A Indústria Brasileira de Sabões, Sabonetes e Produtos de Higiene Pessoal
O Brasil é um dos maiores mercados de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, ocupando consistentemente a quarta posição global, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o setor movimenta mais de R$ 120 bilhões anualmente e é um dos que mais cresce na economia brasileira. Mas o que muitos empresários brasileiros ainda não perceberam é que este potencial não se limita ao mercado doméstico — há um mundo inteiro esperando por produtos brasileiros de higiene pessoal.
Este artigo é um roteiro completo para empresas brasileiras que desejam exportar sabões, sabonetes, shampoos, condicionadores, desodorantes, pastas de dente e outros produtos de higiene pessoal. Vamos abordar desde a classificação NCM e as certificações exigidas pela ANVISA e INMETRO até as oportunidades em cada continente, as vantagens competitivas do Brasil e as ferramentas de inteligência comercial que podem acelerar sua entrada no mercado global.
Panorama do Setor de Higiene Pessoal no Brasil
A indústria brasileira de higiene pessoal é reconhecida mundialmente pela qualidade, inovação e diversidade de seus produtos. O país desenvolveu uma expertise única na formulação de produtos que atendem às necessidades específicas de consumidores em climas tropicais, com ingredientes naturais da biodiversidade brasileira e tecnologias avançadas de proteção solar, hidratação e limpeza suave.
Entre as empresas que dominam o mercado brasileiro e têm potencial exportador, destacam-se gigantes multinacionais e marcas nacionais icônicas. A Unilever Brasil é um dos maiores players do setor, com marcas como Dove, Lux, Rexona, Axe, Seda, TRESemmé, Close-Up e Lifebuoy — praticamente um portfólio completo de produtos de higiene pessoal que são referência global. A Procter & Gamble Brasil opera com marcas igualmente fortes como Pantene, Head & Shoulders, Gillette, Oral-B, Vick e Secret, dominando os segmentos de cuidados com os cabelos, barbearia e higiene bucal.
A Natura, fundada em 1969, é talvez a mais brasileira das grandes marcas do setor. Reconhecida internacionalmente por seu compromisso com a sustentabilidade, o uso de ingredientes da biodiversidade amazônica e a inovação em cosméticos naturais, a Natura é um case de sucesso exportador que serve de inspiração para empresas de todos os portes. A marca está presente em mais de 10 países da América Latina e França, e seus produtos são aspiracionais em mercados sofisticados.
A Granado, fundada em 1870 no Rio de Janeiro, é a mais antiga farmácia de manipulação do Brasil e uma das marcas mais tradicionais do setor. Seus sabonetes, águas de colônia e produtos de cuidado pessoal são sinônimo de qualidade e tradição, com uma presença crescente no mercado internacional, especialmente em Portugal, França e Reino Unido. A Phebo, outra marca centenária fundada em 1930 em Belém do Pará, é conhecida por seus sabonetes artesanais com fragrâncias inspiradas na flora amazônica, que conquistaram consumidores exigentes ao redor do mundo.
Além destas, há dezenas de marcas brasileiras de médio porte que estão conquistando espaço no exterior, como a O Boticário (embora mais focada em perfumaria, tem linha de sabonetes e produtos de banho), a L'Occitane au Brésil (que exporta produtos com ingredientes brasileiros), a Simple Organic, a Sallve, a Creamy, a Ana Hickmann, entre muitas outras que mostram que o Brasil tem capacidade de competir em todos os segmentos de higiene pessoal.
Classificação NCM para Sabões, Sabonetes e Produtos de Higiene
A classificação NCM correta é o ponto de partida para qualquer exportação bem-sucedida. No setor de higiene pessoal, os principais códigos estão concentrados nos capítulos 33 e 34 da Nomenclatura Comum do Mercosul.
O Capítulo 34 abrange sabões, agentes orgânicos de superfície, preparações para lavagem, preparações lubrificantes, ceras artificiais, ceras preparadas, produtos de conservação e limpeza, velas e artigos semelhantes. Dentro deste capítulo, o código mais relevante para nosso setor é o NCM 3401.
O NCM 3401 cobre sabões, produtos e preparações orgânicos tensoativos para uso como sabão, em barras, pedaços, figuras moldadas ou em embalagens para venda a retalho, além de papel, pastas, feltros e falsos tecidos, impregnados, revestidos ou recobertos de sabão ou de detergente. Este código abrange desde os tradicionais sabões em barra para lavar roupas até os sofisticados sabonetes artesanais, sabonetes líquidos, sabonetes esfoliantes e sabonetes com ativos hidratantes.
Dentro do NCM 3401, existem subdivisões importantes. O NCM 3401.11 refere-se a sabões de toucador (sabonetes para higiene pessoal), incluindo os medicamentosos (como os sabonetes antissépticos e antibacterianos). O NCM 3401.19 abrange os demais sabões, como sabões multiuso, sabões para lavar roupas e sabões industriais. Já o NCM 3401.20 cobre sabões em flocos, palhetas, grânulos ou pós, e o NCM 3401.30 trata de preparações tensoativas orgânicas e preparações para lavagem da pele, em líquido ou creme, acondicionadas para venda a retalho (os chamados sabonetes líquidos e géis de banho).
O Capítulo 33 abrange óleos essenciais e resinoides, preparações de perfumaria, de toucador e de cosméticos. Aqui encontramos os códigos para shampoos, condicionadores, desodorantes, pastas de dente e outros produtos de higiene pessoal.
O NCM 3305 é o código para preparações capilares. Este código se subdivide em NCM 3305.10 (shampoos), NCM 3305.20 (preparações para ondulação ou alisamento dos cabelos), NCM 3305.30 (laquês para o cabelo) e NCM 3305.90 (outras preparações capilares, incluindo condicionadores, máscaras capilares, óleos e leave-in). Os shampoos e condicionadores brasileiros são particularmente apreciados internacionalmente por suas formulações que combinam tecnologia de ponta com ingredientes naturais como óleo de coco, manteiga de karité, babosa e óleo de argan.
O NCM 3306 abrange preparações para higiene bucal ou dentária. Dentro deste código, o NCM 3306.10 são os dentifrícios (pastas de dente e pós dentifrícios), o NCM 3306.20 são os fios dentais e o NCM 3306.90 são outros produtos para higiene bucal, como enxaguantes bucais e sprays para hálito. O Brasil produz pastas de dente de alta qualidade com ingredientes ativos como flúor, xilitol, carvão ativado e extratos naturais de própolis e cravo-da-índia.
O NCM 3307 abrange preparações para barbear (antes, durante ou após), desodorantes corporais, preparações para banho, depilatórios, outros produtos de perfumaria e toucador e outros cosméticos. Este é um código particularmente importante para as exportações brasileiras, especialmente o NCM 3307.20 (desodorantes corporais e antiperspirantes). O Brasil é um dos maiores consumidores de desodorantes do mundo devido ao clima tropical, e a indústria brasileira desenvolveu formulações de alta performance que são muito procuradas em mercados com condições climáticas semelhantes.
A classificação correta dentro destes códigos NCM pode ser desafiadora devido à complexidade das formulações dos produtos de higiene pessoal. Um mesmo produto pode conter ingredientes que o enquadrariam em diferentes classificações, dependendo da função primária e da composição. Por exemplo, um sabonete líquido com propriedades antissépticas pode ser classificado como 3401.30 (sabonete líquido) ou como 3307.90 (outros cosméticos), dependendo da concentração do ativo antisséptico e da finalidade declarada.
A TRADEXA oferece um classificador NCM baseado em inteligência artificial que simplifica este processo. Ao descrever detalhadamente seu produto — incluindo composição, finalidade, modo de uso e ingredientes ativos — a plataforma sugere a classificação mais adequada, reduzindo o risco de erros que poderiam resultar em multas, retenção de cargas ou perda de vantagens tarifárias.
Certificações e Registros: ANVISA, INMETRO e GMP
A exportação de produtos de higiene pessoal está sujeita a rigorosos controles regulatórios, tanto no Brasil quanto nos países importadores. A conformidade com estas exigências não é opcional — é requisito fundamental para acessar mercados internacionais.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão regulador responsável pelo registro e controle de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 216/2006 estabelece os requisitos para o registro simplificado de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A ANVISA classifica os produtos em três graus de risco: Grau 1 (risco baixo, como sabonetes e shampoos básicos), Grau 2 (risco potencial, como protetores solares e anticaspa) e Grau 3 (risco elevado, como produtos injetáveis ou com medicamentos).
Para produtos de Grau 1, o registro é simplificado e pode ser feito por meio de notificação eletrônica. Para produtos de Grau 2, é necessário registro completo com apresentação de estudos de eficácia e segurança. Para exportação, é essencial que todos os produtos estejam devidamente regularizados junto à ANVISA, independentemente do grau de risco.
A certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF ou GMP, do inglês Good Manufacturing Practices) é obrigatória para fabricantes de produtos de higiene pessoal e cosméticos. A RDC nº 48/2013 estabelece os requisitos de BPF para o setor. A certificação GMP é um requisito básico para exportar para praticamente qualquer mercado desenvolvido, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Japão e muitos outros países.
O INMETRO também tem papel relevante na certificação de alguns produtos de higiene pessoal. Por exemplo, pastas de dente com flúor devem atender aos requisitos da Portaria INMETRO nº 124/2008, que estabelece limites para o teor de flúor e outros requisitos de qualidade e segurança. Produtos como desodorantes aerossóis devem atender aos requisitos de segurança para embalagens pressurizadas.
Para mercados internacionais, as exigências variam. A União Europeia exige conformidade com o Regulamento (CE) nº 1223/2009, que estabelece regras rigorosas para a segurança de cosméticos, incluindo a criação de um dossiê de informações do produto, avaliação de segurança por profissional qualificado e notificação através do portal CPNP (Cosmetic Products Notification Portal). Os Estados Unidos regulam cosméticos através da FDA (Food and Drug Administration) sob a Federal Food, Drug, and Cosmetic Act. Embora o registro de cosméticos não seja obrigatório nos EUA, a FDA tem autoridade para regular a segurança dos produtos e pode exigir recall de produtos inseguros.
A China possui um dos sistemas regulatórios mais rigorosos do mundo, exigindo registro de cosméticos junto à National Medical Products Administration (NMPA), incluindo testes em animais para muitos produtos (embora esta exigência esteja sendo gradualmente eliminada). Países da América Latina como Argentina, Chile, Colômbia e México têm suas próprias agências reguladoras, cada uma com requisitos específicos.
Para navegar este labirinto regulatório, a TRADEXA oferece informações detalhadas sobre os requisitos de cada país importador, ajudando o exportador a identificar quais certificações são necessárias e como obtê-las de forma eficiente.
Mercados Internacionais e Oportunidades
América Latina: Mercado Natural e Estratégico
A América Latina é o destino mais natural para as exportações brasileiras de produtos de higiene pessoal. A proximidade geográfica, a afinidade cultural e os acordos comerciais do Mercosul facilitam o acesso aos mercados da região.
A Argentina é o segundo maior mercado de cosméticos da América Latina e um parceiro comercial histórico do Brasil. O consumidor argentino valoriza produtos de qualidade e tem boa receptividade às marcas brasileiras. No entanto, as oscilações econômicas e as barreiras não tarifárias exigem atenção e flexibilidade.
O Chile, com sua economia estável e acordos de livre comércio com mais de 60 países, é um mercado estratégico para empresas brasileiras que desejam testar produtos no exterior. O Chile importa uma quantidade significativa de sabonetes, shampoos e desodorantes, e tem consumidores exigentes que valorizam produtos com ingredientes naturais e sustentáveis.
A Colômbia é outro mercado de destaque, com uma indústria cosmética local forte, mas com espaço para produtos importados de qualidade. O Peru, com seu crescimento econômico sustentado, e o Equador completam o quadro de oportunidades na região andina.
O México merece atenção especial. É o segundo maior mercado de cosméticos da América Latina (atrás apenas do Brasil) e um dos maiores do mundo. A indústria cosmética mexicana é desenvolvida, mas há espaço para produtos importados em segmentos premium e de nicho.
África: Oportunidade Histórica e Cultural
A África representa uma fronteira de expansão natural para as exportações brasileiras de higiene pessoal. O continente tem uma população jovem e crescente, urbanização acelerada e uma classe média emergente que consome cada vez mais produtos de higiene pessoal.
Angola e Moçambique, países de língua portuguesa, são as portas de entrada mais naturais para as empresas brasileiras. A familiaridade com a língua, a cultura e os hábitos de consumo facilita a entrada nestes mercados. Os consumidores angolanos e moçambicanos conhecem e confiam nas marcas brasileiras, o que representa uma vantagem competitiva significativa.
A África do Sul é o mercado mais desenvolvido do continente, com uma indústria cosmética e de higiene pessoal sofisticada. O país importa produtos especializados e de luxo, e as marcas brasileiras com posicionamento premium podem encontrar oportunidades interessantes.
A Nigéria, com sua população de mais de 220 milhões de habitantes, é um mercado de escala continental. Embora apresente desafios de infraestrutura, distribuição e logística, o potencial é imenso. Produtos brasileiros de qualidade a preços competitivos podem conquistar uma fatia significativa deste mercado.
Portugal: A Porta de Entrada para a Europa
Portugal é um mercado estratégico para as exportações brasileiras de higiene pessoal. Além dos laços históricos e linguísticos, Portugal serve como porta de entrada para o mercado europeu, com acesso privilegiado a consumidores de todo o continente.
O consumidor português conhece bem as marcas brasileiras e as associa a qualidade, inovação e exotismo. Sabonetes artesanais com ingredientes amazônicos, shampoos com óleos brasileiros e desodorantes com fragrâncias tropicais têm boa aceitação no mercado português.
Além disso, Portugal oferece vantagens logísticas para a distribuição na Europa, com portos eficientes e conexões para todo o continente. Empresas brasileiras podem estabelecer centros de distribuição em Portugal para atender todo o mercado europeu de forma mais eficiente.
Estados Unidos: O Maior Mercado do Mundo
Os Estados Unidos são o maior mercado de cosméticos e higiene pessoal do mundo, com consumo anual superior a US$ 90 bilhões. O mercado americano é extremamente competitivo, mas oferece oportunidades para produtos brasileiros em segmentos específicos.
O Brasil é reconhecido nos EUA como origem de ingredientes naturais e exóticos, como óleo de coco, manteiga de karité, óleo de buriti, óleo de açaí e extrato de própolis verde. Produtos que destacam estes ingredientes brasileiros têm boa aceitação entre consumidores americanos que buscam alternativas naturais e sustentáveis.
O segmento de sabonetes artesanais e naturais é particularmente promissor. O mercado americano de sabonetes artesanais cresce a taxas de dois dígitos anualmente, impulsionado pela demanda por produtos livres de químicos agressivos, sustentáveis e com ingredientes naturais.
Vantagens Competitivas do Brasil no Setor de Higiene Pessoal
A biodiversidade brasileira é a maior vantagem competitiva do país no setor de higiene pessoal. O Brasil possui a maior flora do mundo, com uma variedade de plantas, frutos e sementes que podem ser utilizados na formulação de produtos inovadores e sustentáveis.
Ingredientes como o óleo de coco babão, a manteiga de cupuaçu, o óleo de buriti (rico em carotenoides e vitamina A), o óleo de pracaxi (rico em ácido oleico e beênico), a castanha-do-pará (fonte de selênio), o açaí (antioxidante), a andiroba (anti-inflamatória) e a copaíba (cicatrizante) são apenas alguns exemplos dos ativos naturais que o Brasil oferece para a indústria cosmética global.
A expertise em formulações tropicais é outra vantagem importante. O Brasil desenvolveu produtos que funcionam bem em condições de calor, umidade e exposição solar intensa. Protetores solares resistentes à água e ao suor, desodorantes de alta performance, shampoos que protegem os cabelos do sol e do cloro, e hidratantes leves que não obstruem os poros são produtos nos quais a indústria brasileira é referência.
A sustentabilidade é um diferencial cada vez mais valorizado. A Natura é reconhecida globalmente como uma das empresas mais sustentáveis do mundo, com práticas que incluem o uso sustentável da biodiversidade amazônica, embalagens recicláveis e programas de desenvolvimento social. Empresas brasileiras de todos os portes estão adotando práticas sustentáveis que são valorizadas pelos consumidores internacionais.
A inovação tecnológica é outro ponto forte. O Brasil investe em pesquisa e desenvolvimento de novas formulações, princípios ativos e tecnologias de entrega. A indústria brasileira de higiene pessoal está na vanguarda em áreas como nanotecnologia aplicada a cosméticos, cosmetologia natural e orgânica, e cosméticos multifuncionais.
Desafios Logísticos e Regulatórios
A exportação de produtos de higiene pessoal apresenta desafios específicos que precisam ser gerenciados. A logística de produtos cosméticos envolve cuidados com temperatura, umidade e prazo de validade. Muitos produtos têm validade limitada e exigem condições especiais de armazenamento e transporte.
As embalagens são um ponto crítico. Produtos de higiene pessoal geralmente são vendidos em embalagens de plástico, vidro ou alumínio, que são volumosas e frágeis. O custo do frete pode ser significativo, especialmente para produtos de baixo valor agregado. A escolha da embalagem adequada para exportação deve considerar não apenas a proteção do produto, mas também o peso e o volume para otimizar os custos logísticos.
A documentação é outro desafio. Além da documentação padrão de exportação (fatura comercial, packing list, conhecimento de embarque), produtos de higiene pessoal exigem documentos específicos como certificado de registro ANVISA, certificado GMP, FISPQ (para produtos que contenham ingredientes perigosos), certificado de origem (para aproveitamento de acordos comerciais) e, em alguns casos, certificados de análise laboratorial.
As barreiras não tarifárias são comuns no setor de higiene pessoal. Muitos países exigem que os produtos importados atendam a padrões específicos de rotulagem, incluindo a lista completa de ingredientes no idioma local, instruções de uso, advertências e informações do fabricante.
A TRADEXA fornece informações detalhadas sobre as barreiras não tarifárias de cada mercado, incluindo requisitos de rotulagem, documentação necessária e procedimentos alfandegários, permitindo que o exportador se prepare adequadamente para cada destino.
Regulamentação de Embalagens para Exportação
As embalagens de produtos de higiene pessoal destinados à exportação devem atender a requisitos específicos que variam de acordo com o país importador. A rotulagem é um dos aspectos mais críticos e deve incluir informações como nome do produto, marca, lista de ingredientes (INCI — International Nomenclature of Cosmetic Ingredients), quantidade líquida, data de fabricação e prazo de validade, lote, país de origem, instruções de uso, advertências e informações do fabricante ou importador.
Para a União Europeia, a rotulagem deve estar no idioma do país de destino e seguir o formato estabelecido pelo Regulamento (CE) nº 1223/2009. Nos Estados Unidos, a rotulagem deve seguir os requisitos da FDA, incluindo a lista de ingredientes em ordem decrescente de concentração. Em todos os casos, a lista de ingredientes deve utilizar a nomenclatura INCI, que é o padrão internacional reconhecido.
As embalagens primárias (que estão em contato direto com o produto) devem ser fabricadas com materiais aprovados para contato com cosméticos e não podem reagir com o produto ou liberar substâncias tóxicas. A ANVISA estabelece requisitos específicos para materiais de embalagem em contato com cosméticos através da RDC nº 52/2010.
Muitos países estão implementando regulamentações para reduzir o plástico de uso único e incentivar embalagens sustentáveis. A União Europeia, através da Diretiva de Plásticos de Uso Único (2019/904), estabelece metas de redução e reciclagem. Empresas brasileiras que adotam embalagens sustentáveis e recicláveis têm vantagem competitiva nestes mercados.
Como a TRADEXA Acelera suas Exportações
A TRADEXA é a plataforma de inteligência comercial mais completa para o exportador brasileiro de produtos de higiene pessoal. Com um conjunto integrado de ferramentas, a TRADEXA cobre todas as fases do processo exportador.
O classificador NCM com inteligência artificial é uma ferramenta essencial para evitar erros de classificação que podem custar caro. Descreva seu produto — seja um sabonete artesanal, um shampoo anticaspa ou um desodorante em aerossol — e a plataforma identifica a classificação NCM correta com alto grau de precisão.
A base de dados tarifários da TRADEXA cobre 31 países, incluindo todos os principais mercados para produtos de higiene pessoal. Consulte as alíquotas de importação aplicáveis, identifique acordos comerciais que reduzem tarifas e calcule o custo total de exportação para cada destino.
O diretório de importadores com mais de 3,8 milhões de empresas permite identificar compradores potenciais em todo o mundo. Filtre por produto NCM 3401, por país, por volume de importação e encontre leads qualificados para sua prospecção comercial.
Os painéis de inteligência comercial oferecem visualizações interativas dos fluxos comerciais globais de sabões, sabonetes, shampoos e desodorantes. Identifique tendências de mercado, sazonalidade, preços médios, principais concorrentes e oportunidades emergentes em cada região.
Para o setor de higiene pessoal, a TRADEXA oferece insights específicos sobre demanda por produtos naturais e orgânicos, requisitos regulatórios de cada mercado, tendências de consumo e oportunidades em nichos como sabonetes veganos, produtos sem cruelty e cosméticos sustentáveis.
Estratégias para o Sucesso Exportador
Com base em tudo que foi apresentado, aqui estão as estratégias fundamentais para empresas brasileiras de sabões, sabonetes e produtos de higiene pessoal que desejam conquistar o mercado global.
A primeira estratégia é o uso de ingredientes brasileiros como diferencial competitivo. O mundo busca produtos com ingredientes naturais, exóticos e sustentáveis. O Brasil tem tudo isso em abundância. Destaque os ingredientes brasileiros em seus produtos e comunicados de marketing — eles são seu maior ativo.
A segunda estratégia é a segmentação por nicho. Em vez de tentar competir com as gigantes multinacionais em todos os segmentos, escolha nichos onde você pode se destacar. Sabonetes artesanais com ingredientes amazônicos, shampoos para cabelos crespos e cacheados (um segmento onde o Brasil tem expertise reconhecida), desodorantes naturais sem alumínio e pastas de dente com ingredientes brasileiros são exemplos de nichos promissores.
A terceira estratégia é o investimento em certificações internacionais. Certificações como GMP, ISO 22716 (cosméticos), selo orgânico (Ecocert, USDA Organic), selo vegano (The Vegan Society) e selo cruelty-free (Leaping Bunny) são ativos valiosos para acessar mercados exigentes.
A quarta estratégia é o uso de dados para orientar decisões. Utilize plataformas como a TRADEXA para mapear mercados, identificar compradores e analisar concorrência. Exportar com base em dados reduz riscos e aumenta as chances de sucesso.
A quinta estratégia é a adaptação cultural. Produtos e embalagens que funcionam no Brasil podem precisar de ajustes para outros mercados. Adapte fragrâncias, texturas, cores e posicionamento de acordo com as preferências locais. Invista em pesquisa de mercado para entender as necessidades e desejos dos consumidores em cada destino.
A sexta estratégia é construir uma presença digital forte. No mundo globalizado, sua empresa precisa ser encontrada online. Invista em um site profissional em português, inglês e espanhol, esteja presente em marketplaces internacionais (Amazon, Mercado Livre, Shopee) e utilize as redes sociais para construir sua marca global.
A sétima estratégia é a formação de parcerias estratégicas. Distribuidores locais, representantes comerciais, brokers e joint ventures são fundamentais para superar barreiras culturais, regulatórias e logísticas. Escolha seus parceiros com cuidado e invista no relacionamento.
Conclusão
O Brasil tem todas as condições para ser um player global relevante no setor de sabões, sabonetes e produtos de higiene pessoal. Nossa biodiversidade, nossa expertise em formulações tropicais, nossa capacidade de inovação e a qualidade reconhecida de nossos produtos são ativos inestimáveis no mercado internacional.
A demanda global por produtos de higiene pessoal continua crescendo, impulsionada pelo aumento da renda em países emergentes, pela conscientização sobre higiene e saúde, e pela busca por produtos naturais, sustentáveis e éticos. O Brasil está perfeitamente posicionado para atender a esta demanda.
No entanto, o sucesso exportador não acontece por acaso. Exige preparo, informação, estratégia e as ferramentas certas. A TRADEXA foi criada para ser a parceira de inteligência comercial do exportador brasileiro, oferecendo dados atualizados, análises precisas e ferramentas que transformam informação em vantagem competitiva.
Se você é fabricante de sabonetes artesanais, shampoos naturais, desodorantes ou qualquer produto de higiene pessoal, o mercado global está ao seu alcance. Com planejamento, qualidade e o suporte da inteligência comercial da TRADEXA, sua empresa pode conquistar clientes em todos os continentes.
O mundo precisa de produtos de higiene pessoal de qualidade, sustentáveis e inovadores. O Brasil pode — e deve — liderar esta revolução. A hora de exportar é agora.