Aves Processadas Brasileiras: Agregação de Valor na Exportação
Exportação de aves processadas do Brasil: nuggets, empanados, pratos prontos. Mercados, certificações, NCM e oportunidades de agregação de valor.
Aves Processadas Brasileiras: Agregação de Valor na Exportação
O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de carne de frango, mas o grande salto competitivo está na migração da commodity in natura para produtos processados e agregados. Nuggets, empanados, pratos prontos, cortes especiais e preparações culinárias representam a fronteira mais lucrativa da avicultura de exportação brasileira. Em vez de vender apenas o frango inteiro congelado, as plantas frigoríficas brasileiras investem em linhas de processamento que multiplicam o valor agregado por quilo exportado.
A diferença entre exportar carne de frango in natura e exportar produtos processados é substancial. Enquanto o quilo do frango inteiro congelado é negociado como commodity, sujeito a volatilidade de preços e margens apertadas, os processados agregam valor por meio de industrialização, marca, conveniência e diferenciação. Um nugget de frango brasileiro pode valer de 2 a 4 vezes mais que o frango in natura no mercado internacional. Os empanados, os pratos prontos e as preparações especiais posicionam o produto em segmentos de maior valor percebido, onde o consumidor final paga pela conveniência, pela textura e pela experiência gastronômica.
O Diferencial de Produtos Processados vs. In Natura
A agregação de valor na cadeia avícola começa com a compreensão das diferentes categorias de produtos. A carne de frango in natura, classificada nos capítulos 02 (carnes e miudezas) e 01 (animais vivos) da NCM, representa a forma mais básica de exportação. Já os processados se enquadram majoritariamente no capítulo 16 — preparações de carne, peixes e crustáceos — e em posições específicas do capítulo 21 (preparações alimentícias diversas).
O processo de transformação industrial não apenas altera a classificação fiscal, mas muda completamente a dinâmica comercial. Produtos processados permitem ao exportador brasileiro fugir da sazonalidade de preços do mercado spot, estabelecer contratos de longo prazo com redes de food service e supermercados internacionais, construir marca própria ou licenciada no destino, e proteger margens por meio de receitas proprietárias e especificações técnicas exclusivas.
A lista de produtos processados que o Brasil já exporta com sucesso inclui nuggets de frango (empanados pré-fritos), filés de frango temperados e marinados, almôndegas e hambúrgueres de frango, salsichas e embutidos de frango, pratos prontos congelados (strogonoff, frango ao molho, risotos e massas com frango), cortes especiais como filé de peito, coxa e sobrecoxa desossadas com pele, e preparações culinárias como frango à passarinho, tiras empanadas e cubos temperados.
A NCM mais comum para processados de aves é a posição 16.02 (outras preparações e conservas de carne), especialmente 1602.32 (preparações de galos/galinhas), 1602.39 (outras preparações de aves), e 1602.31 (peru). Também são relevantes as posições 0210.99 para carnes salgadas ou defumadas, 1905.90 para salgadinhos e snacks à base de frango, e 2106.90 para preparações alimentícias diversas contendo carne de aves. Cada NCM possui alíquotas de importação distintas em cada país, e é exatamente para isso que o TRADEXA Tarifário Global é indispensável: ele permite consultar as alíquotas aplicáveis em 160 países simultaneamente, evitando surpresas tributárias no fechamento do contrato.
NCM de Processados de Aves: Classificação Estratégica
A classificação tarifária correta é um dos pilares da exportação de aves processadas. Um erro na NCM pode resultar em pagamento indevido de tributos, retenção da carga na alfândega ou até multas por classificação fiscal incorreta. O Brasil adota a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), que deriva do SH (Sistema Harmonizado) internacional, com 8 dígitos para o Mercosul e possibilidade de abertura em 10 dígitos para estatísticas nacionais.
Os principais códigos NCM para processados de aves incluem:
1602.32.00 — Preparações de galos ou galinhas: é a posição mais abrangente, cobrindo preparações culinárias, ensopados, pratos prontos e conservas de frango. Esta posição inclui produtos cozidos, assados, fritos, pré-fritos e congelados, desde que contenham carne de frango como ingrediente principal.
1602.39.00 — Outras preparações de aves da espécie Gallus domesticus: inclui preparações de peru, pato, ganso, codorna e outras aves domésticas, excluindo galos e galinhas.
1601.00.00 — Enchidos e produtos semelhantes de carne: cobre salsichas, linguiças e embutidos de frango, com ou adição de outros ingredientes.
0210.99.00 — Carnes salgadas ou em salmoura, secas ou defumadas: inclui peito de frango defumado, hambúrguer de frango salgado e produtos curados de aves.
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1905.90.20 — Produtos de panificação contendo carne de aves: salgadinhos, pastéis, croquetes e empanados que contenham carne de frango como recheio.
O Classificador NCM com IA da TRADEXA é uma ferramenta essencial nesse processo. Em vez de navegar manualmente pelas complexas Regras Gerais de Interpretação (RGI) do Sistema Harmonizado, o exportador insere a descrição do produto e recebe a classificação sugerida com base em inteligência artificial treinada em milhões de classificações. Isso reduz drasticamente o risco de erro e acelera o processo de preparação da exportação.
Principais Mercados para Aves Processadas Brasileiras
Japão — O mercado japonês é um dos mais exigentes e lucrativos para aves processadas brasileiras. Os consumidores japoneses valorizam produtos práticos e de alta qualidade, como karaague (frango frito à japonesa), tiras empanadas (chicken katsu) e preparações para bentô. O Japão impõe tarifas de importação que variam entre 6% e 12% para processados de aves, além de requisitos sanitários extremamente rigorosos. O Brasil já possui plantas frigoríficas habilitadas para exportar ao Japão, e a demanda por processados cresce impulsionada pelo envelhecimento da população e pela busca por conveniência alimentar.
União Europeia — O bloco europeu é o segundo maior mercado para processados de aves brasileiros, atrás do Oriente Médio. Os países nórdicos, Alemanha, França, Países Baixos e Reino Unido são destinos relevantes para nuggets, empanados e filés temperados. A UE aplica tarifas que variam conforme a categoria do produto: cortes in natura têm alíquota de 8% a 15%, enquanto preparações e conservas (posição 1602) podem chegar a 20% ou mais, dependendo do tipo e do teor de carne. Além das tarifas, o exportador brasileiro precisa atender a requisitos de rastreabilidade, bem-estar animal, ausência de hormônios e padrões microbiológicos definidos pela EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar).
Oriente Médio — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Omã são os principais compradores de aves processadas brasileiras na região. O Oriente Médio responde por cerca de 40% das exportações brasileiras de carne de frango processada. Os consumidores árabes valorizam produtos com certificação Halal, cortes específicos (como coxa e sobrecoxa) e preparações como shawarma de frango, frango grelhado temperado e kebab de frango. As tarifas de importação na região variam entre 5% e 10%, com vantagens tarifárias para países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). A principal barreira não-tarifária é a certificação Halal, que exige auditoria de órgãos certificadores reconhecidos pelos países importadores.
Outros Mercados Emergentes — África do Sul, Coreia do Sul, México, Chile e China também apresentam oportunidades crescentes para aves processadas brasileiras. A China, em particular, tem ampliado a importação de preparações de aves para atender à demanda da crescente classe média urbana por proteína animal prática e acessível. Cada mercado possui requisitos sanitários específicos que precisam ser atendidos, e a habilitação de novas plantas pelo MAPA é um processo contínuo.
Para todos esses mercados, o TRADEXA Diretório de Importadores é a ferramenta ideal para identificar compradores qualificados. Com acesso a mais de 3,8 milhões de empresas importadoras em todo o mundo, o exportador brasileiro pode filtrar por produto (NCM), país, volume de importação e frequência de compras, construindo uma lista de prospecção altamente segmentada e reduzindo o custo de aquisição de clientes internacionais.
Certificações Internacionais para Aves Processadas
Exportar aves processadas exige um conjunto de certificações que vão muito além do registro básico no MAPA. As principais certificações demandadas pelos mercados internacionais incluem:
Certificação Halal — Obrigatória para exportar ao Oriente Médio, Indonésia, Malásia, Paquistão, Bangladesh e países muçulmanos. Exige que todo o processo de abate, processamento, armazenagem e transporte siga os preceitos islâmicos. Os principais órgãos certificadores reconhecidos internacionalmente são CDIAL Halal (Brasil), FAMBRAS Halal, Cibal Halal, e entidades locais como JAKIM (Malásia), MUIS (Cingapura) e SFDA (Arábia Saudita).
Certificação Kosher — Exigida para exportar a Israel e comunidades judaicas na América do Norte e Europa. O processo segue a lei judaica (Kashrut), com supervisão de rabinos certificadores. Embora o volume de exportação para este mercado seja menor que o Halal, as margens são significativamente mais altas.
Certificação BRCGS, IFS, SQF e FSSC 22000 — Estas certificações de segurança de alimentos são exigidas ou fortemente recomendadas pelos grandes varejistas e redes de food service da Europa, América do Norte e Ásia. A BRCGS (British Retail Consortium Global Standard) e a IFS (International Featured Standards) são as mais comuns para exportar à União Europeia.
GlobalGAP — Certificação de boas práticas agrícolas, exigida por alguns varejistas europeus para garantir padrões de produção sustentável, rastreabilidade e bem-estar animal.
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Certificação Orgânica — Para produtos posicionados no segmento premium. A demanda por aves processadas orgânicas cresce nos mercados europeu, norte-americano e japonês. A certificação segue a ISO 17065 e requer auditoria de entidades acreditadas no país de origem e reconhecidas no destino.
Certificação de Bem-Estar Animal — Certificações como Certified Humane, Animal Welfare Approved e Global Animal Partnership (GAP) são cada vez mais demandadas por consumidores conscientes, especialmente na Europa, Canadá e Japão.
Cada certificação envolve custos, tempo de implantação e manutenção, mas as margens de preço obtidas com produtos certificados compensam amplamente o investimento. A TRADEXA Trade Intelligence permite ao exportador mapear quais certificações são mais relevantes para cada mercado-alvo, analisar a concorrência certificada e precificar o produto com base nos prêmios praticados no mercado internacional.
Barreiras Tarifárias e Não-Tarifárias
As barreiras tarifárias para aves processadas variam amplamente entre os mercados. Na União Europeia, as alíquotas do sistema de cotas da OMC para carne de frango processada chegam a 20% ad valorem, com picos tarifários para preparações com alto teor de carne e produtos com adição de açúcares ou amidos. No Japão, as tarifas variam de 6% a 12% dependendo do tipo de processamento e do teor de frango. Na China, as alíquotas para preparações de aves situam-se entre 8% e 15%, com reduções tarifárias graduais em acordos bilaterais. Na Arábia Saudita, a tarifa média é de 5% para preparações de carne de aves, mas pode chegar a 12% para produtos mais elaborados.
As barreiras não-tarifárias são frequentemente mais desafiadoras que as tarifárias. Elas incluem:
Requisitos sanitários — Cada país impõe padrões microbiológicos (Salmonella, Campylobacter, Listeria, E. coli), limites de aditivos e conservantes, e requisitos de rotulagem nutricional. O Japão exige testes de resíduos de medicamentos veterinários em cada lote. A China exige certificado sanitário emitido pelo MAPA e reconhecimento mútuo de padrões. A UE exige que as plantas exportadoras estejam listadas no sistema TRACES (Trade Control and Expert System).
Medidas antidumping e salvaguardas — Produtos processados de aves brasileiras já foram alvo de medidas antidumping em mercados como a África do Sul e a Tailândia. O monitoramento constante das barreiras comerciais é essencial para evitar sobressaltos.
Restrições por OGM e aditivos — A UE proíbe o uso de hormônios e limita o uso de antibióticos promotores de crescimento. Produtos processados que utilizam ingredientes geneticamente modificados precisam de rotulagem específica na UE e no Japão.
Requisitos de rotulagem — Informações nutricionais, lista de ingredientes, país de origem, data de fabricação e validade, instruções de preparo e armazenamento. Cada país tem regras específicas de rotulagem que precisam ser seguidas à risca.
Nesse contexto, o TRADEXA Tarifário Global é uma ferramenta indispensável. Com dados atualizados de alíquotas de importação para 160 países, incluindo tarifas preferenciais de acordos comerciais, sobretaxas antidumping e cotas tarifárias, o exportador brasileiro pode calcular com precisão o custo total de tributação no destino e precificar seu produto de forma competitiva.
Logística de Congelados na Exportação
A logística de exportação de aves processadas apresenta desafios específicos por se tratar de produtos congelados. A manutenção da cadeia de frio (cold chain) é crítica para preservar a qualidade microbiológica e sensorial do produto. A temperatura ideal para transporte de aves processadas congeladas é de -18°C ou inferior, com variação máxima tolerada de ±2°C durante todo o trajeto.
Os principais modais utilizados são:
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Contêineres reefer (refrigerados) — Para transporte marítimo, os contêineres reefer são a opção padrão. Eles possuem sistema de refrigeração autônomo que mantém a temperatura controlada durante toda a viagem. A capacidade varia de 20 a 40 pés, com aproximadamente 26 toneladas de carga líquida para um contêiner de 40 pés HQ reefer.
Câmaras frigoríficas em navios especializados — Para volumes muito grandes (acima de 5.000 toneladas), navios com porões frigorificados podem ser mais econômicos que contêineres reefer.
Transporte aéreo em contêineres refrigerados — Para produtos de alto valor agregado, como cortes especiais para restaurantes japoneses ou produtos premium para o mercado europeu, o transporte aéreo em contêineres refrigerados (ULD reefer) é viável, embora o custo seja significativamente maior.
A documentação logística inclui: conhecimento de embarque marítimo (Bill of Lading) ou aéreo (Air Waybill), packing list detalhado com temperaturas registradas, certificado de origem, certificado sanitário internacional, certificado Halal/Kosher (quando aplicável), seguro internacional de carga, e termógrafos com registro contínuo da temperatura.
Os principais portos brasileiros para exportação de aves processadas são Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Navegantes (SC), Rio Grande (RS) e Fortaleza (CE). A escolha do porto depende da origem da carga, da disponibilidade de terminais frigorificados e da frequência de navios para o destino. O TRADEXA Mapa de Frete Marítimo 3D oferece visualização interativa das principais rotas, tempos de trânsito e fretes praticados, facilitando a tomada de decisão logística.
Tendências de Consumo Global
O mercado global de aves processadas está em franca evolução, impulsionado por tendências que os exportadores brasileiros precisam monitorar constantemente:
Conveniência — O consumidor moderno busca soluções práticas: pratos prontos que exigem apenas aquecimento, snacks proteicos para consumo on-the-go, refeições completas congeladas. A pandemia acelerou essa tendência, que se mantém forte mesmo após a normalização.
Saúde e bem-estar — Produtos com redução de sódio, sem gordura trans, ricos em proteína, sem aditivos artificiais e com ingredientes clean label ganham espaço nos mercados desenvolvidos. A demanda por frango orgânico e aves criadas soltas (free-range) também cresce.
Proteinização — O aumento do consumo de proteína magra em substituição a carnes vermelhas beneficia diretamente as aves processadas. Os consumidores buscam fontes de proteína acessíveis, saudáveis e versáteis.
Internacionalização de sabores — Preparações com perfis de sabor globais (teriyaki, curry, pimenta, lemon pepper, ervas finas) conquistam consumidores nos mercados desenvolvidos. A capacidade de adaptar receitas aos paladares locais é um diferencial competitivo importante.
Sustentabilidade — A pegada de carbono do produto, a origem dos ingredientes, as embalagens recicláveis e as práticas de produção sustentável influenciam cada vez mais a decisão de compra, especialmente na Europa.
Food service vs. varejo — A recuperação do food service (restaurantes, fast food, catering) após a pandemia e o crescimento do varejo online de alimentos congelados criam oportunidades em ambos os canais.
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O Brasil está bem posicionado para capturar essas tendências. A oferta de grãos (milho e soja) abundante e a baixo custo, o clima favorável, a sanidade do rebanho, a escala produtiva e a expertise em processamento fazem da avicultura brasileira uma referência mundial. A chave para o futuro é continuar migrando da commodity para o produto processado de valor agregado.
Como a TRADEXA Potencializa a Exportação de Aves Processadas
A plataforma TRADEXA foi desenvolvida para apoiar exportadores brasileiros em todas as etapas da exportação de aves processadas. As principais ferramentas incluem:
Classificador NCM com IA — Classifique corretamente seus produtos processados em segundos, reduzindo o risco de erros tarifários e agilizando o despacho aduaneiro.
Tarifário Global (160 países) — Consulte alíquotas de importação, barreiras tarifárias e cotas para cada NCM nos principais mercados consumidores de aves processadas.
Diretório de Importadores — Identifique e qualifique compradores internacionais por produto, país, volume e frequência de importação.
Trade Intelligence — Acompanhe tendências de preços, volumes, concorrência e oportunidades em tempo real.
Mapa de Frete Marítimo 3D — Visualize rotas, tempos e custos de transporte para planejar a logística de congelados.
Smart Rank — Priorize mercados-alvo com base em scores de potencial, acessibilidade e rentabilidade.
Com a TRADEXA, o exportador brasileiro de aves processadas transforma dados em decisões estratégicas, reduz riscos, otimiza custos e maximiza o valor agregado de cada embarque. O futuro da avicultura brasileira está nos produtos processados — e a TRADEXA é a plataforma que conecta esse potencial aos mercados mais lucrativos do mundo.
Passo a Passo para sua Operacao de Comercio Exterior
1. Analise de Mercado
Identifique a demanda para seu produto no mercado-alvo. Analise volumes de importacao, precos praticados, principais concorrentes e tendencias. Use os dashboards de inteligencia da TRADEXA.
2. Classificacao Fiscal
Classifique corretamente seu produto na NCM. A classificacao correta determina as aliquotas de impostos e o tratamento administrativo.
3. Regularizacao
Verifique as certificacoes e licencas exigidas. Cada produto e pais tem requisitos especificos.
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4. Prospeccao de Compradores
Identifique importadores e distribuidores no mercado-alvo. O diretorio de importadores da TRADEXA simplifica essa etapa.
5. Negociacao e Contrato
Defina o Incoterm, as condicoes de pagamento e o cronograma. Carta de Credito (LC) e recomendada para primeiras operacoes.
6. Documentacao e Embarque
Prepare todos os documentos: DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, certificacoes. Contrate o frete e o seguro.
7. Desembaraco no Destino
O importador realiza o desembaraco aduaneiro. Acompanhe o processo e mantenha contato com o comprador.
8. Pos-Venda
Monitore a performance do produto, colete feedback e fortaleca o relacionamento com o importador.
Ferramentas TRADEXA para sua Operacao
A TRADEXA oferece ferramentas integradas que cobrem todo o ciclo do comercio exterior:
- Classificador NCM com IA: descubra a NCM correta do seu produto em segundos
- Tarifario Global: consulte tarifas de importacao em 160 países
- Diretorio de Importadores: acesse 3,8 milhoes de contatos de compradores
- Dashboard de Inteligencia: visualize dados de comercio exterior em tempo real
- Smart Rank: compare mercados e priorize os mais promissores
- Simulador de Frete: calcule custos logisticos entre portos
- Calculadora de Landed Cost: simule o custo total da operacao
Todas as ferramentas estao disponiveis em tradexa.com.br. Comece com acesso gratuito.
Panorama do Comercio Exterior Brasileiro
O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).
Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:
- China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
- Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
- Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
- Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
- India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%
Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.
📊 Dado Estrategico: O setor de Carnes e Produtos Animais e um dos mais relevantes da pauta de comercio exterior brasileira. Os principais mercados sao China (40%), UE (15%), EUA (10%), Hong Kong, Japao. A classificacao NCM base esta no Cap. 2 (carnes) e Cap. 16 (preparacoes), sob regulacao do MAPA (Ministerio da Agricultura).
⚠️ Atencao: As principais exigencias regulatorias incluem SIF (Inspecao Federal), GACC (China), certificado sanitario. A falta de qualquer uma dessas certificacoes pode impedir a entrada do produto no mercado de destino. Prazos de obtencao variam de 1 a 24 meses.
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💡 Dica TRADEXA: Use o Classificador NCM com IA para descobrir a classificacao fiscal correta do seu produto em segundos. O Tarifario Global da TRADEXA cobre 160 países e mostra aliquotas, barreiras e acordos preferenciais aplicaveis. Acesse em tradexa.com.br.
Tabela de Requisitos por Mercado
| Mercado | Tarifa Media | Certificacoes | Prazo de Entrada |
|---|---|---|---|
| China (40%) | 5-15% | SIF (Inspecao Federal), GACC (China), certificado sanitario | 3-12 meses |
| UE (15%) | 3-20% | Certificacoes locais | 2-18 meses |
| Brasil (origem) | PIS/COFINS/II | SIF (Inspecao Federal), GACC (China), certificado sanitario | 1-3 meses |
Erros Comuns na Carnes e Produtos Animais
- Registro ANVISA sem renovacao: Produtos com registro vencido sao retidos na alfandega
- Rotulagem em desacordo com o pais de destino: Cada pais exige informacoes especificas no rotulo
- Falta de rastreabilidade: Produtos sem origem comprovada tem entrada barrada em mercados como UE e EUA
- Classificacao NCM incorreta: Diferencas de aliquotas que chegam a 35% do valor da mercadoria
- Prazos de certificacao subestimados: Registrar um produto na ANVISA leva de 90 a 360 dias
Perguntas Frequentes (FAQ)
❓ Qual o orgao regulador para Carnes e Produtos Animais?
O orgao responsavel e MAPA (Ministerio da Agricultura). A classificacao NCM base esta no Cap. 2 (carnes) e Cap. 16 (preparacoes).
❓ Quais certificacoes sao exigidas?
SIF (Inspecao Federal), GACC (China), certificado sanitario. Os prazos variam de 1 a 24 meses dependendo da complexidade do produto e do pais de destino.
❓ Quais os principais mercados para Carnes e Produtos Animais?
Principais mercados: China (40%), UE (15%), EUA (10%), Hong Kong, Japao. Cada mercado tem exigencias especificas de certificacao e rotulagem.
❓ Quanto custa para comecar a exportar Carnes e Produtos Animais?
Os custos iniciais incluem: certificacoes (R$ 5.000 a R$ 100.000), adequacao de produto (R$ 10.000+), material comercial e prospeccao.
Caso Pratico
Cenario: Uma fabricante de carnes e produtos animais quer expandir para novos mercados. Passos: (1) Consulta os dashboards TRADEXA para identificar demanda global por seu produto. (2) Classifica corretamente no Classificador NCM IA. (3) Verifica certificacoes exigidas em cada mercado-alvo. (4) Identifica compradores no diretorio de importadores. Resultado: Expansao planejada com base em dados reais, reduzindo riscos e acelerando o processo.
Glossario de Termos
| Termo | Definicao |
|---|---|
| NCM | Nomenclatura Comum do Mercosul — codigo de 8 digitos que classifica mercadorias no comercio exterior brasileiro. Essencial para determinar aliquotas de impostos. |
| SH | Sistema Harmonizado — codigo internacional de 6 digitos base do NCM. Usado por mais de 200 paises. |
| Incoterms | Termos Internacionais de Comercio definidos pela ICC que estabelecem responsabilidades entre comprador e vendedor no transporte internacional. |
| FOB | Free On Board — incoterm onde o exportador entrega a carga a bordo do navio e o importador assume daí em diante. |
| CIF | Cost, Insurance and Freight — incoterm onde o preco inclui custo, seguro e frete ate o porto de destino. |
| DU-E | Declaracao Unica de Exportacao — documento eletronico que formaliza a exportacao no Brasil. Substituiu a antiga RE. |
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