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Comércio Exterior
Criptomoedas
Pagamento Internacional
25 de junho de 202616 min

Criptomoedas e Pagamentos Internacionais para Importadores

Guia completo sobre criptomoedas para pagamentos internacionais no comércio exterior: stablecoins, remessas, câmbio, vantagens, riscos e regulação no Brasil.

Criptomoedas e Pagamentos Internacionais: Como Importadores e Exportadores Brasileiros Podem Usar na Prática

O comércio exterior brasileiro enfrenta um desafio que atravessa décadas: o custo e a complexidade dos pagamentos internacionais. Cada transferência internacional (cross-border) envolve bancos intermediários, spreads cambiais, taxas de processamento e prazos de liquidação que podem se estender por dias. Para o importador que precisa pagar um fornecedor chinês ou o exportador que recebe de um comprador europeu, o processo tradicional de pagamento internacional é caro, lento e burocrático.

As criptomoedas — especialmente as stablecoins — estão emergindo como uma alternativa viável para transformar essa realidade. Este guia prático mostra como importadores e exportadores brasileiros podem usar criptomoedas em pagamentos internacionais, com exemplos concretos, análise de riscos e considerações regulatórias.

Por Que Pagamentos Internacionais São Tão Caros e Lentos?

Para entender o valor das criptomoedas, é preciso primeiro entender por que o sistema tradicional de pagamentos internacionais é ineficiente.

O Problema dos Intermediários

Uma transferência bancária internacional típica (wire transfer) passa por múltiplos intermediários antes de chegar ao destinatário:

  1. Banco do pagador no Brasil
  2. Banco correspondente no Brasil (para moedas não conversíveis)
  3. Banco intermediário no exterior (atravessa a fronteira)
  4. Banco correspondente no país destino
  5. Banco do beneficiário no exterior

Cada um desses intermediários cobra taxas, aplica seu próprio spread cambial e adiciona tempo de processamento. O resultado é que uma transferência internacional pode custar de 2% a 5% do valor total em taxas e spreads, além de levar de 3 a 5 dias úteis para ser concluída.

Spread Cambial no Brasil

O Brasil tem um dos spreads cambiais mais altos do mundo. O spread entre a taxa de compra e a taxa de venda do dólar comercial pode chegar a 2% ou mais em operações de câmbio convencionais. Para uma importação de US$ 100 mil, isso significa pagar de R$ 7 mil a R$ 10 mil a mais simplesmente no spread cambial — antes mesmo de considerar as taxas bancárias, o IOF e os custos de remessa.

IOF sobre Operações de Câmbio

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide sobre operações de câmbio a alíquotas que variam de 0,38% (operações de crédito) a 1,1% (operações de câmbio tradicionais). Esse custo é inevitável no sistema tradicional, mas pode ser reduzido ou eliminado em operações com criptomoedas.

Atrasos na Liquidação

Além dos custos, o tempo de liquidação é um problema crítico. Uma transferência internacional que demora 5 dias para ser concluída pode atrasar toda a cadeia logística: o fornecedor só libera a carga após a confirmação do pagamento, e dias de atraso podem significar demurrage portuário, perda de prazos de entrega e insatisfação do cliente.

Como as Criptomoedas Podem Resolver Esses Problemas

As criptomoedas — especialmente as stablecoins atreladas ao dólar — oferecem um caminho radicalmente mais eficiente para pagamentos internacionais.

O Que São Stablecoins

Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter valor estável em relação a um ativo de referência, geralmente o dólar americano (US$). As principais stablecoins são:

  • USDT (Tether): A maior stablecoin do mercado, com capitalização de mercado superior a US$ 100 bilhões. Atrelada 1:1 ao dólar americano.
  • USDC (USD Coin): Emitida pela Circle, regulada nos EUA e com auditoria trimestral de reservas.
  • DAI: Stablecoin descentralizada da MakerDAO, mantida por colaterais em criptomoedas.
  • BUSD: Emitida pela Binance e Paxos (embora descontinuada para novas emissões).

Para pagamentos internacionais no comércio exterior, USDT e USDC são as opções mais utilizadas.

Vantagens das Stablecoins para Pagamentos Internacionais

Velocidade de Liquidação: Transações com stablecoins em blockchains como Ethereum, TRON, Solana ou BNB Smart Chain são liquidadas em minutos — e em alguns casos em segundos — 24 horas por dia, 7 dias por semana, incluindo feriados e fins de semana. Isso contrasta fortemente com os 3 a 5 dias úteis do sistema bancário tradicional.

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Custo Reduzido: As taxas de transação em blockchain variam de alguns centavos (na TRON ou Solana) a alguns dólares (na Ethereum). Comparado com 2% a 5% de custos totais no sistema tradicional, a diferença é dramática. Em uma operação de US$ 500 mil, o custo da transação em blockchain pode ser de centenas de dólares contra milhares no sistema tradicional.

Ausência de Spread Cambial: Como a transação é feita em dólar digital (stablecoin), não há spread cambial Brasil x exterior. O exportador recebe exatamente o valor acordado, descontado apenas a taxa de transação da blockchain.

Redução de IOF: Operações com criptomoedas não passam pelo sistema tradicional de câmbio e, portanto, não estão sujeitas à incidência de IOF sobre operações de câmbio. Isso pode representar uma economia de 0,38% a 1,1% do valor da operação.

Acessibilidade: Pequenos importadores e exportadores que enfrentam dificuldades para abrir contas em bancos correspondentes no exterior podem usar criptomoedas para receber e realizar pagamentos internacionais sem necessidade de conta bancária offshore.

Casos de Uso Práticos para Importadores e Exportadores

Importador Brasileiro Pagando Fornecedor Chinês

João é importador de componentes eletrônicos de Shenzhen, China. Ele paga mensalmente cerca de US$ 200 mil para seu fornecedor chinês. No sistema tradicional, João:

  1. Compra dólar do banco brasileiro (spread de 1,5%)
  2. Paga IOF de 1,1% sobre a operação
  3. Paga tarifa de remessa internacional (US$ 30 a US$ 50)
  4. O banco intermediário cobra taxa de US$ 15 a US$ 25
  5. O fornecedor chinês recebe em 3 a 5 dias úteis
  6. O banco chinês também cobra taxa de recebimento

Custo total estimado na operação tradicional: US$ 5.200 a US$ 5.500 (cerca de 2,6% a 2,75%).

Com stablecoins:

  1. João compra USDT ou USDC em uma corretora brasileira
  2. Transfere as stablecoins para a carteira do fornecedor (taxa de blockchain: US$ 1 a US$ 5)
  3. O fornecedor chinês recebe em 5 a 15 minutos
  4. O fornecedor converte USDT em yuan chinês em uma corretora local

Custo total com stablecoins: de US$ 2.000 a US$ 3.000 (cerca de 1% a 1,5%), incluindo o spread da corretora brasileira para compra das stablecoins e a taxa de blockchain. Economia de 40% a 50% em relação ao sistema tradicional.

Exportador Brasileiro Recebendo Pagamento do Exterior

Maria exporta café especial para uma torrefação na Holanda. Ela recebe pagamentos de €50 mil por mês. No sistema tradicional:

  1. O comprador holandês faz uma transferência SEPA (doméstica europeia) para sua conta
  2. O banco holandês converte euros para dólar (ou real) e envia via SWIFT
  3. O banco intermediário cobra taxa de processamento
  4. O banco brasileiro converte dólar para real e aplica spread cambial
  5. Maria recebe em reais após 4 a 7 dias úteis

Custo total: 2% a 4% do valor, com prazo de até 7 dias.

Com stablecoins:

  1. O comprador holandês compra USDC em uma corretora europeia
  2. Transfere USDC para a carteira digital de Maria (taxa de blockchain: menos de US$ 1)
  3. Maria recebe em minutos
  4. Maria converte USDC em reais em uma corretora brasileira (spread de 0,5% a 1%)

Custo total: 0,5% a 1,5% do valor, com liquidação em minutos. Além disso, Maria pode optar por manter os dólares digitais (USDC) em carteira e vender apenas quando o câmbio estiver mais favorável — algo impossível no sistema tradicional, onde o câmbio é fechado no momento da entrada.

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Riscos e Desafios das Criptomoedas no Comércio Exterior

Não estamos dizendo que criptomoedas são a solução perfeita para todos os casos. Existem riscos reais que precisam ser compreendidos e gerenciados.

Volatilidade

O maior risco associado a criptomoedas como Bitcoin e Ethereum é a volatilidade de preço. Para pagamentos comerciais, onde valores precisos são críticos, a volatilidade é inaceitável. Por isso, a recomendação para comércio exterior é usar exclusivamente stablecoins (USDT, USDC), que mantêm paridade com o dólar americano. O risco de desancoragem (a stablecoin perder a paridade de 1:1 com o dólar) é baixo para as principais stablecoins, mas não zero — como vimos no evento de desancoragem do UST em 2022.

Risco Regulatório

A regulação de criptomoedas no Brasil ainda está em desenvolvimento. O Marco Legal das Criptomoedas (Lei nº 14.478/2022) estabeleceu diretrizes básicas, mas a regulamentação infralegal pelo Banco Central e Receita Federal ainda está sendo construída. Questões tributárias — como a correta declaração de operações com criptomoedas no Imposto de Renda e no Registro de Operações Financeiras (ROF) do Banco Central — ainda geram dúvidas entre os profissionais de comércio exterior.

A Receita Federal exige a declaração de operações com criptomoedas na declaração anual de Imposto de Renda (criptoativos são considerados "bens e direitos") e, para operações acima de R$ 30 mil mensais, é obrigatório o envio de informações à RFB por meio da Instrução Normativa 1888/2019. Além disso, operações de câmbio envolvendo criptomoedas podem estar sujeitas a questionamentos do Banco Central quanto à legalidade da operação.

Risco de Contraparte

Ao usar corretoras (exchanges) para comprar e vender criptomoedas, você está exposto ao risco de contraparte — a possibilidade de a corretora quebrar ou ter suas reservas comprometidas. O colapso da FTX em 2022 é o exemplo mais emblemático desse risco. A recomendação é usar corretoras consolidadas com histórico de transparência e, para valores elevados, considerar soluções de custódia própria (self-custody) ou corretoras reguladas no Brasil.

Aceitação do Parceiro Comercial

Nem todos os fornecedores e compradores internacionais estão preparados ou dispostos a receber pagamentos em criptomoedas. A aceitação varia significativamente por país e setor. Fornecedores na China, por exemplo, têm adotado stablecoins com rapidez devido a restrições cambiais locais. Já compradores na Europa podem preferir métodos tradicionais. Uma abordagem gradual — oferecendo a opção de pagamento em criptomoedas como alternativa, não como substituição — costuma ser a melhor estratégia.

Compliance e Due Diligence

Pagamentos em criptomoedas podem levantar bandeiras vermelhas em processos de compliance e due diligence. Bancos e instituições financeiras podem questionar a origem dos recursos (especialmente se houver movimentações significativas em criptoativos). Empresas que operam com criptomoedas precisam ter procedimentos robustos de Know Your Customer (KYC) e Anti-Money Laundering (AML) para demonstrar conformidade regulatória.

Regulação das Criptomoedas no Brasil para Comércio Exterior

O ambiente regulatório brasileiro para criptomoedas está em evolução. Para o profissional de comércio exterior, os principais pontos de atenção são:

Marco Legal (Lei nº 14.478/2022)

A lei define o conceito de "ativo virtual" e estabelece que o Banco Central do Brasil será o órgão regulador do setor de criptoativos. A lei também tipifica crimes como fraude com criptoativos e determina que as prestadoras de serviço de ativos virtuais precisam de autorização do BC para operar.

Instrução Normativa RFB nº 1888/2019

A Receita Federal exige que pessoas físicas e jurídicas declarem operações com criptoativos sempre que o valor mensal das operações (em cada exchange) ultrapassar R$ 30 mil. As exchanges brasileiras são obrigadas a reportar operações dos seus clientes à RFB automaticamente. Operações em exchanges estrangeiras também precisam ser declaradas pelo contribuinte.

Banco Central e Câmbio

O Banco Central do Brasil ainda não emitiu regulamentação específica sobre o uso de criptomoedas em operações de câmbio e comércio exterior. Por enquanto, a orientação oficial é que operações de importação e exportação devem continuar sendo registradas no Siscomex e no sistema de câmbio tradicional (ROF). O uso de criptomoedas não substitui as obrigações acessórias do comércio exterior — o importador ou exportador continua precisando fechar câmbio e registrar a operação nos sistemas oficiais.

Na prática, o que muitas empresas têm feito é:

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  1. Realizar o pagamento em criptomoedas para o fornecedor no exterior
  2. Registrar a operação de câmbio no Banco Central pelo valor equivalente em dólar
  3. Contabilizar a operação contabilmente como pagamento ao exterior
  4. Declarar as criptomoedas no Imposto de Renda como ativos detidos

Essa abordagem híbrida mantém a conformidade regulatória enquanto captura os benefícios de eficiência das criptomoedas. No entanto, é fundamental consultar um contador especializado em comércio exterior e um advogado tributarista antes de iniciar operações com criptomoedas.

Passo a Passo: Como Usar Criptomoedas em Pagamentos Internacionais

Se você decidiu testar o uso de criptomoedas em suas operações de comércio exterior, aqui está um roteiro prático.

Passo 1: Escolha a Stablecoin

Para pagamentos comerciais internacionais, a escolha da stablecoin depende de vários fatores:

  • USDT (Tether): Maior liquidez, aceita em praticamente todas as corretoras do mundo. Boa opção para pagamentos para China e Ásia.
  • USDC (USD Coin): Mais regulada e transparente. Preferida para operações com parceiros nos EUA e Europa.
  • DAI: Descentralizada, sem risco de contraparte da emissora. Boa para operações de alto valor.

Para a maioria das operações de comércio exterior, USDT e USDC são as opções mais práticas.

Passo 2: Escolha a Blockchain

A stablecoin precisa ser transferida por uma blockchain. As principais opções são:

  • TRON (TRC-20): Taxas muito baixas (menos de US$ 1 por transação). Rápida e amplamente adotada. Ideal para transferências de valor.
  • Ethereum (ERC-20): Taxas mais altas (US$ 5 a US$ 50 dependendo da rede). Maior segurança e ecossistema mais maduro.
  • Solana: Taxas extremamente baixas (centavos de dólar). Muito rápida, mas ecossistema menos consolidado.
  • BNB Smart Chain (BEP-20): Taxas baixas e boa liquidez. Alternativa prática à Ethereum.

A escolha da blockchain depende do valor da transação e da preferência do parceiro comercial. Para transferências de alto valor (acima de US$ 100 mil), Ethereum ou TRON costumam ser as opções mais seguras.

Passo 3: Adquira as Stablecoins

Você pode comprar stablecoins em corretoras brasileiras como:

  • Mercado Bitcoin: Maior corretora da América Latina, com sede no Brasil
  • Binance: Corretora global com alto volume de liquidez
  • Foxbit: Corretora brasileira com boa reputação
  • NovaDAX: Corretora brasileira com integração PIX

Ao comprar, você paga o valor em reais e recebe as stablecoins na sua carteira na exchange. O spread cobrado pelas corretoras brasileiras varia de 0,3% a 1,5%, dependendo do volume e da corretora.

Passo 4: Transfira para o Parceiro

Com as stablecoins na sua carteira da exchange ou em uma carteira de autocustódia (como MetaMask, Trust Wallet ou Ledger), você realiza a transferência para a carteira do seu fornecedor ou comprador.

Importante: Antes de realizar a primeira transação, faça um teste com valor baixo (US$ 10 a US$ 50) para confirmar que o endereço da carteira do destinatário está correto e que a transação é processada com sucesso na blockchain escolhida. Erros de endereço são irreversíveis em blockchain — não existe "estornar" uma transação.

Passo 5: Registre a Operação

Mantenha registros detalhados de todas as operações:

  • Hash da transação na blockchain (comprovante público)
  • Valor em dólar equivalente no momento da transação
  • Câmbio utilizado para conversão (se aplicável)
  • Nome e dados do parceiro comercial
  • Nota fiscal e documentação da operação de comércio exterior
  • Declaração à Receita Federal (IN 1888/2019) se aplicável

Passo 6: Gerencie o Risco Cambial

Se você opera com criptomoedas, está exposto a dois tipos de risco cambial: o risco de variação do real frente ao dólar (mesmo risco do sistema tradicional) e o risco de desancoragem da stablecoin. Para mitigar o segundo risco, diversifique entre diferentes stablecoins e evite manter grandes saldos em uma única stablecoin por períodos prolongados.

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Como a TRADEXA Ajuda em um Cenário com Criptomoedas

A TRADEXA é uma plataforma de inteligência de mercado para comércio exterior, e seu valor para operações com criptomoedas está na inteligência de dados que ela oferece.

Ao planejar uma importação ou exportação, o Classificador NCM com IA da TRADEXA ajuda a classificar corretamente os produtos, garantindo que a operação tenha a base fiscal correta antes mesmo de pensar no pagamento. O Tarifário 160 países permite simular custos tarifários em tempo real, ajudando a calcular o valor exato da operação e o montante que precisará ser pago ou recebido.

O Smart Rank da TRADEXA classifica mercados e oportunidades de exportação com base em dados objetivos. Ao identificar um mercado promissor — por exemplo, uma oportunidade de exportar para os Emirados Árabes —, o exportador pode planejar não apenas a logística e a documentação, mas também a forma de recebimento, incluindo a opção de receber em stablecoins se o comprador estiver disposto.

Os dashboards de Trade Intelligence permitem acompanhar tendências de preços, volumes de importação e exportação, sazonalidade e movimentação de competidores. Esses dados são valiosos para tomar decisões informadas sobre quando realizar pagamentos ou recebimentos em criptomoedas — por exemplo, evitando períodos de alta volatilidade.

Além disso, o Mapa Frete Marítimo da TRADEXA oferece visibilidade sobre as rotas marítimas e custos de frete. Combinado com o uso de criptomoedas para pagamento, o importador pode otimizar não apenas o custo do frete, mas também o custo financeiro da operação como um todo.

O Futuro dos Pagamentos Internacionais: Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs) e o Real Digital

O Banco Central do Brasil está desenvolvendo o Real Digital (Drex), uma moeda digital de banco central (CBDC) que terá implicações profundas para o comércio exterior. O Drex não é uma criptomoeda no sentido tradicional — é a representação digital do real emitida pelo Banco Central — mas utiliza tecnologia de registro distribuído (DLT) para permitir transações programáveis e liquidação atômica.

No futuro, o Drex poderá transformar pagamentos internacionais ao permitir:

  • Liquidação instantânea entre o real digital e moedas digitais de outros países
  • Redução drástica de spreads cambiais através de conectores interbancários programáveis
  • Automação de pagamentos via contratos inteligentes integrados aos sistemas aduaneiros
  • Integração com o Siscomex para pagamento automático de tributos e taxas no momento do registro da declaração

Enquanto o Drex não chega, as stablecoins privadas (USDT, USDC) preenchem o vácuo — e continuarão sendo relevantes como alternativa descentralizada mesmo após o lançamento do Real Digital.

Conclusão

As criptomoedas, especialmente as stablecoins, representam uma oportunidade real para importadores e exportadores brasileiros reduzirem custos de pagamento internacional de 2% a 5% para 0,5% a 1,5%, além de reduzir o tempo de liquidação de dias para minutos.

No entanto, o uso de criptomoedas exige planejamento cuidadoso, conformidade regulatória e gestão de riscos. As empresas brasileiras que dominarem essa tecnologia estarão em vantagem competitiva significativa — tanto em termos de custo quanto de eficiência operacional.

A TRADEXA, com seu ecossistema de inteligência de mercado, oferece as ferramentas que complementam essa estratégia: classificação NCM precisa, tarifário global, diretório de importadores, smart rank de mercados e dashboards de trade intelligence. Combinar a eficiência dos pagamentos em criptomoedas com a inteligência de dados da TRADEXA é o caminho mais inteligente para o profissional de comércio exterior que quer se manter competitivo em 2026 e além.

O futuro dos pagamentos internacionais já está acontecendo — e as criptomoedas são parte fundamental dessa transformação. A pergunta não é mais "se" você vai usar criptomoedas nas suas operações de comércio exterior, mas "quando".

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Ferramentas TRADEXA para sua Operacao

A TRADEXA oferece ferramentas integradas que cobrem todo o ciclo do comercio exterior:

  • Classificador NCM com IA: descubra a NCM correta do seu produto em segundos
  • Tarifario Global: consulte tarifas de importacao em 160 países
  • Diretorio de Importadores: acesse 3,8 milhoes de contatos de compradores
  • Dashboard de Inteligencia: visualize dados de comercio exterior em tempo real
  • Smart Rank: compare mercados e priorize os mais promissores
  • Simulador de Frete: calcule custos logisticos entre portos
  • Calculadora de Landed Cost: simule o custo total da operacao

Todas as ferramentas estao disponiveis em tradexa.com.br. Comece com acesso gratuito.

Panorama do Comercio Exterior Brasileiro

O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).

Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:

  • China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
  • Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
  • Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
  • Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
  • India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%

Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.

📊 Dado Estrategico: O comercio exterior brasileiro movimentou US$ 337 bilhoes em exportacoes em 2025, com destaque para agronegocio, mineracao e produtos industrializados. A diversificacao de mercados e a chave para reduzir riscos e aumentar a competitividade.

⚠️ Atencao: Erros de classificacao fiscal, documentacao incompleta e falta de certificacoes sao as principais causas de retencao de cargas na alfandega. Utilize o classificador NCM da TRADEXA para garantir a conformidade da sua operacao.

💡 Dica TRADEXA: Use o Classificador NCM com IA para descobrir a classificacao fiscal correta do seu produto em segundos. O Tarifario Global da TRADEXA cobre 160 países e mostra aliquotas, barreiras e acordos preferenciais aplicaveis. Acesse em tradexa.com.br.

Comparacao de Modais de Transporte

ModalPrazoCustoCapacidadeIdeal para
Maritimo20-45 diasUS$ 2.000-8.000/cont10.000-24.000 TEUCommodities, alto volume
Aereo2-7 diasUS$ 3-8/kg100 t/vooAlto valor, urgentes
Rodoviario5-15 diasUS$ 1.500-5.00020-30 tMercosul
Ferroviario15-30 diasUS$ 1.000-4.00010.000 tGraos, minerios

Erros Comuns no Comercio Exterior

  • Classificacao fiscal incorreta: Principal causa de multas e retencoes
  • Documentacao incompleta: Fatura sem dados obrigatorios, packing list divergente
  • Certificacoes obtidas apos o embarque: Produto chega ao destino mas nao pode ser desembarcado
  • Incoterm mal escolhido: Responsabilidades mal definidas geram custos inesperados
  • Custo total mal calculado: Landed cost nao considera todas as taxas e tarifas

Perguntas Frequentes (FAQ)

❓ Quanto tempo leva para comecar a exportar?

Depende da complexidade do produto. Operacoes simples: 2-4 meses. Produtos regulados: 6-24 meses.

❓ Quais documentos sao necessarios?

DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, Certificado de Origem, certificacoes especificas do produto.

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❓ Preciso de um despachante aduaneiro?

Sim, altamente recomendado. O despachante cuida do registro da DU-E e do acompanhamento da carga na alfandega.

❓ Como a TRADEXA pode ajudar?

Com classificador NCM IA, diretorio de importadores, tarifario global, dashboards de inteligencia e calculadora de custos.

Glossario de Termos

TermoDefinicao
LCLetter of Credit ou Carta de Credito — instrumento de pagamento onde o banco garante o pagamento ao exportador.
NDFNon-Deliverable Forward — contrato de hedge cambial que protege contra oscilacoes da taxa de cambio.
SELICTaxa basica de juros da economia brasileira — usada como referencia para juros de mora em tributos federais.
EORIEconomic Operators Registration and Identification — numero obrigatorio para importar na Uniao Europeia.

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