BRICS e a Nova Ordem Comercial Global: Oportunidades para o Brasil

Análise do papel dos BRICS no comércio global: expansão do bloco, Novo Banco de Desenvolvimento, comércio em moedas locais e oportunidades para exportadores brasileiros.

Publicado em 2026-06-28 | Atualizado em 2026-06-28 | TRADEXA Blog

BRICS e a Nova Ordem Comercial Global: Oportunidades para o Brasil

O cenário geopolítico e comercial global está passando por uma das transformações mais profundas desde o fim da Guerra Fria. No centro dessa transformação está o BRICS — bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — que, após a expansão de 2023/2024, passou a representar uma parcela ainda mais significativa da economia mundial. Para o exportador brasileiro, entender o papel dos BRICS na nova ordem comercial global não é apenas uma questão de geopolítica — é uma necessidade estratégica para identificar oportunidades de negócio, antecipar tendências e posicionar-se competitivamente em um mundo que caminha para a multipolaridade.

Neste artigo, vamos analisar em profundidade a expansão do BRICS, o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o avanço do comércio em moedas locais (desdolarização), e as oportunidades concretas que emergem para exportadores brasileiros nesse novo cenário. Tudo isso com dados, análises e insights práticos baseados na inteligência de mercado que a TRADEXA oferece para profissionais de comércio exterior.

A Expansão do BRICS: De 5 a 11+ Membros

O BRICS foi formado em 2009 como um agrupamento informal das maiores economias emergentes do mundo. Durante mais de uma década, o bloco operou com seus cinco membros fundadores — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — realizando cúpulas anuais e coordenando posições em fóruns multilaterais.

A grande virada veio em agosto de 2023, durante a 15ª Cúpula do BRICS em Joanesburgo, quando os líderes do bloco anunciaram o convite para a adesão de seis novos membros: Argentina, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Embora a Argentina tenha recusado o convite após a eleição de Javier Milei, os demais países formalizaram sua adesão em 1º de janeiro de 2024, elevando o bloco para 10 membros efetivos.

Desde então, novos países manifestaram interesse em aderir — Malásia, Tailândia, Turquia, Cazaquistão, Argélia, Nigéria, Bolívia, Cuba, entre outros. O BRICS hoje responde por aproximadamente 37% do PIB global (em paridade de poder de compra), mais de 40% da população mundial e cerca de 30% do território do planeta. Em termos de comércio global, os países do BRICS respondem por aproximadamente 25% das exportações mundiais de mercadorias.

O Significado da Expansão para o Comércio Global

A expansão do BRICS não é meramente simbólica. Ela tem implicações comerciais concretas:

Diversificação de parceiros comerciais: Com a entrada de países do Oriente Médio (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) e da África (Egito, Etiópia), o bloco ganha representatividade geográfica e econômica. Para o Brasil, isso significa acesso facilitado a mercados que historicamente têm altas barreiras tarifárias e regulatórias.

Coordenação econômica ampliada: Os novos membros trazem consigo cadeias produtivas complementares às do Brasil. A Arábia Saudita e os Emirados são potências energéticas e financeiras; o Egito é um hub logístico no Mediterrâneo; a Etiópia é uma fronteira de crescimento industrial na África Oriental.

Peso político em negociações multilaterais: Com mais membros, o BRICS aumenta sua capacidade de influenciar regras do comércio global na OMC, no FMI e no Banco Mundial. Para o exportador brasileiro, isso pode significar condições mais favoráveis em negociações comerciais futuras.

Impacto nos Fluxos Comerciais do Brasil

O Brasil já possui relações comerciais significativas com os países do BRICS. Em 2024, a corrente de comércio do Brasil com os países do bloco (membros fundadores + novos membros) ultrapassou US$ 150 bilhões, representando aproximadamente 35% do comércio exterior brasileiro total.

A China é, de longe, o principal parceiro comercial do Brasil no bloco, respondendo por mais de 30% das exportações brasileiras totais. A Índia é o quarto maior destino das exportações brasileiras, com destaque para petróleo, ouro e produtos químicos. A Rússia e a África do Sul também figuram entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil.

Com a entrada dos novos membros, o potencial de expansão é ainda maior. Os Emirados Árabes Unidos já são um dos principais destinos das exportações brasileiras no Oriente Médio, especialmente carnes, açúcar e aeronaves. A Arábia Saudita é um mercado crescente para proteínas animais brasileiras. O Egito é um dos maiores importadores de carne bovina e frango do Brasil. E a Etiópia, embora ainda peque no comércio bilateral, oferece oportunidades em infraestrutura, máquinas e fertilizantes.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Financiamento do Comércio

Criado durante a 6ª Cúpula do BRICS em Fortaleza (2014), o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — também conhecido como Banco do BRICS — foi concebido como uma alternativa às instituições financeiras tradicionais (FMI, Banco Mundial) para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países membros e em outras economias emergentes.

Estrutura e Capital do NDB

O NDB tem capital autorizado de US$ 100 bilhões, dividido igualmente entre os membros fundadores. Cada um dos cinco países originais subscreveu US$ 10 bilhões em capital, dos quais US$ 2 bilhões foram integralizados e o restante é capital passível de chamada. Com a entrada dos novos membros, o capital do banco pode ser ampliado, embora a participação acionária dos novos integrantes ainda esteja sendo negociada.

Impacto do NDB no Comércio Exterior Brasileiro

Para o exportador brasileiro, o NDB representa oportunidades em três frentes principais:

Financiamento de infraestrutura logística: O NDB tem aprovado projetos de infraestrutura no Brasil que melhoram diretamente a capacidade exportadora do país. Estradas, ferrovias, portos e aeroportos financiados pelo banco reduzem custos logísticos e aumentam a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Linhas de crédito para comércio bilateral: O NDB tem instrumentos financeiros que podem ser utilizados para garantir operações de comércio exterior entre países membros, reduzindo riscos cambiais e de crédito para exportadores.

Investimentos em cadeias produtivas: O banco financia projetos de energia renovável, agricultura sustentável, transformação digital e industrialização que criam novas capacidades exportadoras no Brasil.

Em 2024, o NDB já havia aprovado mais de US$ 35 bilhões em projetos desde sua fundação, dos quais aproximadamente US$ 5 bilhões destinados ao Brasil. Projetos emblemáticos incluem o financiamento de parques eólicos no Nordeste, a expansão de linhas de transmissão e a modernização de portos.

O NDB e a Transição Energética

Um dos focos estratégicos do NDB é o financiamento da transição energética nos países membros. Para o Brasil, que já possui uma matriz energética das mais limpas do mundo, isso representa uma oportunidade de se posicionar como fornecedor de tecnologias e serviços relacionados à energia limpa.

O Brasil pode exportar equipamentos para geração solar e eólica, biocombustíveis, tecnologias de eficiência energética e serviços de consultoria ambiental para outros países do BRICS. O NDB pode atuar como facilitador financeiro dessas operações, oferecendo linhas de crédito competitivas e garantias soberanas.

Comércio em Moedas Locais e Desdolarização

Talvez o tema mais discutido (e mais mal compreendido) no contexto dos BRICS seja a chamada desdolarização — a redução da dependência do dólar norte-americano nas transações comerciais e financeiras entre os países do bloco.

O Que Está Acontecendo de Fato?

Diferentemente do que sugerem manchetes sensacionalistas, os países do BRICS não estão abandonando o dólar como reserva de valor ou como moeda de referência global. O que está em curso é um processo gradual de diversificação dos meios de pagamento utilizados no comércio bilateral, com o objetivo de reduzir custos de transação, mitigar riscos cambiais e diminuir a exposição a sanções unilaterais.

Vários mecanismos estão sendo desenvolvidos paralelamente:

Acordos bilaterais de swap cambial: China e Brasil assinaram em 2023 um acordo de swap no valor de aproximadamente US$ 30 bilhões em equivalentes de yuan/reais, permitindo que as transações comerciais entre os dois países sejam liquidadas diretamente nas moedas locais, sem passar pelo dólar. Em 2024, o Brasil concluiu a primeira liquidação financeira em yuan com a China, marcando um marco histórico nas relações bilaterais.

Sistemas de pagamento alternativos: O SPFS russo (alternativa ao SWIFT), o CIPS chinês (Cross-Border Interbank Payment System) e o novo sistema brasileiro de pagamentos em moeda local estão sendo interconectados para permitir liquidação direta de transações entre os países do bloco.

Moeda comum de referência: Em discussão nos fóruns técnicos do BRICS está a criação de uma moeda digital comum (BRICS Pay ou similar) para uso em transações comerciais entre os países membros, lastreada em uma cesta de moedas dos países do bloco. Embora ainda distante da implementação prática, a ideia sinaliza a direção estratégica que o bloco pretende seguir.

Impacto para o Exportador Brasileiro

A possibilidade de realizar operações de exportação em moedas locais tem implicações práticas importantes:

Redução de custos de conversão: Cada operação de exportação que passa pelo dólar envolve spreads de conversão que podem chegar a 2-3% do valor da transação. Com a liquidação direta em moedas locais, esse custo é eliminado ou drasticamente reduzido.

Mitigação de risco cambial: Exportadores que faturam em dólar mas têm custos em real estão expostos à volatilidade cambial. Quando a exportação é faturada diretamente em real (ou em moeda local do importador com hedge natural), o risco cambial é gerenciado de forma mais eficiente.

Vantagem competitiva: Empresas brasileiras que se adaptarem rapidamente aos novos mecanismos de pagamento poderão oferecer condições mais atrativas para importadores em países do BRICS, como a possibilidade de pagamento em moeda local, o que pode ser um diferencial competitivo relevante.

Acesso a mercados sancionados: Para países como Rússia e Irã, que enfrentam sanções financeiras ocidentais, o comércio em moedas locais e através de sistemas de pagamento alternativos é a única via viável. Empresas brasileiras que dominarem esses mecanismos terão acesso privilegiado a esses mercados.

Desafios da Desdolarização

É importante ter clareza sobre os desafios envolvidos:

Liquidez limitada: O yuan e o real ainda têm liquidez internacional limitada em comparação com o dólar. Grandes operações em moedas locais podem enfrentar dificuldades de conversão e hedge.

Volatilidade de moedas emergentes: Tanto o real quanto o yuan são moedas de países emergentes, sujeitas a volatilidade cambial significativa. Sem instrumentos adequados de hedge, a exposição cambial pode ser um risco relevante.

Aceitação limitada: Muitos importadores em países do BRICS ainda preferem negociar em dólar por familiaridade e tradição. A mudança para moedas locais será gradual e dependerá de incentivos concretos.

Cobertura bancária: Nem todos os bancos brasileiros têm capacidade de operar com moedas como o yuan, o rublo ou a rupia indiana. A infraestrutura bancária para liquidação em moedas locais ainda está em desenvolvimento.

Oportunidades Concretas para Exportadores Brasileiros

Com base na análise geopolítica e comercial, que oportunidades concretas emergem para o exportador brasileiro no contexto do BRICS ampliado?

1. Diversificação de Mercados

O BRICS ampliado oferece um conjunto diversificado de mercados com diferentes perfis de demanda. O exportador brasileiro pode utilizar plataformas de inteligência como a TRADEXA para identificar quais produtos brasileiros têm maior potencial em cada país do bloco.

Oriente Médio (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos): Alta demanda por alimentos halal, carnes, aves, açúcar, café, frutas, máquinas e equipamentos. Mercados com alto poder aquisitivo e disposição a pagar por qualidade.

África (Egito, Etiópia, África do Sul): Demanda por fertilizantes, máquinas agrícolas, alimentos processados, produtos farmacêuticos, infraestrutura e serviços de engenharia. Mercados com crescimento acelerado mas poder aquisitivo mais limitado.

Ásia (China, Índia): Demanda massiva por commodities (soja, petróleo, minério de ferro, carne, celulose) e oportunidades crescentes para produtos manufaturados de maior valor agregado (aeronaves, máquinas, cosméticos, alimentos processados).

2. Acordos Preferenciais e Redução Tarifária

O BRICS não é uma área de livre comércio — até o momento, não existe um acordo comercial único que unifique todos os países do bloco. No entanto, existem acordos bilaterais e regionais que o exportador brasileiro pode aproveitar:

  • Acordo Mercosul-Índia (Acordo Preferencial de Comércio, vigente desde 2009): oferece reduções tarifárias para aproximadamente 450 produtos de cada lado.
  • Acordo Mercosul-SACU (União Aduaneira da África Austral, que inclui a África do Sul): vigente desde 2016, oferece preferências tarifárias para bens industriais e agrícolas.
  • Acordo Mercosul-Egito (Acordo de Livre Comércio, vigente desde 2017): elimina tarifas para a maioria dos produtos industrializados e oferece preferências para produtos agrícolas.

Para acessar esses benefícios, o exportador brasileiro precisa verificar a NCM do seu produto na base de dados da TRADEXA, confirmar a margem de preferência aplicável, emitir o Certificado de Origem correspondente e cumprir as regras de origem estabelecidas em cada acordo.

3. Parcerias em Cadeias Produtivas

O BRICS oferece oportunidades para integração de cadeias produtivas entre os países membros. O Brasil pode se posicionar como:

Fornecedor de insumos estratégicos: Minério de ferro, petróleo, alimentos, celulose, fertilizantes, produtos químicos para cadeias produtivas na China e na Índia.

Parceiro em tecnologia agrícola: O Brasil tem expertise em agricultura tropical, biotecnologia, irrigação, defensivos agrícolas e manejo sustentável que pode ser transferida para países africanos do BRICS (Etiópia, África do Sul, Egito).

Hub de manufatura para a América do Sul: Empresas chinesas e indianas podem usar o Brasil como base para produção e distribuição na América do Sul, gerando oportunidades para fornecedores locais de insumos, componentes e serviços.

4. Financiamento e Garantias

O NDB e os bancos de desenvolvimento nacionais (BNDES, no caso do Brasil) estão alinhando suas estratégias para financiar projetos que integrem as economias do BRICS. O exportador brasileiro pode buscar:

  • Linhas de crédito do BNDES para exportação de máquinas e equipamentos para países do BRICS.
  • Garantias do NDB para projetos de infraestrutura que envolvam exportação de serviços de engenharia brasileiros.
  • Financiamento do BRICS para projetos de energia limpa que demandem equipamentos e tecnologia brasileiros.
  • Participação em consórcios internacionais para projetos financiados pelo NDB em países africanos e asiáticos.

5. Inovação e Tecnologia

O BRICS tem fomentado a cooperação em ciência, tecnologia e inovação. Para o exportador brasileiro, isso abre portas para:

  • Exportação de serviços de tecnologia da informação e software para empresas em países do BRICS.
  • Parcerias em pesquisa e desenvolvimento com instituições chinesas e indianas em áreas como agricultura digital, biotecnologia e energias renováveis.
  • Participação em programas de cooperação técnica do BRICS para transferência de tecnologia brasileira para países africanos.

Desafios e Riscos a Considerar

Nem tudo são oportunidades. O exportador brasileiro precisa estar ciente dos riscos e desafios associados ao comércio no âmbito do BRICS:

Instabilidade geopolítica: A Rússia enfrenta sanções ocidentais que complicam transações financeiras e logísticas. O Irã também está sob forte regime de sanções. Negociar com esses países exige diligência redobrada em compliance, due diligence e estruturas de pagamento alternativas.

Volatilidade econômica: Vários países do BRICS enfrentam desafios macroeconômicos — inflação alta na Argentina (mesmo não tendo entrado), desvalorização cambial na Turquia (candidato), crise fiscal na Etiópia. O exportador precisa avaliar o risco-país de cada destino.

Infraestrutura logística deficiente: Países como Etiópia e Egito têm infraestrutura portuária e logística limitada, o que pode elevar custos e prazos de entrega. É fundamental mapear as rotas logísticas e os custos de frete com antecedência.

Diferenças regulatórias e culturais: Cada país do BRICS tem seu próprio marco regulatório, exigências sanitárias, padrões técnicos e práticas de negócios. Investir em inteligência de mercado e assessoria especializada é essencial para evitar erros custosos.

Concorrência intra-BRICS: A China é um competidor formidável em praticamente todos os setores. A Índia também tem se tornado competitiva em manufatura e serviços. O exportador brasileiro precisa identificar nichos onde tenha vantagens comparativas claras.

Como a TRADEXA Pode Ajudar

Navegar pelas oportunidades e desafios do BRICS exige informação de qualidade e ferramentas de inteligência de mercado. A TRADEXA oferece:

Dados tarifários para 31 países: Consulte as tarifas de importação aplicáveis ao seu produto em cada país do BRICS, incluindo preferências tarifárias de acordos comerciais vigentes.

Diretório de 3,8 milhões de importadores: Identifique potenciais compradores em cada país do BRICS, com dados de contato e histórico de importação.

Análise de concorrência: Descubra quais países estão exportando seu produto para cada mercado do BRICS, em que volume e a que preço, permitindo um benchmarking competitivo preciso.

Inteligência de mercado: Acompanhe tendências de demanda, sazonalidade e evolução de preços em cada mercado, com dashboards interativos e alertas personalizados.

Classificador NCM com IA: Garanta a classificação fiscal correta do seu produto para cada país do BRICS, evitando erros que podem resultar em multas e atrasos alfandegários.

Conclusão

O BRICS ampliado representa uma transformação profunda na geopolítica e no comércio global. Para o Brasil, o bloco oferece um canal estratégico para diversificar mercados, reduzir dependência de parceiros tradicionais, acessar financiamento alternativo e participar ativamente da construção de uma nova ordem comercial multipolar.

No entanto, oportunidades não se materializam automaticamente — elas precisam ser identificadas, avaliadas e perseguidas com informação de qualidade e ferramentas adequadas. O exportador brasileiro que investir em inteligência de mercado, entender as dinâmicas geopolíticas do bloco e adaptar sua estratégia comercial para cada país-membro estará bem posicionado para colher os frutos dessa nova realidade.

A TRADEXA está na vanguarda desse movimento, fornecendo aos profissionais de comércio exterior brasileiros os dados, as análises e as ferramentas necessárias para transformar a oportunidade dos BRICS em negócios concretos. Explore nossos dashboards, consulte nossas bases de dados tarifários e de importadores, e prepare-se para competir na nova ordem comercial global.

O mundo está mudando — e o Brasil tem um papel central nessa transformação.