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27 de junho de 202616 min

Exportação de Pisos e Revestimentos Cerâmicos do Brasil

Guia completo da exportação de pisos e revestimentos cerâmicos: polos produtores (Santa Gertrudes/SP, Criciúma/SC), tipos (porcelanato, semi-grês), classificação NCM, certificações, logística e mercados compradores (EUA, América Latina).

Introdução

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de pisos e revestimentos cerâmicos. Com uma indústria moderna, capacidade produtiva instalada de mais de 1 bilhão de metros quadrados por ano e presença em mais de 120 mercados, o setor cerâmico brasileiro é referência global em qualidade, design e inovação. Para profissionais de comércio exterior, compreender as particularidades da exportação de pisos e revestimentos cerâmicos é essencial para aproveitar as oportunidades que este segmento oferece.

Este guia completo aborda todos os aspectos relevantes para a exportação de pisos e revestimentos cerâmicos do Brasil: desde os principais polos produtores e tipos de produtos até a classificação NCM, certificações exigidas, logística de transporte, mercados compradores e o panorama atual do setor. Se você é exportador, agente de carga, consultor de comércio exterior ou empresário do setor de construção civil, este conteúdo foi elaborado para fornecer informações práticas e atualizadas.

Panorama do Setor Cerâmico Brasileiro

Produção Nacional

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de produção de revestimentos cerâmicos, atrás apenas da China. O setor é composto por aproximadamente 70 empresas, distribuídas em seis polos produtores principais, que operam mais de 90 plantas industriais. A capacidade instalada supera 1,1 bilhão de metros quadrados anuais, com produção efetiva em torno de 900 milhões de metros quadrados.

A indústria cerâmica brasileira se destaca pelo alto grau de automação, investimento contínuo em tecnologia e forte orientação para exportação. As empresas do setor investem regularmente em modernização de parques fabris, novos designs e processos sustentáveis de produção.

Principais Polos Produtores

Santa Gertrudes (SP)

O polo de Santa Gertrudes, no interior do estado de São Paulo, é o maior centro produtor de revestimentos cerâmicos do Brasil e um dos maiores do mundo. Responde por aproximadamente 60% da produção nacional de pisos e revestimentos. A região concentra mais de 30 empresas fabricantes, incluindo nomes como Portobello, Ceusa, Eliane, Incepa e Angelgrês.

O polo de Santa Gertrudes é caracterizado pela produção em massa de produtos de alto volume, com destaque para:

  • Porcelanatos técnicos e esmaltados;
  • Placas cerâmicas de grande formato;
  • Revestimentos esmaltados de alta resistência;
  • Pastilhas cerâmicas e produtos decorativos.

A localização estratégica, próxima aos portos de Santos (SP) e São Sebastião (SP), facilita a logística de exportação e reduz custos de transporte para os mercados internacionais.

Criciúma (SC)

O sul catarinense, com destaque para os municípios de Criciúma, Urussanga e Içara, é o segundo maior polo produtor do Brasil. A região responde por cerca de 25% da produção nacional, com forte especialização em produtos de maior valor agregado, como porcelanatos de alto padrão e revestimentos para fachadas e áreas externas.

Empresas como Cecrisa, Portobello (que também opera em Santa Gertrudes) e Elyon Cerâmica têm suas origens neste polo. A produção catarinense é reconhecida internacionalmente pela qualidade dos designs e pela inovação tecnológica.

Outros Polos

Além dos dois grandes polos, o Brasil conta com:

  • Mogi das Cruzes (SP) — produção de pisos rústicos e semigrês;
  • Pedreira (SP) — cerâmica vermelha e revestimentos rústicos;
  • João Pessoa (PB) — polo emergente com foco em exportação para Europa e África;
  • São Miguel do Guamá (PA) — produção voltada ao mercado regional nordestino.

Tipos de Pisos e Revestimentos Cerâmicos

A classificação dos produtos cerâmicos para exportação considera diversos fatores: processo de fabricação, absorção de água, resistência mecânica, acabamento superficial e aplicação. Conhecer essas classificações é fundamental para a correta classificação NCM e para atender às exigências dos compradores internacionais.

Porcelanato

O porcelanato é o produto de maior valor agregado na indústria cerâmica brasileira. Fabricado por prensagem a seco com matérias-primas de alta pureza, é submetido a temperaturas de queima que ultrapassam 1.200°C, resultando em um produto de baixíssima porosidade (absorção de água inferior a 0,5%) e alta resistência mecânica.

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Os principais tipos de porcelanato exportados pelo Brasil são:

  • Porcelanato Técnico (ou retificado) — superfície lisa, sem esmaltação, com alta resistência a manchas e choques térmicos. Ideal para áreas comerciais de alto tráfego;
  • Porcelanato Esmaltado — recebe camada de esmalte antes da queima, permitindo maior variedade de acabamentos, cores e texturas. É o mais vendido no mercado internacional;
  • Porcelanato Polido — passa por processo de polimento mecânico após a queima, conferindo brilho intenso. Exige cuidados com manutenção;
  • Porcelanato Full Body — a cor e o design atravessam toda a espessura da peça, garantindo uniformidade mesmo em cortes e bisotados;
  • Porcelanato de Grande Formato — placas com dimensões superiores a 60x120 cm, utilizadas em fachadas, pisos industriais e projetos comerciais de alto padrão.

Semi-Grês

O semi-grês é um produto intermediário entre o grês e o porcelanato, com absorção de água entre 3% e 6%. É amplamente produzido no polo de Santa Gertrudes para atender mercados que demandam produtos de boa qualidade a preços competitivos. Principais características:

  • Resistência mecânica moderada (PEI 3 a 4);
  • Variedade de acabamentos (acetinado, natural, esmaltado);
  • Menor custo de produção em comparação ao porcelanato;
  • Aplicação recomendada para áreas residenciais de tráfego médio.

O semi-grês responde por cerca de 35% das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos, sendo particularmente popular em mercados latino-americanos.

Monoporosa

A monoporosa (também chamada de monoqueima ou bicarbonato) é o tipo de revestimento mais produzido e exportado pelo Brasil em volume. Fabricado pelo processo de prensagem a seco seguido de única queima, apresenta absorção de água entre 6% e 10%. É o produto típico para:

  • Paredes internas de áreas molhadas (banheiros, cozinhas);
  • Áreas secas residenciais (salas, quartos);
  • Revestimentos decorativos com baixa exigência mecânica.

A monoporosa responde por aproximadamente 45% do volume total exportado pelo Brasil, com grande aceitação nos mercados da América Latina, Caribe e África.

Grês

O grês é um produto com absorção de água entre 0,5% e 3%, posicionado entre o semi-grês e o porcelanato. Apresenta alta resistência mecânica e baixa porosidade, sendo indicado para áreas comerciais de tráfego intenso e aplicações industriais leves.

Boa parte da produção brasileira de grês é destinada ao mercado interno, mas há nichos de exportação para países da América do Sul e Oriente Médio que demandam produtos de média-alta resistência.

Pastilhas e Produtos Decorativos

O Brasil também exporta pastilhas cerâmicas (mosaicos), azulejos decorativos, rodapés, soleiras, peças especiais e revestimentos 3D. Embora representem um volume menor, são produtos de alto valor agregado, com margens atrativas para exportadores.

Processo Produtivo

Compreender o processo produtivo da cerâmica de revestimento ajuda o exportador a comunicar adequadamente as características técnicas do produto e a esclarecer dúvidas de compradores internacionais.

Etapas da Produção

  1. Preparação da Matéria-Prima — argilas, caulim, feldspato, quartzo e carbonatos são moídos, dosados e homogeneizados em moinhos de bolas via úmida, formando uma barbotina;
  2. Atomização — a barbotina é seca em atomizadores, transformando-se em grânulos com umidade controlada (5% a 7%), prontos para prensagem;
  3. Prensagem — os grânulos são prensados em prensas hidráulicas (de 1.500 a 8.000 toneladas), dando forma às peças com dimensões precisas;
  4. Secagem — as peças prensadas passam por secadores contínuos para reduzir a umidade antes da aplicação de esmaltes;
  5. Esmaltação e Decoração — aplicação de engobe, esmalte e decoração digital por impressoras inkjet (sistema Kerajet ou similar), que permite designs complexos e personalizados;
  6. Queima — fornos a rolo contínuos, com temperatura entre 1.100°C e 1.250°C, onde as peças adquirem resistência mecânica e estabilidade dimensional;
  7. Classificação e Embalagem — as peças são classificadas por calibre, tonalidade e qualidade visual, embaladas em caixas de papelão ou paletes shrinkados.

A produção de porcelanato segue o mesmo fluxo, mas com prensagem em maiores pressões, temperaturas de queima mais elevadas e, em alguns casos, processos adicionais de polimento ou retificação.

Classificação NCM

A classificação fiscal correta é essencial para a exportação de pisos e revestimentos cerâmicos. A Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) define os códigos aplicáveis a cada tipo de produto, determinando alíquotas de impostos, medidas antidumping e exigências regulatórias nos países de destino.

NCMs Principais

A posição 6908 do Sistema Harmonizado abrange os ladrilhos e placas de cerâmica para pavimentação ou revestimento. As subposições mais relevantes para exportação são:

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  • 6908.90.00 — Outros ladrilhos e placas de cerâmica (não esmaltados), incluindo porcelanato técnico não esmaltado;
  • 6908.90.00 (Ex 001) — Porcelanato técnico, com absorção de água ≤ 0,5%;
  • 6907.90.00 — Placas e ladrilhos cerâmicos esmaltados, incluindo porcelanato esmaltado, monoporosa e semi-grês esmaltado;
  • 6907.40.00 — Ladrilhos e placas de cerâmica com acabamento final (esmaltados ou vitrificados);
  • 6908.10.00 — Cubos, dados e pastilhas cerâmicas (mosaicos).

Para classificação correta, devem ser informados:

  • Absorção de água (Grupo ISO: BIa ≤ 0,5%, BIb 0,5%-3%, BIIa 3%-6%, BIIb 6%-10%, BIII > 10%);
  • Tipo de acabamento (esmaltado ou não esmaltado);
  • Dimensões e formato;
  • Tipo de peça (ladrilho, pastilha, placa).

A classificação incorreta pode levar a glosas de crédito de ICMS, exigências de licenciamento inadequadas e retenção da carga na aduana do país importador. Utilizar ferramentas como o classificador NCM da TRADEXA pode prevenir esses problemas e garantir que o código correto seja aplicado desde o início.

Cuidados com Classificação

Alguns erros comuns na classificação de cerâmicas para exportação incluem:

  • Confundir porcelanato técnico (NCM 6908.90.00) com porcelanato esmaltado (NCM 6907.90.00);
  • Aplicar código genérico sem especificar absorção de água;
  • Classificar pastilhas coladas em manta (que podem ter NCM próprio) como ladrilhos comuns;
  • Não considerar tratamentos superficiais especiais que alteram a classificação.

Certificações e Normas Técnicas

Para exportar pisos e revestimentos cerâmicos, o produto deve atender às normas técnicas do país importador. As principais certificações exigidas são:

Certificações Brasileiras (ABNT)

A ABNT NBR 13816 e NBR 13817 estabelecem os requisitos para placas cerâmicas para revestimento no Brasil. Embora não sejam obrigatórias para exportação, servem como referência de qualidade e facilitam a aceitação do produto em mercados que reconhecem as normas ABNT.

Certificação INMETRO

Para exportação, o selo INMETRO não é obrigatório, mas sua presença agrega valor e demonstra conformidade com padrões internacionais de qualidade.

Certificações Internacionais

  • CE Marking (Europa) — obrigatório para comercialização de revestimentos cerâmicos no mercado europeu. Exige avaliação de desempenho conforme normas EN 14411 (para ladrilhos cerâmicos) e EN 176 (para telhas);
  • ISO 13006 — norma internacional que classifica placas cerâmicas por método de fabricação e absorção de água. Embora voluntária, é reconhecida globalmente como padrão de qualidade;
  • ASTM C1026 / C1027 (EUA) — normas americanas de resistência ao congelamento e descongelamento, especialmente relevantes para exportação para regiões de clima frio nos Estados Unidos e Canadá;
  • ANSI A137.1 (EUA) — padrão americano para especificações de ladrilhos cerâmicos;
  • ABNT NBR 15463 — norma para porcelanato técnico, frequentemente exigida em contratos internacionais de fornecimento;
  • PEI (Porcelain Enamel Institute) — classificação de resistência ao desgaste superficial (PEI 0 a PEI 5), amplamente utilizada em especificações técnicas no mundo todo.

Exportadores devem verificar quais certificações são exigidas pelo país importador antes de fechar contrato. Em muitos casos, o importador pode solicitar laudos de ensaio de laboratórios acreditados (como o Laboratório de Cerâmica do IPT-SP ou o CCB - Centro Cerâmico do Brasil).

Logística de Exportação

A logística é um dos fatores críticos de sucesso na exportação de pisos e revestimentos cerâmicos. O produto é pesado, frágil e de baixo valor agregado por unidade de volume, o que exige planejamento cuidadoso.

Embalagem

A embalagem adequada é essencial para evitar quebras e avarias. As práticas recomendadas incluem:

  • Caixas de papelão kraft duplex com divisórias internas;
  • Cantoneiras de papelão ou plástico para proteção de quinas;
  • Filme stretch para estabilização da carga no palete;
  • Cintas metálicas ou PET para fixação;
  • Paletes de madeira tratada (conforme NIMF-15 para exportação);
  • Identificação com marca, lote, dimensões, tonalidade e peso.

Modal de Transporte

A escolha do modal depende do destino, volume e urgência:

  • Marítimo (Container) — predominante para exportação de cerâmica, com uso de containers de 20 pés (Dry Box) para cargas de até 28 toneladas. Containers High Cube (40 pés) são usados para produtos de grande formato. O frete marítimo representa entre 10% e 25% do custo total da operação;
  • Rodoviário — utilizado para exportações para países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile), com transporte em carretas graneleiras ou baús;
  • Ferroviário — via Ferrovia Norte-Sul ou Malha Paulista, ligando os polos produtores aos portos de Santos e Paranaguá;
  • Aéreo — raramente utilizado, apenas para amostras ou pedidos urgentes de pequeno volume.

Portos Utilizados

Os principais portos para exportação de cerâmica brasileira são:

  • Porto de Santos (SP) — principal porta de saída, responsável por mais de 60% das exportações do setor. Terminal de contêineres da Santos Brasil, TCP e EcoPorto;
  • Porto de Paranaguá (PR) — alternativa para exportações do sul do país, com bom custo-benefício;
  • Porto de São Francisco do Sul (SC) — utilizado por empresas catarinenses, com infraestrutura para carga conteinerizada;
  • Porto do Rio de Janeiro (RJ) — opção para cargas destinadas à Europa e África.

Custos Logísticos

Os custos logísticos na exportação de cerâmica incluem:

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  • Frete interno (fábrica-porto) — entre 3% e 8% do valor FOB;
  • Despesas portuárias (THC, capatazia, movimentação) — entre 2% e 5% do valor FOB;
  • Frete marítimo internacional — entre 8% e 20% do valor FOB, dependendo da rota;
  • Seguro internacional — aproximadamente 0,5% do valor da carga;
  • Despesas com agenciamento de carga e documentação.

Para produtos de baixo valor agregado, os custos logísticos podem inviabilizar a exportação para mercados distantes. A otimização logística é, portanto, um fator competitivo essencial.

Mercados Compradores

O Brasil exporta pisos e revestimentos cerâmicos para mais de 120 países. Os principais mercados compradores são:

Estados Unidos

Os Estados Unidos são o maior mercado individual para as exportações brasileiras de cerâmica, absorvendo aproximadamente 25% do volume total exportado. O mercado americano demanda principalmente porcelanatos de alto padrão, produtos de grande formato e designs modernos. A certificação ANSI A137.1 e a resistência ao congelamento são requisitos obrigatórios.

O crescimento do mercado de construção civil americano (especialmente no sul do país e na Flórida) tem impulsionado a demanda por pisos cerâmicos importados. O Brasil compete com China, México, Itália e Espanha neste mercado.

América Latina

Os países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai, Bolívia) respondem por cerca de 40% das exportações brasileiras de cerâmica. A proximidade geográfica, os acordos comerciais do Mercosul e a familiaridade com os padrões brasileiros favorecem as exportações para estes mercados.

A Argentina é tradicionalmente o segundo maior comprador individual de cerâmica brasileira, com forte demanda por monoporosa e semi-grês para habitações populares. O Chile demanda porcelanatos técnicos para projetos comerciais. A Colômbia é mercado crescente para produtos de alto padrão.

Europa

A Europa (especialmente França, Alemanha, Reino Unido e Países Baixos) absorve cerca de 15% das exportações brasileiras de cerâmica, com foco em porcelanatos de design exclusivo e revestimentos sustentáveis. A certificação CE e a conformidade com a norma EN 14411 são exigências obrigatórias.

O mercado europeu é altamente competitivo, com forte presença de produtores italianos e espanhóis. O Brasil compete oferecendo produtos com boa relação custo-benefício e designs diferenciados.

Oriente Médio e África

Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Israel e África do Sul são mercados emergentes para a cerâmica brasileira. O Oriente Médio demanda porcelanatos polidos e revestimentos decorativos para projetos de alto padrão. A África importa produtos de menor valor agregado, com forte presença de monoporosa e semi-grês.

Canadá e México

O Canadá é mercado relevante para porcelanatos de grande formato, com exigência de resistência ao congelamento. O México, embora seja grande produtor de cerâmica, importa nichos específicos de produtos brasileiros de design diferenciado.

Inteligência de Mercado com TRADEXA

Para exportadores que desejam expandir sua presença internacional, a inteligência de mercado é ferramenta indispensável. A TRADEXA oferece soluções que transformam dados brutos de comércio exterior em informações estratégicas para tomada de decisão.

Com o diretório de mais de 3,8 milhões de importadores da TRADEXA, é possível identificar potenciais compradores de pisos e revestimentos cerâmicos em mais de 120 países, segmentados por produto, volume importado, frequência de compra e portos de entrada. Essa inteligência permite direcionar esforços comerciais para os contatos mais promissores.

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A plataforma também disponibiliza dados tarifários de 160 países, incluindo alíquotas de importação, barreiras não tarifárias, exigências de certificação e acordos comerciais vigentes. Exportadores podem simular o custo total de exportação para cada mercado e comparar a competitividade de diferentes rotas.

O classificador NCM da TRADEXA auxilia na classificação fiscal correta dos produtos cerâmicos, reduzindo riscos de glosas e retenções aduaneiras. Com a base atualizada de NCMs e alíquotas, o exportador evita erros que podem comprometer toda a operação.

Para quem busca informações sobre logística internacional, a TRADEXA disponibiliza mapas de frete marítimo e informações sobre rotas, tempos de trânsito e portos de transbordo, permitindo planejar a cadeia logística com mais precisão e reduzir custos operacionais.

Tendências e Oportunidades

O setor de pisos e revestimentos cerâmicos brasileiro está atento às tendências globais para manter sua competitividade:

Sustentabilidade

A demanda por produtos sustentáveis cresce em todos os mercados. A indústria brasileira investe em:

  • Redução do consumo de água (reuso na produção);
  • Utilização de resíduos industriais na formulação das massas cerâmicas;
  • Queima com biomassa e gás natural (menor pegada de carbono);
  • Embalagens recicláveis e ecologicamente corretas;
  • Certificações ambientais como LEED e BREEAM.

Grandes Formatos

A tendência de pisos e revestimentos em grandes formatos (60x120 cm, 80x80 cm, 90x90 cm, 120x240 cm) continua crescendo, especialmente em projetos comerciais e residenciais de alto padrão. A indústria brasileira tem investido em prensas de alta capacidade e fornos para produção desses formatos.

Digitalização

A decoração digital por impressão inkjet permite criar designs ultra-realistas que imitam mármore, madeira, concreto, tecidos e metais. A tecnologia brasileira está entre as mais avançadas do mundo, com parque de impressão digital moderno e capacidade de personalização.

Mercado de Reposição

Além do mercado de novas construções, o mercado de reposição (remodelação e reforma) representa oportunidade significativa, especialmente nos Estados Unidos e Europa, onde a troca de pisos é frequente em residências e estabelecimentos comerciais.

Conclusão

A exportação de pisos e revestimentos cerâmicos do Brasil oferece oportunidades reais para empresas que compreendem as particularidades do setor. Com uma indústria moderna, polos produtivos eficientes e produtos de qualidade reconhecida internacionalmente, o Brasil está bem posicionado para atender mercados exigentes em todo o mundo.

O sucesso na exportação depende de domínio técnico dos produtos, classificação fiscal correta, certificações adequadas, logística eficiente e inteligência de mercado para identificar e abordar os compradores certos. Cada etapa da operação requer conhecimento especializado e ferramentas adequadas.

Para profissionais de comércio exterior que atuam no setor cerâmico, contar com plataformas de inteligência como a TRADEXA pode fazer a diferença entre uma operação bem-sucedida e oportunidades perdidas. A combinação de conhecimento técnico do setor com ferramentas modernas de análise de dados é o caminho mais seguro para expandir a presença internacional dos pisos e revestimentos cerâmicos brasileiros.

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