADEXA é fundamental para identificar oportunidades, entender as barreiras técnicas e tarifárias e planejar a entrada no mercado britânico de energia renovável. Com a base de dados tarifários da TRADEXA, cobrindo 31 países, o exportador brasileiro pode comparar as condições de acesso ao Reino Unido com as de outros mercados e definir prioridades.
Como a TRADEXA Facilita a Exportação para o Reino Unido
Ao longo deste guia, mencionamos diversas vezes como as ferramentas da TRADEXA podem fazer a diferença na estratégia de exportação para o Reino Unido. Mas vale a pena aprofundar esse ponto, mostrando de forma concreta como cada recurso pode ser utilizado.
A base de dados tarifários da TRADEXA cobre 31 países, incluindo o Reino Unido, e permite que o exportador brasileiro consulte, em segundos, a alíquota exata aplicável ao seu produto, considerando não apenas a tarifa básica (UKGT), mas também as preferências do DCTS, cotas disponíveis e sobretaxas eventuais. Essa informação é essencial para a formação de preços competitivos.
A ferramenta de classificação NCM da TRADEXA ajuda o exportador a identificar a posição tarifária correta de seu produto, tanto no Brasil (para fins de desembaraço de exportação) quanto no Reino Unido (para a declaração de importação). Uma classificação incorreta é uma das principais causas de atrasos e custos adicionais no comércio exterior, e a TRADEXA elimina esse risco.
O Smart Rank da TRADEXA é uma ferramenta de inteligência de mercado que classifica os produtos brasileiros com maior potencial de exportação para cada país. Com base em dados de comércio exterior, tendências de mercado e barreiras de acesso, o Smart Rank ajuda o exportador a priorizar seus esforços e identificar nichos com maior retorno potencial no Reino Unido.
O diretório de importadores da TRADEXA é outro recurso valioso. Ele reúne informações sobre compradores potenciais no Reino Unido, incluindo dados de contato, histórico de importações e perfil de compra. Com essa ferramenta, o exportador brasileiro pode identificar e qualificar leads comerciais de forma eficiente, reduzindo o tempo e o custo de prospecção.
Além disso, a TRADEXA oferece análises de inteligência comercial personalizadas, com relatórios detalhados sobre setores específicos, concorrência, tendências de consumo e oportunidades de negócio no Reino Unido. Esses relatórios são elaborados por especialistas em comércio exterior e fornecem insights acionáveis para o exportador.
Em um ambiente pós-Brexit repleto de mudanças e incertezas, ter acesso a informações confiáveis e atualizadas não é apenas um diferencial competitivo — é uma necessidade. A TRADEXA se posiciona como a parceira ideal para o exportador brasileiro que deseja conquistar o mercado britânico com segurança e eficiência.
Aspectos Culturais e de Negociação com Empresas Britânicas
Exportar para o Reino Unido não envolve apenas questões técnicas e regulatórias. Os aspectos culturais e de relacionamento comercial são igualmente importantes para o sucesso da empreitada. Os britânicos têm um estilo de negociação próprio, que valoriza a cortesia, a pontualidade, a objetividade e a confiabilidade.
Ao negociar com empresas britânicas, o exportador brasileiro deve estar atento a alguns pontos fundamentais. A comunicação deve ser clara e direta, evitando exageros e promessas que não possam ser cumpridas. Os britânicos valorizam a precisão e a honestidade nos negócios, e uma reputação de confiabilidade é o ativo mais valioso que um exportador pode construir.
A pontualidade é levada muito a sério no Reino Unido. Atrasos em reuniões, entregas ou comunicações são vistos como falta de profissionalismo e podem comprometer a relação comercial. O exportador brasileiro deve planejar prazos realistas e cumpri-los rigorosamente.
A hierarquia nas empresas britânicas tende a ser mais horizontal do que em muitas culturas, mas o respeito às posições e à autoridade é importante. As decisões são geralmente tomadas após análise cuidadosa e consulta aos envolvidos, e o processo pode ser mais lento do que o brasileiro está acostumado. Paciência e persistência são virtudes na negociação com britânicos.
O networking e a construção de relacionamentos pessoais são importantes, mas de forma mais sutil do que em outras culturas. Os britânicos preferem construir confiança ao longo do tempo, por meio de interações profissionais consistentes, em vez de grandes demonstrações de simpatia ou proximidade em um primeiro contato.
O contrato é um elemento central na cultura empresarial britânica. Ao contrário do que ocorre em países onde o contrato é visto como um ponto de partida para a negociação, no Reino Unido ele é levado muito a sério e suas cláusulas são cumpridas à risca. O exportador brasileiro deve investir tempo e recursos na elaboração de contratos claros, detalhados e juridicamente sólidos.
Por fim, o idioma não é uma barreira, mas é um diferencial. O domínio do inglês comercial é essencial, e a capacidade de se comunicar com precisão e fluência abre portas e constrói credibilidade. Investir em capacitação linguística da equipe comercial é um passo importante para quem deseja exportar para o Reino Unido.
Conclusão
Exportar para o Reino Unido pós-Brexit é um desafio que exige preparo, informação e as ferramentas certas. O novo regime comercial britânico, com sua própria tarifa, certificações e procedimentos alfandegários, representa uma mudança significativa em relação ao período em que o país fazia parte da União Europeia. No entanto, para o exportador brasileiro que se dedica a compreender esse novo ambiente, as oportunidades são imensas.
O agronegócio, as peças aeronáuticas e a energia renovável são apenas alguns dos setores com grande potencial de crescimento no mercado britânico. A UK Global Tariff simplificou e reduziu tarifas para a maioria dos produtos, e o DCTS oferece preferências adicionais para o Brasil. A certificação UKCA, embora exija adaptação, é perfeitamente factível com o devido planejamento.
A chave para o sucesso está na informação. O exportador que conhece as tarifas, as regras de origem, as exigências sanitárias e técnicas, os procedimentos alfandegários e as oportunidades de mercado tem muito mais chances de prosperar. É nesse ponto que a TRADEXA faz a diferença, oferecendo inteligência comercial de ponta, com base de dados tarifários abrangendo 31 países, classificador NCM inteligente, Smart Rank para priorização de mercados e diretório de importadores para prospecção qualificada.
O Reino Unido pós-Brexit está de portas abertas para o Brasil. Cabe ao exportador brasileiro dar o primeiro passo, munido das informações certas e das ferramentas adequadas, para construir uma relação comercial duradoura e lucrativa com um dos mercados mais dinâmicos e sofisticados do mundo. Com planejamento, pesquisa e o suporte da inteligência comercial da TRADEXA, seu negócio pode conquistar esse mercado promissor.