Exportação de Mel e Produtos Apícolas: Mercados Internacionais

Guia completo para exportar mel e produtos apícolas do Brasil: méis silvestre e orgânico, própolis verde, geleia real, certificações orgânicas EU e US, mercados consumidores e logística de exportação.

Publicado em 2026-06-26 | Atualizado em 2026-06-26 | TRADEXA Blog

O Brasil no Mercado Global de Mel e Produtos Apícolas

O Brasil figura entre os dez maiores produtores e exportadores mundiais de mel, com um potencial de crescimento que poucos setores do agronegócio brasileiro conseguem igualar. Em um mercado global que movimenta mais de US$ 2,5 bilhões anualmente, o mel brasileiro se destaca por sua qualidade superior, perfil orgânico e diversidade floral incomparável. O país conta com vastas áreas de vegetação nativa, clima favorável e uma apicultura que se desenvolve em praticamente todos os estados, do Rio Grande do Sul ao Piauí.

Este artigo apresenta um panorama completo sobre a exportação de mel e produtos apícolas brasileiros, abrangendo tipos de mel, principais estados produtores, certificações exigidas, mercados importadores, requisitos sanitários, logística de exportação e muito mais. Se você é apicultor, exportador ou profissional de comércio exterior, este guia fornecerá as informações necessárias para navegar com segurança nesse mercado promissor.

Principais Estados Produtores e a Apicultura Brasileira

A apicultura brasileira é uma atividade presente em todas as regiões do país, mas com concentração nos estados das regiões Sul, Nordeste e Sudeste. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de mel, responsável por aproximadamente 25% da produção brasileira, com destaque para as regiões da Campanha, Serra Gaúcha e Missões. Santa Catarina e Paraná completam o trio de liderança da Região Sul, com produções que se beneficiam da diversidade de flora da Mata Atlântica e dos campos naturais.

No Sudeste, São Paulo e Minas Gerais são os principais produtores. São Paulo se destaca pela produção de mel de laranjeira (apicultura integrada à citricultura), enquanto Minas Gerais produz méis de elevada qualidade nas regiões do Cerrado e da Serra da Mantiqueira. O mel mineiro é reconhecido por sua pureza e características organolépticas superiores.

No Nordeste, a apicultura tem se consolidado como uma importante alternativa econômica no semiárido, com destaque para Piauí, Bahia, Ceará e Pernambuco. O mel do Nordeste brasileiro é predominantemente silvestre (originário da flora nativa da Caatinga), com propriedades únicas de sabor, aroma e composição que despertam grande interesse no mercado internacional. O Piauí, em particular, tem se destacado como um dos maiores exportadores de mel do Brasil, com apicultores organizados em associações e cooperativas que investem em qualidade e certificação orgânica.

Tipos de Mel: Silvestre, Orgânico e Monofloral

O Brasil produz uma variedade impressionante de tipos de mel, cada qual com características que atendem a diferentes segmentos de mercado.

O mel silvestre (ou mel de floradas nativas) é o tipo mais comum na produção brasileira. Produzido a partir do néctar de diversas espécies vegetais nativas, sem controle sobre a florada predominante, o mel silvestre apresenta variações sazonais de cor, sabor e aroma que refletem a biodiversidade de cada região. O mel silvestre da Caatinga, por exemplo, é conhecido por sua coloração mais escura, sabor intenso e maior teor de compostos fenólicos (antioxidantes naturais) — características cada vez mais valorizadas por consumidores conscientes.

O mel orgânico é o grande diferencial competitivo do Brasil no mercado internacional. Graças às vastas áreas de vegetação nativa livre de agrotóxicos e à baixa densidade populacional em muitas regiões produtoras, os apicultores brasileiros conseguem produzir mel orgânico certificado em escala comercial — uma vantagem que poucos países concorrentes conseguem igualar. O mel orgânico brasileiro é especialmente procurado por importadores europeus, norte-americanos e japoneses, que pagam prêmios de preço significativos por produtos com certificação orgânica reconhecida.

Os méis monoflorais são produzidos a partir do néctar de uma única espécie vegetal predominante. No Brasil, os principais méis monoflorais incluem:

  • Mel de laranjeira (Citrus spp.): produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais, onde a apicultura é integrada à citricultura. É um mel de coloração clara, sabor suave e aroma cítrico, muito apreciado no mercado europeu.

  • Mel de eucalipto (Eucalyptus spp.): produzido em várias regiões do país, com sabor mais intenso e propriedades balsâmicas reconhecidas. Tem boa aceitação nos mercados dos EUA e Europa.

  • Mel de assa-peixe (Vernonia spp.): mel de coloração clara, sabor suave e alto teor de umidade, típico da Região Sudeste. É um mel de florada de transição entre o inverno e a primavera.

  • Mel de barbatimão (Stryphnodendron adstringens): mel escuro, de sabor forte e propriedades medicinais, típico do Cerrado mineiro.

Mercados Internacionais: Onde o Mel Brasileiro é Mais Competitivo

O mel brasileiro é exportado para dezenas de países, mas alguns mercados se destacam como destinos prioritários. Os Estados Unidos são o maior comprador individual de mel brasileiro, absorvendo cerca de 40% a 50% das exportações totais. O mel brasileiro compete no mercado americano com méis da Argentina, México, Vietnã, Índia e Ucrânia. O diferencial brasileiro está na qualidade, na ausência de contaminantes e, cada vez mais, na certificação orgânica.

A União Europeia é o segundo maior destino, com destaque para Alemanha, Bélgica, França, Países Baixos, Espanha e Reino Unido. A Alemanha, em particular, é o maior mercado europeu para mel e um dos mais exigentes em termos de qualidade e rastreabilidade. O mel orgânico brasileiro tem excelente aceitação entre os consumidores alemães, que valorizam a procedência sustentável e a pureza do produto.

O Canadá é um mercado crescente para o mel brasileiro, impulsionado pela demanda por produtos orgânicos e pela proximidade logística com os Estados Unidos. O Japão, por sua vez, é um mercado de alto valor agregado, onde o mel orgânico brasileiro é muito apreciado, especialmente o mel silvestre de floradas nativas, que não encontra equivalente na produção japonesa.

Outros mercados importantes incluem Suíça, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul. O mercado chinês, embora ainda incipiente para o mel brasileiro, apresenta potencial de crescimento significativo, especialmente para méis orgânicos e produtos apícolas diferenciados como própolis e geleia real.

Certificação Orgânica: O Passaporte para os Mercados Premium

A certificação orgânica é, sem dúvida, o principal diferencial competitivo do mel brasileiro no mercado internacional. Para obter a certificação orgânica, o apicultor precisa seguir rigorosamente as normas da produção orgânica brasileira, regulamentada pela Instrução Normativa MAPA nº 26/2011 e pela Lei nº 10.831/2003.

Os requisitos básicos incluem: localização dos apiários em áreas livres de contaminação por agrotóxicos (distância mínima de 3 km de plantações convencionais que utilizam defensivos agrícolas), uso de cera orgânica certificada nos quadros, alimentação suplementar orgânica em períodos de escassez, manejo que respeite o bem-estar das abelhas e proibição do uso de produtos químicos sintéticos no controle de pragas e doenças.

Para exportar mel orgânico para a União Europeia, o produto brasileiro precisa atender aos requisitos do Regulamento (UE) nº 2018/848, que estabelece as novas regras para a produção orgânica e rotulagem de produtos orgânicos no bloco europeu. O Brasil possui reconhecimento de equivalência orgânica com a União Europeia por meio do Acordo de Equivalência Orgânica Brasil-UE, que permite que produtos orgânicos certificados no Brasil sejam comercializados como orgânicos na Europa sem necessidade de recertificação local.

Para os Estados Unidos, o mel orgânico brasileiro deve atender aos requisitos do National Organic Program (NOP) do USDA. O Brasil possui acordo de equivalência orgânica com os EUA desde 2016, o que facilita o processo de certificação. No entanto, o exportador deve garantir que seu certificador orgânico seja acreditado tanto pelo MAPA quanto pelo USDA NOP, ou que exista um acordo de reconhecimento entre as partes.

Para o Japão, a certificação JAS (Japanese Agricultural Standard) é necessária, e o Brasil possui acordo de equivalência que simplifica o processo, mas ainda exige documentação específica e auditorias periódicas.

Produtos Apícolas Além do Mel: Própolis, Geleia Real, Pólen e Cera de Abelha

O potencial exportador do Brasil não se limita ao mel. Os produtos apícolas não melíferos representam oportunidades de diversificação e agregação de valor significativas.

Própolis Verde: Um Tesouro Brasileiro

A própolis é uma substância resinosa produzida pelas abelhas a partir de exsudatos vegetais, usada para proteger e esterilizar a colmeia. A própolis verde brasileira é um produto único no mundo, produzida a partir do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), uma planta nativa do Brasil. Essa própolis possui propriedades biológicas excepcionais — antibacteriana, antifúngica, antiviral, anti-inflamatória e antioxidante — que despertam enorme interesse das indústrias farmacêutica, cosmética e de alimentos funcionais no Japão, Coreia do Sul, China e Estados Unidos.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de própolis verde. O extrato de própolis brasileiro é vendido a preços que podem superar US$ 200/kg no mercado japonês, um valor muito superior ao do mel. No entanto, a exportação de própolis exige registro do produto na ANVISA (para uso medicinal ou alimentar) e documentação específica para cada país importador.

Geleia Real

A geleia real é uma substância secretada pelas glândulas hipofaríngeas das abelhas operárias, usada na alimentação da abelha rainha. É um produto de alto valor nutricional e medicinal, rico em vitaminas do complexo B, aminoácidos e ácidos graxos. O Brasil produz geleia real em escala limitada, mas com potencial de expansão significativo, especialmente para atender o mercado asiático (Japão, Coreia do Sul e China).

Pólen Apícola

O pólen apícola é coletado pelas abelhas e comercializado como suplemento alimentar por seu alto teor de proteínas, vitaminas e minerais. O Brasil é um produtor relevante de pólen apícola, com mercado consumidor crescente nos EUA, Europa e Japão. A exportação de pólen apícola exige cuidados especiais com a conservação (refrigeração ou liofilização) para preservar suas propriedades nutricionais.

Cera de Abelha

A cera de abelha é um subproduto da apicultura com diversas aplicações industriais, incluindo fabricação de velas, cosméticos, produtos farmacêuticos, polidores e revestimentos alimentícios. O Brasil exporta cera de abelha para vários países, classificada na NCM 1521.90. A cera brasileira compete com a produção chinesa e indiana, mas se diferencia pela qualidade e pureza. A exportação de cera de abelha exige registro no MAPA e documentação sanitária específica.

Classificação Fiscal e NCMs para Mel e Produtos Apícolas

A classificação fiscal correta é um dos pilares de uma operação de exportação bem-sucedida. Os principais códigos NCM para mel e produtos apícolas são:

NCM 0409.00.00 — Mel natural: este é o código principal para a exportação de mel. Inclui mel em todos os estágios de processamento (cru, filtrado, pasteurizado) e em todas as apresentações (granel em tambores, fracionado em potes de vidro ou plástico, em favos). A alíquota do Imposto de Exportação é zero, mas há incidência de PIS/COFINS e IPI conforme o regime tributário do exportador.

NCM 0410.00.00 — Produtos comestíveis de origem animal, não especificados nem compreendidos noutros capítulos: esta NCM abrange a geleia real, o pólen apícola e os extratos de própolis para uso alimentar. É uma classificação genérica que exige atenção do exportador, pois pode ser alvo de questionamentos fiscais se a descrição do produto não for precisa.

NCM 1521.90.00 — Ceras de abelha ou de outros insetos: inclui a cera de abelha em bruto, refinada, branqueada ou colorida. A cera de abelha é utilizada principalmente na indústria cosmética, farmacêutica e de velas.

NCM 1301.90.90 — Gomas-resinas e outros sucos e extratos vegetais: esta NCM pode ser utilizada para extratos de própolis destinados a usos farmacêuticos ou industriais.

A escolha correta da NCM impacta diretamente as alíquotas de tributos, as exigências sanitárias e a elegibilidade para acordos comerciais preferenciais. Com o Classificador NCM com IA da TRADEXA, o exportador pode classificar seus produtos apícolas de forma precisa em segundos, evitando erros que podem resultar em multas, retenções de carga e perda de oportunidades.

Certificações Sanitárias e Registro no MAPA

Para exportar mel e produtos apícolas, o estabelecimento processador deve ser registrado no MAPA, no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA). O registro é feito por meio do SIF (Serviço de Inspeção Federal) ou do SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), que equivale ao SIF para estabelecimentos que atendem a requisitos equivalentes.

O processo de registro envolve a apresentação de documentos como: planta baixa do estabelecimento, descrição do fluxograma de produção, manual de boas práticas de fabricação (BPF), procedimentos operacionais padronizados (POPs), plano de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), laudos de análise de água e certificados de capacitação dos responsáveis técnicos.

Cada embarque de mel para exportação deve ser acompanhado de um Certificado Sanitário Internacional emitido pelo MAPA, conforme o modelo acordado bilateralmente com o país importador. O certificado sanitário atesta que o mel foi produzido, processado e embalado sob condições higiênico-sanitárias adequadas e que atende aos requisitos do país de destino.

Para a União Europeia, o Certificado Sanitário deve seguir o modelo estabelecido pela Decisão de Execução (UE) 2021/1865, que inclui declarações específicas sobre ausência de resíduos de antibióticos (cloranfenicol, tetraciclinas, sulfonamidas), agrotóxicos e metais pesados, além de garantias sobre a origem e rastreabilidade do mel.

Para os Estados Unidos, o FDA exige que o exportador registre o estabelecimento e apresente o Prior Notice (notificação prévia de importação) antes de cada embarque. Além disso, o mel importado pelos EUA está sujeito a análises laboratoriais para verificação de conformidade com os limites máximos de resíduos (LMRs) estabelecidos pela EPA e FDA.

Parâmetros de Qualidade do Mel para Exportação

O mel destinado à exportação deve atender a parâmetros de qualidade rigorosos, que variam conforme o país importador, mas que em geral incluem:

Umidade: o teor de umidade do mel é um dos parâmetros mais críticos, pois está diretamente relacionado à estabilidade microbiológica e à vida de prateleira do produto. O limite máximo aceito internacionalmente é de 20% (Codex Alimentarius), mas muitos importadores exigem no máximo 18% ou 18,5%. Méis com umidade acima de 20% estão sujeitos a fermentação e deterioração.

HMF (Hidroximetilfurfural): o HMF é um composto formado pela degradação da frutose presente no mel, especialmente quando submetido a aquecimento ou armazenamento prolongado. O limite máximo estabelecido pelo Codex Alimentarius é de 80 mg/kg para méis de origem tropical (como o mel brasileiro) e 40 mg/kg para méis de regiões temperadas. Importadores europeus costumam ser mais exigentes, solicitando valores abaixo de 40 mg/kg.

Atividade diastásica (número de diastase): a enzima diastase (α-amilase) é naturalmente presente no mel e sua atividade diminui com o aquecimento e o tempo de armazenamento. O valor mínimo aceito internacionalmente é de 8 unidades de diastase (escala Schade), exceto para méis com baixo teor enzimático natural (como mel de laranjeira), que podem ter limite mínimo de 3 unidades.

Açúcares redutores (glicose + frutose): a soma de glicose e frutose deve ser no mínimo 60 g/100g para méis em geral e 45 g/100g para méis de melada (mel de honeydew). Esse parâmetro indica a pureza e a autenticidade do mel.

Resíduos de antibióticos e contaminantes: o mel não deve conter resíduos de antibióticos proibidos (cloranfenicol, nitrofuranos), e os antibióticos permitidos (tetraciclinas, sulfonamidas) devem estar dentro dos limites máximos de resíduos (LMRs) estabelecidos pelo país importador. A contaminação por agrotóxicos também é monitorada, com limites cada vez mais rigorosos.

Pólen e origem botânica: a análise polínica (melissopalinologia) é utilizada para verificar a origem botânica e geográfica do mel, especialmente importante para méis monoflorais e méis com denominação de origem protegida.

O exportador que deseja competir nos mercados internacionais deve investir em análises laboratoriais periódicas, manter registros de rastreabilidade completos e trabalhar com laboratórios acreditados pelo MAPA ou por organismos internacionais (ISO 17025).

Logística de Exportação: Granel vs. Embalagem ao Consumidor

A logística de exportação de mel varia significativamente conforme a apresentação do produto.

Mel a Granel

A maior parte do mel brasileiro é exportada a granel, em tambores metálicos de 200 kg a 300 kg, ou em contêineres IBC (Intermediate Bulk Containers) de 1.000 kg. O mel a granel apresenta custo logístico menor (maior aproveitamento do espaço no contêiner) e é processado pelo importador, que pasteuriza, filtra e fraciona de acordo com as especificações do mercado local.

Para o mel a granel, é essencial utilizar tambores novos ou rigorosamente limpos, com revestimento interno adequado (epóxi ou polietileno alimentício) para evitar contaminação do mel com metais pesados (ferro, zinco, cobre). O mel é carregado nos tambores a uma temperatura de 40°C a 45°C para facilitar o escoamento, e os tambores são armazenados em contêineres secos (dry containers) ou, em casos de transporte marítimo longo, em contêineres refrigerados para maior controle de temperatura.

Mel Embalado para o Consumidor

O mel fracionado em potes de vidro ou plástico (250g, 500g, 1kg) é uma alternativa de maior valor agregado, mas com desafios logísticos adicionais. O mel embalado para o consumidor final requer embalagens que resistam ao transporte marítimo (vidro mais espesso, plástico de alta densidade), rótulos bilíngues (português e idioma do país importador) e maior espaço de armazenagem (menor densidade de produto por contêiner).

A exportação de mel fracionado é recomendada para empresas que já possuem marca consolidada e distribuidores nos mercados de destino, ou para atender nichos específicos como lojas de produtos naturais, feiras orgânicas e e-commerce de alimentos especiais.

Transporte e Armazenagem

O mel é um produto estável à temperatura ambiente, mas a exposição a temperaturas elevadas (acima de 40°C) por períodos prolongados acelera a formação de HMF e a deterioração da qualidade. Durante o transporte marítimo, recomenda-se que os contêineres sejam mantidos em áreas sombreadas no pátio portuário e que o mel seja embarcado em navios com prazo de trânsito adequado.

Para o transporte de produtos apícolas perecíveis (pólen apícola, geleia real), a cadeia de frio é indispensável. O pólen apícola deve ser mantido congelado (-18°C) ou liofilizado, enquanto a geleia real deve ser mantida refrigerada (0°C a 4°C) durante todo o transporte.

Rastreabilidade e Transparência na Cadeia Apícola

A rastreabilidade é uma exigência cada vez mais importante no mercado internacional de mel. Os importadores europeus, norte-americanos e japoneses exigem que o exportador brasileiro demonstre a capacidade de rastrear cada lote de mel desde a colmeia de origem até o contêiner exportado.

O sistema de rastreabilidade deve incluir: identificação única de cada apiário (com coordenadas geográficas), registro de todas as intervenções de manejo (alimentação, tratamentos sanitários, colheita), identificação de lotes de produção, registros de processamento (filtragem, pasteurização, embalagem), resultados de análises laboratoriais e documentação de transporte.

A implementação de sistemas de rastreabilidade pode ser simplificada com o uso de plataformas digitais e aplicativos móveis, que permitem o registro digital das informações no campo e a geração de relatórios para o importador. O Trade Intelligence da TRADEXA pode auxiliar o exportador a monitorar as tendências e exigências de rastreabilidade em cada mercado, mantendo-se à frente das exigências regulatórias.

Como a TRADEXA Potencializa a Exportação de Mel e Produtos Apícolas

A TRADEXA oferece um ecossistema completo de ferramentas de inteligência de mercado que apoiam o exportador de mel e produtos apícolas em todas as etapas da jornada exportadora.

O TRADEXA Smart Rank permite ao exportador identificar rapidamente quais países oferecem as melhores oportunidades para seu tipo específico de mel (orgânico, silvestre, monofloral). A ferramenta analisa dados reais de importação, tarifas aplicadas, barreiras não tarifárias, tendências de preço e crescimento de mercado, apresentando um ranking claro e acionável dos mercados mais promissores.

O Classificador NCM com IA resolve as dúvidas na classificação fiscal do mel, própolis, geleia real, pólen e cera de abelha. Basta descrever o produto para obter a NCM correta, reduzindo riscos de erros de classificação que podem comprometer a operação.

O TRADEXA Tarifário 31 Países oferece visibilidade completa sobre os requisitos de acesso a cada mercado: tarifas de importação (incluindo preferências tarifárias de acordos comerciais), exigências sanitárias, certificações necessárias, documentos obrigatórios e custos estimados de internalização no país de destino. O exportador pode simular cenários e tomar decisões informadas antes de fechar negócio.

O Diretório de Importadores com 3,8 milhões de empresas permite encontrar compradores qualificados de mel e produtos apícolas nos principais mercados do mundo. Cada perfil inclui informações detalhadas sobre histórico de importações, fornecedores atuais, produtos comprados e dados de contato — ferramenta indispensável para prospecção comercial ativa.

Com o Trade Intelligence, o exportador acompanha as movimentações do mercado internacional de mel: evolução de preços, novos players, mudanças regulatórias, tendências de consumo e oportunidades emergentes. A inteligência de mercado contínua é essencial para manter a competitividade em um setor dinâmico e em constante evolução.

Conclusão: O Futuro da Apicultura Brasileira no Mercado Global

O Brasil está posicionado para se tornar um dos protagonistas do mercado global de mel e produtos apícolas. As vantagens competitivas naturais — biodiversidade única, áreas livres de contaminação, clima favorável e tradição apícola — combinadas com os investimentos em qualidade, certificação orgânica e rastreabilidade, criam as condições ideais para o crescimento sustentável das exportações.

Para o exportador que deseja aproveitar essas oportunidades, o caminho passa por: investir em certificações orgânicas reconhecidas internacionalmente, manter rigoroso controle de qualidade e rastreabilidade, diversificar a pauta de produtos (incluindo própolis, geleia real e pólen), conhecer profundamente os requisitos de cada mercado importador e utilizar inteligência de mercado para tomar decisões estratégicas.

O mercado global de mel continua crescendo, impulsionado pela demanda por alimentos naturais, saudáveis e sustentáveis. O Brasil, com seu mel de qualidade superior e sua capacidade de produção orgânica em larga escala, tem tudo para conquistar uma fatia cada vez maior desse mercado. Com planejamento estratégico e as ferramentas certas de inteligência de mercado, o sucesso na exportação de mel e produtos apícolas brasileiros está ao alcance de quem se prepara adequadamente.