Exportar para a Jordânia: Indústria e Comércio

Guia completo sobre exportação para a Jordânia: zona franca de Aqaba, indústria farmacêutica, Porto de Aqaba e oportunidades para carnes halal, café e máquinas brasileiras.

Publicado em 2026-06-23 | Atualizado em 2026-06-23 | TRADEXA Blog

Exportar para a Jordânia: Indústria e Comércio

Data: 23 de junho de 2026

A Jordânia ocupa uma posição estratégica única no Oriente Médio. Situada no coração do Levante, faz fronteira com a Arábia Saudita, Iraque, Síria, Israel e a Cisjordânia. Com uma população de aproximadamente 11,5 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto de cerca de 50 bilhões de dólares, o Reino Hashemita da Jordânia é uma das economias mais estáveis de uma região historicamente marcada por volatilidade. Para o exportador brasileiro que busca diversificar sua presença no Oriente Médio, a Jordânia representa uma porta de entrada estratégica — não apenas para seu mercado interno, mas também para o Iraque, a Cisjordânia e países do Levante que dependem da infraestrutura logística jordaniana.

Este artigo da TRADEXA analisa em profundidade as oportunidades de exportação para a Jordânia, cobrindo a Zona Franca de Aqaba, os setores industriais mais promissores (farmacêutico, têxtil, fertilizantes), o Porto de Aqaba como hub regional, as oportunidades para produtos brasileiros como carne halal, café, frutas, máquinas e materiais de construção, os acordos comerciais existentes e as certificações exigidas para acessar o mercado jordaniano.

Panorama Econômico da Jordânia

A economia jordaniana é relativamente pequena, mas surpreendentemente diversificada e resiliente. O país não possui petróleo em abundância — sua produção é modesta e voltada principalmente ao consumo interno —, o que a torna uma das poucas economias do Oriente Médio não dependentes de hidrocarbonetos. Essa característica força a Jordânia a desenvolver setores produtivos competitivos e a buscar integração comercial com seus vizinhos.

Os principais pilares da economia jordaniana incluem:

Serviços e turismo: O setor de serviços responde por mais de 65% do PIB jordaniano. O turismo é um motor relevante, impulsionado por sítios arqueológicos mundialmente famosos como Petra (Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo), o Mar Morto (o ponto mais baixo da Terra), os castelos do deserto e os recifes de coral do Mar Vermelho em Aqaba. Em 2025, a Jordânia recebeu cerca de 6 milhões de turistas internacionais, gerando receitas superiores a 6 bilhões de dólares. O turismo religioso — visitantes muçulmanos e cristãos — também é significativo.

Indústria: O setor industrial representa cerca de 25% do PIB e é liderado pela indústria química (fertilizantes, fosfatos), farmacêutica, têxtil e de confecções, cimento, alumínio e processamento de alimentos. A Jordânia possui a quarta maior reserva mundial de fosfatos, explorada pela Jordan Phosphate Mines Company (JPMC), e é um dos maiores exportadores globais de fertilizantes fosfatados.

Mineração: Além dos fosfatos, a Jordânia produz potássio (via Arab Potash Company, a oitava maior produtora mundial), carbonato de sódio, bromo, magnésio e outros minerais extraídos do Mar Morto. A mineração responde por cerca de 20% das exportações totais do país.

Serviços financeiros: Amã, a capital, é um centro financeiro regional, abrigando bancos, seguradoras e empresas de investimento que atendem a toda a região do Levante.

Remessas de trabalhadores: A diáspora jordaniana — estimada em mais de 3 milhões de pessoas — envia remessas que representam cerca de 10% do PIB, principalmente dos países do Golfo, Estados Unidos e Europa.

A moeda local é o dinar jordaniano (JOD), que é atrelado ao dólar americano (Dólar dos Estados Unidos) a uma taxa fixa de aproximadamente 1 JOD = 1,41 USD. Essa âncora cambial proporciona estabilidade monetária e previsibilidade para o comércio internacional.

Para o exportador brasileiro, o mercado jordaniano oferece um ambiente de negócios relativamente aberto, com baixas barreiras tarifárias médias (tarifa média aplicada de cerca de 10%) e um sistema bancário sólido e integrado ao sistema financeiro global. A Jordânia é membro da Organização Mundial do Comércio (OMC) desde 2000, possui acordo de livre comércio com os Estados Unidos desde 2001, e integra a Grande Zona Árabe de Livre Comércio (GAFTA), que elimina tarifas entre os países árabes membros.

Zona Franca de Aqaba: Uma Porta de Entrada Estratégica

A Zona Franca de Aqaba é um dos instrumentos mais poderosos de atração de investimentos e comércio da Jordânia. Localizada na cidade portuária de Aqaba, no extremo sul do país, às margens do Mar Vermelho, a Zona Franca é administrada pela Zona Econômica Especial de Aqaba (ASEZA), uma autoridade autônoma criada em 2001 com poderes para regular, licenciar e tributar atividades econômicas na região.

A ASEZA oferece um regime tributário e aduaneiro diferenciado que inclui:

Isenção de imposto de renda: Empresas estabelecidas na Zona Econômica Especial de Aqaba podem obter isenção total do imposto de renda corporativo por até 30 anos, dependendo do setor e do volume de investimento. Após o período de isenção, a alíquota máxima é de 10%, contra os 20% a 24% aplicados no restante do país.

Isenção de tarifas de importação: Mercadorias importadas para processamento, transformação, montagem ou reexportação dentro da Zona Franca de Aqaba são isentas de tarifas alfandegárias e de todas as taxas aduaneiras. Essa isenção se aplica tanto a matérias-primas, componentes e máquinas quanto a produtos acabados destinados à reexportação.

Isenção de IVA: As operações realizadas dentro da Zona Franca são isentas de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que na Jordânia é de 16% para a maioria dos produtos e serviços.

Desembaraço aduaneiro simplificado: A ASEZA opera um sistema de desembaraço aduaneiro eletrônico simplificado, com processos mais rápidos e menos burocráticos do que nas alfândegas regulares jordanianas. As mercadorias podem ser desembaraçadas em até 24 horas na maioria dos casos.

Infraestrutura de classe mundial: A Zona Franca de Aqaba dispõe de parques industriais, armazéns alfandegados, terminais de contêineres, áreas de armazenagem a granel, tanques para granéis líquidos, áreas para processamento industrial, escritórios, centros de serviços compartilhados e infraestrutura de utilidades (água, energia, telecomunicações) de alto padrão.

Para o exportador brasileiro, a Zona Franca de Aqaba oferece várias possibilidades de uso:

Centro de distribuição regional: O exportador brasileiro pode estabelecer um centro de distribuição na Zona Franca de Aqaba para atender não apenas o mercado jordaniano, mas também o Iraque (que importa grandes volumes de alimentos, materiais de construção e máquinas), a Cisjordânia (acessada via a fronteira do Rio Jordão) e outros países do Levante. As mercadorias podem ser armazenadas em Aqaba e redistribuídas sob demanda, com isenção de tarifas até o momento da internalização no mercado de destino.

Processamento e montagem: Produtos brasileiros semiacabados podem ser processados, montados ou embalados na Zona Franca de Aqaba para atender às especificações dos mercados regionais. Por exemplo, café verde brasileiro pode ser torrado, moído e embalado em Aqaba para distribuição na região, agregando valor e aproveitando as vantagens fiscais.

Reexportação: A Zona Franca de Aqaba é uma plataforma ideal para operações de reexportação. Mercadorias brasileiras podem ser importadas com isenção de tarifas, armazenadas e posteriormente reexportadas para outros mercados da região, com margens de comercialização interessantes.

O Porto de Aqaba: Hub Regional para o Iraque e o Levante

O Porto de Aqaba é o único porto marítimo da Jordânia e a principal porta de entrada do comércio exterior jordaniano. Localizado estrategicamente na ponta norte do Mar Vermelho, próximo aos estreitos de Tiran e ao Golfo de Aqaba, o porto processa mais de 95% do comércio internacional da Jordânia, movimentando aproximadamente 25 milhões de toneladas de carga por ano.

A importância do Porto de Aqaba, no entanto, vai muito além do mercado jordaniano. Ele funciona como hub regional de abastecimento para o Iraque — o segundo maior mercado do mundo árabe, com 43 milhões de habitantes — e para a Cisjordânia, que depende da infraestrutura jordaniana para seu comércio exterior. Estima-se que cerca de 30% da carga movimentada em Aqaba tenha como destino final o Iraque, abastecendo desde alimentos e medicamentos até máquinas e materiais de construção para a reconstrução do país pós-conflito.

O porto é composto por vários terminais especializados:

Terminal de Contêineres de Aqaba (ACT): Operado pela multinacional de Cingapura APM Terminals (do grupo Maersk), o terminal de contêineres de Aqaba tem capacidade para movimentar mais de 1,5 milhão de TEUs por ano e recebe navios porta-contêineres de até 14.000 TEUs. O terminal oferece conexões regulares com os principais portos do Mediterrâneo, do Golfo e do Sudeste Asiático.

Terminal de Granéis Sólidos: Movimenta fosfatos, potássio, fertilizantes, grãos (trigo, cevada, milho), açúcar, cimento e outros granéis. É um terminal estratégico para as exportações minerais da Jordânia e para as importações de alimentos e matérias-primas.

Terminal de Granéis Líquidos: Recebe petróleo bruto e derivados, óleos vegetais, produtos químicos líquidos e outros granéis líquidos.

Terminal de Carga Geral e Ro-Ro: Opera cargas gerais, cargas projetadas, veículos, máquinas e equipamentos.

A partir de Aqaba, as mercadorias chegam a Amã (capital e maior centro consumidor) em aproximadamente 4 horas por rodovia moderna (a Desert Highway, que conecta Aqaba a Amã e segue até a fronteira com a Síria). O transporte para Bagdá, no Iraque, leva de 12 a 16 horas via a rodovia Amã-Bagdá (a Highway 10), que tem sido progressivamente melhorada e assegurada. Para a Cisjordânia, as mercadorias atravessam a Ponte Rei Hussein (Allenby Bridge) na fronteira do Rio Jordão, a cerca de 60 km de Amã.

Para o exportador brasileiro, o Porto de Aqaba oferece as seguintes vantagens logísticas:

Alternativa aos portos congestionados do Golfo: Enquanto os portos de Jeddah, Dubai e Dammam estão frequentemente congestionados, Aqaba oferece uma alternativa mais ágil e com menor tempo de espera para atracação (2 a 3 dias em média, contra 5 a 10 dias nos portos do Golfo).

Proximidade de mercados críticos: Para mercadorias destinadas ao Iraque e à Cisjordânia, Aqaba é logisticamente superior a qualquer outro porto da região. O tempo total de trânsito do porto ao destino final é significativamente menor do que via portos turcos ou do Golfo.

Cadeia logística integrada: A Zona Franca de Aqaba e o porto operam de forma integrada, permitindo que as mercadorias sejam desembaraçadas, armazenadas, processadas e redistribuídas com eficiência e custos reduzidos.

Conexões marítimas a partir do Brasil: Embora não haja linhas diretas regulares do Brasil para Aqaba, as conexões com transbordo nos portos hub do Mediterrâneo (Pireus, Gioia Tauro, Algeciras) ou do Golfo (Jebel Ali, Dubai) são frequentes. O tempo total de trânsito do Brasil para Aqaba varia de 20 a 30 dias, dependendo da rota e do número de transbordos.

A Indústria Farmacêutica Jordana: Um Setor de Classe Mundial

A Jordânia possui uma das indústrias farmacêuticas mais desenvolvidas e competitivas do mundo árabe e do Oriente Médio. Com mais de 25 fábricas de medicamentos — incluindo gigantes como a Hikma Pharmaceuticals (fundada na Jordânia em 1978 e hoje uma das 50 maiores empresas farmacêuticas genéricas do mundo, com sede em Londres), a Jordan Pharmaceutical Manufacturing (JPM), a Dar Al Dawa e a United Pharmaceutical Manufacturing —, o setor farmacêutico jordaniano emprega mais de 12 mil trabalhadores qualificados e exporta para mais de 80 países.

A Hikma Pharmaceuticals é a joia da coroa do setor. Fundada em Amã pelo empresário palestino-jordaniano Samih Darwazah, a Hikma cresceu de uma pequena fábrica local para uma multinacional com operações no Oriente Médio, África, Europa e Estados Unidos. A empresa produz medicamentos genéricos de alta qualidade, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios, medicamentos cardiovasculares, oncológicos, hormonais e para o sistema nervoso central. Em 2025, a Hikma registrou receitas superiores a 3 bilhões de dólares.

Além da Hikma, a indústria farmacêutica jordaniana é composta por um ecossistema de empresas de todos os portes, que coletivamente produzem mais de 2.000 tipos diferentes de medicamentos. O setor atende não apenas o mercado doméstico (que consome cerca de 30% da produção), mas também exporta para mercados árabes e africanos, onde os medicamentos jordanianos são reconhecidos por sua qualidade, confiabilidade e preços competitivos.

Para o exportador brasileiro, a indústria farmacêutica jordaniana oferece oportunidades em várias áreas:

Insumos farmacêuticos ativos (IFAs): O Brasil possui uma indústria farmoquímica que produz IFAs para antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, medicamentos cardiovasculares e outras categorias. A indústria jordaniana importa IFAs de fornecedores globais e pode se beneficiar de parcerias com fornecedores brasileiros certificados. As empresas brasileiras que já exportam IFAs para mercados regulados (como a União Europeia ou a FDA dos Estados Unidos) têm vantagem competitiva no mercado jordaniano.

Produtos químicos intermediários: Além dos IFAs, a indústria farmacêutica consome grandes volumes de intermediários químicos, solventes, reagentes e excipientes. O Brasil, com sua indústria química diversificada, pode fornecer esses insumos.

Equipamentos farmacêuticos: A expansão e modernização da indústria farmacêutica jordaniana geram demanda por equipamentos de produção, embalagem e controle de qualidade. Reatores, secadores, granuladores, encapsuladoras, blisteradoras, equipamentos de revestimento, cromatógrafos, espectrômetros e sistemas de filtração são alguns dos equipamentos demandados. O Brasil possui fabricantes de equipamentos farmacêuticos de qualidade que podem competir nesse mercado.

Embalagens farmacêuticas: Blisters, frascos, ampolas, selos de segurança, cartuchos, rótulos e materiais de embalagem primária e secundária são itens que a indústria farmacêutica importa regularmente. Empresas brasileiras de embalagens farmacêuticas certificadas podem encontrar oportunidades na Jordânia.

Serviços de certificação e validação: Empresas brasileiras especializadas em validação de processos farmacêuticos, certificação de sistemas de qualidade (ISO 9001, ISO 13485), auditoria regulatória e consultoria em Boas Práticas de Fabricação (BPF) podem oferecer serviços para a indústria farmacêutica jordaniana.

É importante destacar que o setor farmacêutico na Jordânia é regulado pela Jordan Food and Drug Administration (JFDA), que exige o registro de todos os medicamentos e insumos farmacêuticos importados, seguindo padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. A JFDA é reconhecida internacionalmente e mantém acordos de cooperação regulatória com a FDA dos Estados Unidos e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Indústria Têxtil e de Confecções: O Motor da Zona Franca

A indústria têxtil e de confecções é um dos setores mais dinâmicos da economia jordaniana e um dos maiores empregadores do país, com aproximadamente 70 mil trabalhadores, a maioria composta por mulheres e por trabalhadores migrantes do Sul da Ásia (principalmente Bangladesh, Sri Lanka e Índia).

O crescimento do setor foi impulsionado pelo Acordo de Livre Comércio Jordânia-Estados Unidos (JUSFTA), assinado em 2000 e em vigor desde 2001. O acordo permite que produtos têxteis e de confecções fabricados na Jordânia entrem no mercado americano com tarifa zero, desde que atendam às regras de origem específicas do acordo. Essa vantagem transformou a Jordânia em um polo de exportação têxtil para os Estados Unidos, com as exportações do setor ultrapassando 2 bilhões de dólares anuais.

A indústria está concentrada em zonas francas especializadas, principalmente nas Zonas Francas de Al-Hassan (Irbid), Al-Hussein (Karak) e na Zona Franca de Aqaba. As empresas do setor — majoritariamente de capital estrangeiro (árabe, asiático e americano) — produzem vestuário de todos os tipos, incluindo camisetas, calças, jaquetas, uniformes, roupas íntimas, roupas esportivas e moda feminina e masculina para marcas internacionais como Walmart, Target, Gap, Nike, Adidas, Under Armour, Columbia e outras.

Para o exportador brasileiro, a indústria têxtil jordaniana oferece oportunidades em:

Fibras têxteis: O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de algodão, com fibra de alta qualidade reconhecida internacionalmente. A indústria têxtil jordaniana importa tecidos e fios de algodão de diversos países, incluindo China, Índia e Paquistão. O algodão brasileiro — especialmente das regiões do Mato Grosso e Bahia — pode competir nesse mercado, especialmente se certificado como sustentável (ABR-BRASIL certificado pela Better Cotton Initiative).

Produtos químicos têxteis: Corantes, fixadores, alvejantes, amaciantes, resinas e outros produtos químicos para processamento têxtil são insumos que a indústria consome em grandes volumes e importa regularmente.

Máquinas têxteis: A modernização do parque industrial têxtil jordaniano gera demanda por máquinas de fiação, tecelagem, malharia, tingimento, estamparia e acabamento. O Brasil possui uma indústria de máquinas têxteis que pode competir nesse mercado, especialmente em equipamentos de médio porte e preço competitivo.

Fertilizantes e Produtos Químicos

A Jordânia é um player global no mercado de fertilizantes, graças às suas enormes reservas de fosfatos (4ª maior do mundo) e à produção de potássio (8ª maior do mundo) extraído do Mar Morto. A Jordan Phosphate Mines Company (JPMC) e a Arab Potash Company (APC) são as duas gigantes do setor, com operações integradas que vão da mineração à produção de fertilizantes acabados.

A JPMC produz anualmente cerca de 8 milhões de toneladas de fosfato bruto e 2 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados (incluindo superfosfato simples, superfosfato triplo, fosfato monoamônico - MAP, e fosfato diamônico - DAP). A APC, por sua vez, produz aproximadamente 3 milhões de toneladas de potássio por ano, além de cloreto de magnésio, bromo, sal e outros subprodutos do processamento das águas do Mar Morto.

Para o exportador brasileiro, o setor de fertilizantes jordaniano oferece oportunidades em:

Enxofre: O Brasil é um grande produtor de enxofre, que é um insumo essencial para a produção de fertilizantes fosfatados (o ácido sulfúrico, produzido a partir do enxofre, é usado para solubilizar o fosfato). A Jordânia importa enxofre para suas plantas de fertilizantes e o Brasil pode ser um fornecedor competitivo.

Máquinas e equipamentos para mineração: A indústria de mineração de fosfatos e potássio consome escavadeiras, tratores de esteira, perfuratrizes, britadores, moinhos, correias transportadoras, bombas, sistemas de bombeamento e equipamentos de processo. O Brasil possui uma indústria de máquinas e equipamentos para mineração de classe mundial.

Produtos químicos para processamento: A produção de fertilizantes consome ácido sulfúrico, ácido nítrico, amônia, ácido fosfórico e outros produtos químicos. Embora parte seja produzida localmente, há espaço para importação de produtos químicos especializados.

Oportunidades para Produtos Brasileiros

Carne Halal

A Jordânia é um grande importador de carnes — bovina, ovina, caprina e de aves — para atender seu mercado doméstico e também para reexportação para o Iraque e outros países da região. Estima-se que a Jordânia importe anualmente cerca de 150 mil toneladas de carne, com valor superior a 500 milhões de dólares.

A carne bovina brasileira tem um enorme potencial no mercado jordaniano, desde que atenda aos requisitos da certificação halal. A Jordânia segue os padrões halal sunitas, que exigem que o abate seja realizado de acordo com as prescrições islâmicas: o animal deve ser abatido por um muçulmano adulto, com uma faca afiada, cortando a jugular e a carótida, e o sangue deve ser completamente drenado.

Para exportar carne halal para a Jordânia, o frigorífico brasileiro precisa:

Certificação halal reconhecida: A certificação deve ser emitida por uma entidade reconhecida pelo governo jordaniano. As principais certificadoras aceitas na Jordânia incluem a CDIAL Halal (Brasil), a FAMBRAS Halal, a Alimentos Halal e a World Halal Council. É fundamental que a certificadora tenha acordo de reconhecimento mútuo com as autoridades religiosas jordanianas.

Estabelecimento habilitado: O frigorífico brasileiro precisa constar da lista de estabelecimentos habilitados a exportar carne para a Jordânia, emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em articulação com as autoridades sanitárias jordanianas.

Certificado Sanitário Internacional: A carne deve ser acompanhada de Certificado Sanitário Internacional emitido pelo MAPA, atestando a inspeção sanitária e a conformidade com os requisitos jordanianos.

Rastreabilidade: A Jordânia exige sistemas de rastreabilidade que permitam identificar a origem do animal, seu histórico de saúde e o processo de abate. O sistema brasileiro SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina) atende a esse requisito.

Embalagem e rotulagem específicas: A carne deve ser embalada em materiais apropriados e rotulada com informações claras em árabe (e preferencialmente também em inglês), incluindo o nome do produto, país de origem, data de abate, data de validade, condições de conservação e o selo de certificação halal.

Café Brasileiro na Jordânia

A cultura do café é profundamente enraizada na sociedade jordaniana. O café árabe — preparado com grãos torrados levemente, cardamomo e açúcar — é uma tradição central da hospitalidade no Levante. Embora a Jordânia produza café em quantidades insignificantes, o país é um centro regional de processamento e reexportação de café, com torrefadores locais que abastecem o mercado doméstico e também o mercado iraquiano, sírio e palestino.

A Jordânia importa aproximadamente 25 mil toneladas de café verde por ano, com valor estimado de 80 milhões de dólares. Os principais fornecedores são Brasil, Colômbia, Vietnã, Indonésia e Etiópia. O café brasileiro — especialmente das regiões do Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana Paulista e Espírito Santo — é bem avaliado pelos torrefadores jordanianos por sua qualidade consistente, corpo equilibrado e notas de sabor variadas.

Oportunidades específicas para o café brasileiro na Jordânia:

Café verde para torrefação local: A maior parte do café importado pela Jordânia é em grão verde, processado por torrefadores locais como a Café Najjar, uma das mais tradicionais e respeitadas torrefações do mundo árabe, fundada em Jerusalém em 1940 e hoje com sede em Amã. A Café Najjar e outras torrefações jordanianas valorizam cafés de qualidade e estão abertas a novos fornecedores.

Café torrado e moído: O café torrado e moído brasileiro — incluindo café solúvel e café em cápsulas — tem potencial no mercado varejista jordaniano, especialmente em supermercados de alto padrão e lojas de produtos importados em Amã.

Cafés especiais: A demanda por cafés especiais de origem única está crescendo entre a classe média alta jordaniana e os expatriados em Amã. Cafeterias especializadas em Amã — como a Turtle Green Coffee, a Buna House e outras — buscam grãos especiais brasileiros com certificações de origem, sustentabilidade e qualidade.

Para exportar café para a Jordânia, o exportador brasileiro precisa:

  • Classificação correta no NCM (0901.11 para café verde, 0901.21 para café torrido, 2101.11 para café solúvel)
  • Certificado Fitossanitário emitido pelo MAPA
  • Certificado de Origem (para aproveitar preferências tarifárias da GAFTA)
  • Análise de resíduos de pesticidas em conformidade com os limites máximos da Jordânia
  • Rotulagem em árabe ou bilíngue (árabe/inglês) para produtos destinados ao varejo

A tarifa de importação para café verde na Jordânia é de 0% para países da GAFTA (Grande Zona Árabe de Livre Comércio) — e o Brasil não é membro da GAFTA. No entanto, a tarifa aplicada ao café verde brasileiro é de aproximadamente 5%, o que é competitivo. Para café torrado e café solúvel, as tarifas podem chegar a 10-15%.

Frutas Brasileiras

A Jordânia importa uma quantidade significativa de frutas frescas e secas para atender seu mercado consumidor e também o mercado hoteleiro e de restaurantes, especialmente em Amã e nos resorts do Mar Morto e de Aqaba. As frutas brasileiras com maior potencial no mercado jordaniano incluem:

Manga: A manga brasileira — especialmente as variedades Tommy Atkins, Palmer e Kent — tem boa aceitação no mercado jordaniano. A safra brasileira (de agosto a fevereiro) se complementa bem com a safra paquistanesa e indiana (de maio a agosto), permitindo oferta durante todo o ano.

Melão: O melão brasileiro (do Rio Grande do Norte e Ceará) é competitivo em qualidade e preço no mercado jordaniano. O melão amarelo e o melão Gália são os mais consumidos.

Maracujá: O suco de maracujá e a polpa congelada são produtos com demanda crescente no setor de food service jordaniano, especialmente para sucos naturais e coquetéis em hotéis e restaurantes.

Açaí e superfrutas: O açaí brasileiro em polpa congelada tem potencial no mercado health food jordaniano, que está em expansão. Outras superfrutas brasileiras como o cupuaçu, a graviola e o camu-camu podem encontrar nichos em lojas de produtos naturais e em redes de supermercado premium.

Frutas secas e desidratadas: A Jordânia importa frutas secas (uvas passas, damascos, ameixas, figos) em grandes volumes. O Brasil pode competir com frutas secas tropicais como manga desidratada, banana passada e coco seco.

Máquinas e Equipamentos

A Jordânia importa máquinas e equipamentos para seus setores industrial, agrícola, de construção, de mineração e de serviços. O Brasil possui uma indústria de máquinas e equipamentos robusta e diversificada, com vantagens competitivas em várias categorias:

Máquinas agrícolas: A Jordânia possui um setor agrícola relevante (azeitonas, tomates, pepinos, frutas cítricas, bananas, vegetais), que demanda tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação (gotejamento, pivô central), pulverizadores, arados, grades e outros implementos. A agricultura jordaniana é altamente tecnificada e busca equipamentos eficientes e com boa relação custo-benefício. Tratores brasileiros das marcas Massey Ferguson, Valtra, New Holland e John Deere (fabricados no Brasil) já são conhecidos no mercado.

Máquinas para construção civil: Escavadeiras, retroescavadeiras, pás carregadeiras, motoniveladoras, tratores de esteira, rolos compactadores, caminhões basculantes, betoneiras e equipamentos de perfuração são demandados pelos setores de construção civil e infraestrutura jordanianos.

Máquinas para processamento de alimentos: A indústria de alimentos jordaniana — que processa laticínios, carnes, vegetais, frutas, grãos e óleos — demanda equipamentos para processamento, embalagem, refrigeração e armazenagem. O Brasil possui fabricantes de classe mundial de equipamentos para a indústria de alimentos.

Máquinas para mineração: Britadores, moinhos, correias transportadoras, bombas, sistemas de bombeamento, equipamentos de separação e classificação, e equipamentos de perfuração são demandados pela indústria de mineração de fosfatos e potássio.

Materiais de Construção

O setor de construção civil jordaniano está em expansão, impulsionado pelo crescimento populacional, pela urbanização, pelo turismo e pelos investimentos em infraestrutura. O Brasil pode exportar para a Jordânia:

Aço para construção civil: Vergalhões, perfis estruturais, telhas metálicas, tubos e conexões de aço. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de aço e pode competir com fornecedores tradicionais como Turquia, China e Ucrânia.

Cimento: O Brasil exporta cimento para diversos mercados e pode ofertar a preços competitivos, especialmente considerando as vantagens logísticas via Porto de Aqaba.

Madeira para construção: O Brasil possui florestas plantadas certificadas (Pinus e Eucalyptus) que produzem madeira para construção civil, incluindo vigas, pilares, tábuas, compensados, chapas OSB, e madeira tratada para uso estrutural.

Mármore e granito: O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de mármore e granito, com variedades como o Branco Dallas, o Verde Ubatuba, o Preto São Gabriel e o Granito Santa Cecília. Essas pedras naturais são valorizadas na construção civil e no design de interiores jordaniano.

Esquadrias de alumínio: A indústria brasileira de esquadrias de alumínio para construção civil (janelas, portas, fachadas-cortina) é competitiva e pode atender ao mercado jordaniano.

Louças e metais sanitários: O Brasil possui uma indústria de louças sanitárias (Deca, Celite, Roca Brasil) e metais sanitários (Docol, Dois Irmãos, Fabrimar) que exporta para diversos países e pode atender ao mercado jordaniano.

Acordos Comerciais e Tarifas

A Jordânia possui uma rede de acordos comerciais que facilitam o acesso ao seu mercado:

Grande Zona Árabe de Livre Comércio (GAFTA): A Jordânia é membro da GAFTA, que estabelece tarifa zero para produtos comercializados entre os 22 países árabes membros. Para o Brasil, isso significa que produtos brasileiros competem em condições desiguais com produtos árabes, que têm tarifa zero. No entanto, a tarifa média aplicada pela Jordânia a produtos brasileiros é relativamente baixa, entre 5% e 15%, o que ainda permite competitividade.

Acordo de Livre Comércio Jordânia-Estados Unidos (JUSFTA): Em vigor desde 2001, o acordo elimina tarifas para a maioria dos produtos comercializados entre os dois países. Esse acordo torna a Jordânia uma plataforma atraente para empresas americanas e para exportadores que utilizam componentes americanos.

Acordo de Associação Jordânia-União Europeia: A Jordânia possui um acordo de associação com a União Europeia, com regras de origem preferenciais que permitem que produtos jordanianos entrem na UE com tarifas reduzidas. Isso pode ser relevante para empresas brasileiras que desejam utilizar a Jordânia como plataforma de processamento e reexportação para o mercado europeu.

Acordo de Livre Comércio Jordânia-Canadá: Assinado em 2022 e em vigor desde 2024, o acordo elimina tarifas para a maioria dos produtos comercializados entre os dois países.

Acordo de Livre Comércio Jordânia-Cingapura: A Jordânia também possui acordo de livre comércio com Cingapura, ampliando seu acesso a mercados asiáticos.

Para o Brasil, as principais tarifas de importação aplicadas pela Jordânia são:

Produto Tarifa Estimada
Café verde 5%
Café torrado/moído 10%
Carnes bovinas congeladas 10-15%
Frutas frescas (manga, melão) 5-10% (sazonal)
Máquinas e equipamentos 0-15%
Aço e materiais de construção 10-20%
Produtos farmacêuticos 0-5%
Fertilizantes 0-5%

É importante consultar a Tabela Tarifária da Jordânia (disponível no site da Alfândega Jordaniana) para verificar as alíquotas exatas aplicáveis a cada código NCM/SH.

Certificações e Requisitos Regulatórios

Para exportar para a Jordânia, o exportador brasileiro precisa atender a uma série de requisitos regulatórios e documentais:

Certificação Halal: Para carnes, derivados de carne, alimentos processados que contenham ingredientes de origem animal, laticínios, gelatinas e outros produtos de origem animal, a certificação halal é obrigatória. A certificação deve ser emitida por entidade reconhecida pelo governo jordaniano.

Certificado Fitossanitário: Frutas frescas, vegetais, grãos, sementes, plantas e produtos de origem vegetal precisam de Certificado Fitossanitário emitido pelo MAPA.

Certificado Sanitário Internacional: Carnes, laticínios, ovos, mel, pescados e produtos de origem animal precisam de Certificado Sanitário Internacional emitido pelo MAPA.

Registro de Alimentos na JFDA: Alimentos processados, bebidas, suplementos alimentares e produtos para saúde precisam ser registrados na Jordan Food and Drug Administration (JFDA) antes da importação. O registro envolve a submissão de documentação técnica, análise de rótulos, testes laboratoriais e pagamento de taxas.

Registro de Medicamentos na JFDA: Insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos para saúde precisam de registro na JFDA, com documentação técnica completa incluindo dados de qualidade, segurança e eficácia.

Marcação CE ou equivalente: Produtos elétricos, eletrônicos, máquinas e equipamentos precisam atender aos padrões técnicos jordanianos, que geralmente seguem as normas internacionais (ISO, IEC) ou europeias (CE). A Jordânia adota o sistema de marcação CE para muitos produtos industriais.

Rotulagem em Árabe: Todos os produtos destinados ao consumidor final na Jordânia devem ter rótulos em árabe (ou bilíngues, árabe e inglês), com informações claras sobre o produto, ingredientes, data de fabricação, data de validade, país de origem e dados do importador.

Certificado de Origem: Para aproveitar preferências tarifárias (se aplicável) ou para cumprir exigências aduaneiras, o exportador brasileiro precisa emitir o Certificado de Origem, que pode ser emitido por entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ou as juntas comerciais estaduais.

Conformidade com padrões fitossanitários: A Jordânia possui requisitos fitossanitários rigorosos para produtos agrícolas, incluindo limites máximos de resíduos (LMR) de pesticidas, tratamentos de quarentena (fumigação, tratamento a frio) e inspeções na origem e no destino.

Logística e Transporte

A rota logística mais comum para exportar do Brasil para a Jordânia é via marítima:

Porto de origem no Brasil: Santos, Paranaguá, Rio Grande, Salvador, Suape ou Fortaleza, dependendo da localização do exportador e do produto.

Rota marítima: Do Brasil, as mercadorias seguem para um porto hub no Mediterrâneo (Pireus, Grécia; Gioia Tauro, Itália; Algeciras, Espanha) ou no Golfo (Jebel Ali, Dubai) e fazem transbordo para Aqaba. Algumas linhas oferecem conexão direta via Canal de Suez com transbordo em portos do Mar Vermelho.

Tempo de trânsito: 20 a 30 dias, dependendo da rota e do número de transbordos.

Documentação: Fatura Comercial (Commercial Invoice), Packing List, Conhecimento de Embarque (Bill of Lading), Certificado de Origem, Certificado Fitossanitário, Certificado Sanitário, Certificado Halal e demais documentos exigidos pelo importador e pela alfândega jordaniana.

Incoterms recomendados: CIF (Cost, Insurance and Freight) e CFR (Cost and Freight) são os Incoterms mais comuns para exportações brasileiras para a Jordânia, pois o exportador contrata e paga o frete marítimo até o Porto de Aqaba.

Seguro de carga: Recomenda-se a contratação de seguro de carga internacional (Instituto Cargo Cláusulas A, B ou C) para cobrir riscos de avaria, extravio, furto e danos durante o transporte.

Para alimentar a cadeia hoteleira e de restaurantes jordaniana — que atende milhões de turistas todos os anos —, o exportador brasileiro de alimentos precisa considerar:

  • Prazo de validade adequado (mínimo 6 meses restantes na chegada)
  • Embalagem apropriada para transporte marítimo
  • Controle de temperatura na cadeia do frio (para carnes, frutas frescas, laticínios)
  • Programação de embarques com antecedência de 2 a 3 meses

Como a TRADEXA Pode Acelerar Suas Exportações para a Jordânia

Exportar para a Jordânia — e utilizar sua posição estratégica no Levante para acessar o Iraque e a Cisjordânia — exige planejamento, conhecimento e acesso a informações precisas e atualizadas. A TRADEXA é a plataforma de inteligência para comércio exterior brasileiro que oferece as ferramentas e os dados necessários para transformar a complexidade do mercado jordaniano em oportunidades concretas de negócio.

Classificador NCM com Inteligência Artificial: O ponto de partida para qualquer exportação é a classificação correta do produto no NCM e sua correspondência no sistema tarifário jordaniano. O classificador com inteligência artificial da TRADEXA permite que o exportador insira a descrição de seu produto e obtenha a classificação correta, a alíquota de importação na Jordânia e os requisitos regulatórios aplicáveis.

Tarifário Global: A TRADEXA cobre todos os países do Oriente Médio, incluindo a Jordânia, com informações completas sobre tarifas de importação, IVA (padrão de 16%, com alíquotas reduzidas para alimentos e medicamentos), regras de origem, cotas tarifárias e medidas não tarifárias.

Diretório de Importadores: Com mais de 3,8 milhões de empresas cadastradas globalmente, o diretório de importadores da TRADEXA permite filtrar compradores jordanianos por código NCM, setor de atuação, volume de importação e frequência de compra. O exportador pode identificar rapidamente quais empresas jordanianas estão importando os produtos que ele oferece e de quais países concorrentes.

Smart Rank: A ferramenta de inteligência de mercado da TRADEXA classifica países e setores de acordo com seu potencial para exportadores brasileiros. Para o mercado jordaniano, o Smart Rank pode identificar quais setores — farmacêutico, têxtil, fertilizantes, alimentos, máquinas ou construção civil — têm maior potencial de crescimento e quais produtos brasileiros têm vantagem competitiva.

Mapa de Frete Marítimo: A TRADEXA oferece um mapa interativo das principais rotas marítimas do Brasil para Aqaba e para outros portos do Mar Vermelho, com informações sobre tempo de trânsito, fretes estimados, frequência de navios e os principais armadores que operam em cada rota.

Painéis de Trade Intelligence: Os painéis da TRADEXA oferecem análises aprofundadas sobre o comércio bilateral Brasil-Jordânia, incluindo a evolução das exportações brasileiras para o país por produto, participação de mercado dos concorrentes, tendências de preço, sazonalidade das importações e oportunidades de crescimento em cada setor.

Exportar para a Jordânia é uma decisão estratégica que pode abrir portas não apenas para o mercado jordaniano, mas para todo o Levante — Iraque, Cisjordânia e Síria. Com uma economia estável, uma localização geográfica privilegiada, uma zona franca de classe mundial em Aqaba, um porto hub regional, setores industriais competitivos (farmacêutico, têxtil, fertilizantes) e uma demanda consistente por alimentos halal, café, frutas, máquinas e materiais de construção, a Jordânia oferece oportunidades reais para o exportador brasileiro que se prepara adequadamente.

Acesse tradexa.com.br e descubra como a TRADEXA pode ajudar sua empresa a exportar para a Jordânia e conquistar novos mercados no Oriente Médio.