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Comerciais
Beneficiam
15 de junho de 202615 min

Acordos Comerciais que Beneficiam o Brasil

Guia completo sobre os acordos comerciais que beneficiam o Brasil — Mercosul-UE, preferências tarifárias, regras de origem e como aproveitar.

Acordos Comerciais que Beneficiam o Brasil: Guia Completo para Importadores e Exportadores

O Brasil vive um momento singular em sua história de acordos comerciais. Após décadas de relativa inércia negociadora, o país — seja por iniciativa própria ou no âmbito do Mercosul — finalmente começa a colher os frutos de uma agenda mais ambiciosa de integração comercial. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, concluído em 2024 após 25 anos de negociações, é apenas a face mais visível de uma rede de preferências tarifárias que se estende por dezenas de países e oferece vantagens competitivas concretas para importadores e exportadores brasileiros que sabem utilizá-las.

Para quem atua no comércio exterior, entender os acordos comerciais não é exercício teórico. É a diferença entre pagar uma alíquota cheia de importação ou uma alíquota reduzida a zero por um acordo de complementação econômica. É a diferença entre ser competitivo ou ser excluído de uma licitação internacional. É, literalmente, dinheiro — margem — que fica na mesa quando o operador desconhece as preferências disponíveis.

Este artigo apresenta um panorama abrangente dos acordos comerciais que beneficiam o Brasil em 2026, com análise detalhada de margens preferenciais, cronogramas de eliminação tarifária, regras de origem e estratégias práticas para incorporar esses benefícios à sua operação de comércio exterior. Ao longo do texto, mostramos como as ferramentas da plataforma TRADEXA — incluindo o Tarifário Global com alíquotas para 160 países, o Classificador NCM com inteligência artificial e os dashboards de Trade Intelligence — podem transformar o labirinto de acordos comerciais em oportunidades de negócio mensuráveis.

O Momento Histórico dos Acordos Comerciais Brasileiros

O Brasil tem atualmente acordos comerciais vigentes com países que representam aproximadamente 35% do PIB mundial. Embora esse percentual seja inferior ao de economias asiáticas como Coreia do Sul e Singapura, que cobrem mais de 70% do PIB global com suas redes de acordos, o país vem acelerando sua agenda negociadora de forma consistente desde meados da década de 2010.

O marco mais importante dessa nova fase é, sem dúvida, o acordo Mercosul-União Europeia. Mas seria um erro grave reduzir a estratégia brasileira de acordos comerciais a esse único instrumento. O Brasil participa de dezenas de Acordos de Complementação Econômica (ACE) no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), mantém acordos de preferências fixas com países da África e do Oriente Médio, negocia ativamente com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), Coreia do Sul, Canadá e Singapura, e explora aproximações com parceiros asiáticos estratégicos como Vietnã e Indonésia.

O denominador comum de todos esses esforços é a busca por redução de barreiras tarifárias e não tarifárias em mercados prioritários para as exportações brasileiras. A lógica é simples: uma alíquota reduzida por acordo comercial aumenta a competitividade do produto brasileiro no mercado de destino, seja pelo menor custo final ao importador, seja pela maior margem que o exportador pode capturar.

Para o importador brasileiro, os acordos funcionam no sentido inverso: insumos, máquinas, equipamentos e bens de consumo importados de países parceiros com preferências tarifárias chegam ao mercado doméstico com custos reduzidos, o que pode significar tanto maior competitividade industrial quanto preços mais atrativos para o consumidor final.

O Acordo Mercosul-União Europeia: O Gigante que Finalmente se Moveu

O acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia é o mais abrangente acordo comercial já negociado pelo bloco sul-americano. Sua conclusão, em dezembro de 2024, após um quarto de século de negociações intermitentes, representou um marco histórico para o comércio exterior brasileiro.

O acordo cobre um mercado combinado de aproximadamente 780 milhões de consumidores e um PIB conjunto superior a 20 trilhões de dólares. Para o Brasil, especificamente, os ganhos são substanciais: estimativas da Confederação Nacional da Indústria apontam para um incremento de aproximadamente 100 bilhões de dólares no PIB brasileiro ao longo de 15 anos de implementação, com aumento significativo das exportações de produtos agrícolas, agroindustriais e manufaturados.

As principais disposições do acordo incluem eliminação de tarifas para 92% dos produtos comercializados entre os dois blocos em um horizonte de 10 anos, com cronogramas diferenciados para setores sensíveis como automotivo, laticínios, carnes e produtos químicos. A União Europeia se comprometeu a eliminar tarifas para praticamente todas as exportações industriais brasileiras, enquanto o Mercosul abriu seu mercado para produtos europeus com prazos de desgravação tarifária que podem chegar a 15 anos para os itens mais sensíveis.

Para o exportador brasileiro, isso significa que produtos como café, suco de laranja, carne bovina, carne de aves, açúcar, etanol, mel, frutas tropicais e uma vasta gama de produtos manufaturados terão acesso preferencial ao mercado europeu, em muitos casos com tarifa zero. Atualmente, esses produtos enfrentam alíquotas que variam de 5% a 45% na UE, dependendo do item e da época do ano, em função de cotas e tarifas sazonais.

Para o importador brasileiro, o acordo abre acesso a máquinas, equipamentos, insumos farmacêuticos, químicos, veículos, autopeças, vinhos e bens de consumo europeus com tarifas progressivamente reduzidas. Isso deve gerar ganhos de produtividade industrial e ampliar as opções de sourcing para empresas brasileiras.

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O cronograma de eliminação tarifária é organizado em cestas (staging categories) que vão de desgravação imediata (categoria A, tarifa zero na entrada em vigor) até desgravação em 15 anos (categoria E) e exclusões totais do cronograma. Produtos como automóveis e autopeças, tradicionalmente protegidos por tarifas elevadas em ambos os lados, têm os prazos mais longos, com períodos de até 15 anos para eliminação das tarifas. Já produtos como minerais, metais, madeiras e muitos itens agrícolas têm desgravação em prazos mais curtos, de zero a cinco anos.

Acordos de Complementação Econômica (ACE) no Âmbito da ALADI

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), sucessora da antiga ALALC, é o guarda-chuva jurídico sob o qual operam os principais acordos comerciais do Brasil com os demais países da América Latina. Os Acordos de Complementação Econômica (ACE) firmados nesse âmbito estabelecem preferências tarifárias recíprocas que cobrem a maior parte do comércio regional.

O ACE-14, firmado entre Brasil e Argentina no âmbito do Mercosul, estabelece o livre comércio entre os dois países para praticamente a totalidade do universo tarifário. As exceções são poucas e concentradas em setores automotivo e açucareiro, que mantêm regimes específicos. Para o importador brasileiro, isso significa que produtos argentinos como trigo, lácteos, vinhos, máquinas agrícolas, medicamentos e autopeças ingressam no mercado brasileiro com tarifa zero.

O ACE-35 entre Mercosul e Chile foi um dos primeiros acordos extrarregionais do bloco e permanece como um dos mais bem-sucedidos. O Chile, que mantém tarifas de importação baixas e uniformes, concede isenção tarifária para a grande maioria dos produtos brasileiros. Para o importador, o Chile oferece fontes competitivas de cobre, salmão, vinhos, frutas frescas e celulose, todos com tarifa zero em função do acordo.

O ACE-58 entre Mercosul e Peru e os ACE-59 e ACE-72 entre Mercosul e Colômbia, Equador e Venezuela ampliam a rede de preferências pela costa do Pacífico sul-americano. Para o exportador brasileiro, esses acordos abrem mercados com os quais o Brasil tem complementaridade econômica significativa: o Brasil exporta manufaturados e importa matérias-primas minerais e produtos agrícolas específicos desses países, como zinco peruano, bananas equatorianas e carvão colombiano.

Um aspecto frequentemente negligenciado pelos operadores de comércio exterior é que muitos desses acordos estabelecem não apenas preferências tarifárias fixas, mas também mecanismos de acumulação de origem, que permitem utilizar insumos de diversos países signatários para cumprir os requisitos de conteúdo regional. Isso é particularmente relevante para cadeias produtivas que se estendem por vários países da América do Sul, como a automotiva, a têxtil e a de plásticos.

Margens Preferenciais: Como Calcular o Benefício Real

A margem preferencial é a diferença entre a alíquota que seria aplicada a um produto em condições normais — geralmente a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para importações, ou a tarifa NMF (Nação Mais Favorecida) do país de destino para exportações — e a alíquota reduzida concedida pelo acordo comercial.

Para o importador brasileiro, o cálculo é direto: verifica-se a alíquota do Imposto de Importação prevista na TEC para o código NCM do produto, consulta-se a alíquota preferencial estabelecida pelo acordo com o país de origem, e a diferença entre ambas é a economia tarifária obtida. Um exemplo concreto: um importador que traz fios de algodão (NCM 5205) do Peru paga, pelo ACE-58, alíquota zero de Imposto de Importação, enquanto a alíquota TEC padrão é de 18%. Em uma importação de 100 mil dólares, a economia é de 18 mil dólares apenas em Imposto de Importação, sem contar os efeitos sobre a base de cálculo de IPI, PIS e COFINS.

No entanto, o benefício real vai além da alíquota nominal. A margem preferencial efetiva — o que realmente importa para a competitividade — precisa considerar também os custos logísticos, prazos de entrega, requisitos de qualidade e, fundamentalmente, as regras de origem. De nada adianta uma tarifa zero se o produto não conseguir comprovar origem preferencial ou se os custos de frete e seguro anularem a vantagem tarifária.

O Tarifário Global da plataforma TRADEXA, que cobre alíquotas de importação para 160 países, permite ao importador e exportador brasileiro consultar instantaneamente a alíquota aplicável para qualquer código NCM em dezenas de mercados — incluindo as alíquotas preferenciais quando existem acordos comerciais vigentes. Basta inserir o NCM do produto e selecionar o país de origem ou destino para obter não apenas a alíquota, mas também informações sobre preferências tarifárias, barreiras não tarifárias e requisitos documentais.

Regras de Origem: O Calcanhar de Aquiles das Preferências Tarifárias

As regras de origem são o mecanismo que impede que os benefícios de um acordo comercial sejam estendidos a produtos de países que não são parte do acordo. Em essência, são critérios técnicos que determinam quando um produto é considerado originário de um país signatário e, portanto, elegível às preferências tarifárias.

Existem três critérios principais de origem. O primeiro é o de produtos inteiramente obtidos, que se aplica a mercadorias extraídas, colhidas ou capturadas integralmente no território do país signatário — como minerais, vegetais, animais vivos e pescado. O segundo é o de salto tarifário, pelo qual um produto é considerado originário quando a transformação que sofreu no país signatário é suficiente para mudar sua classificação nos primeiros quatro ou seis dígitos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). O terceiro é o de valor de conteúdo regional ou valor agregado, que exige que um percentual mínimo do valor FOB do produto corresponda a insumos originários ou a processos produtivos realizados no país signatário.

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O certificado de origem é o documento que atesta o cumprimento das regras de origem. No comércio entre países da ALADI, utiliza-se o Formulário ALADI. No acordo Mercosul-UE, será progressivamente adotado o sistema de certificação por exportador autorizado, conhecido como sistema REX (Registered Exporter System), que dispensa certificados individuais para cada embarque.

Os erros mais comuns na aplicação das regras de origem incluem a utilização de insumos importados em proporção superior ao limite permitido pelo acordo, a classificação incorreta da transformação como suficiente para salto tarifário, e a emissão de certificados de origem com informações inexatas sobre o processo produtivo. As consequências podem ser severas: além da perda do benefício tarifário, com cobrança retroativa da diferença de tributos, há risco de multas, representação fiscal para fins penais e danos reputacionais junto às autoridades aduaneiras.

A ferramenta de Classificação NCM com IA da TRADEXA ajuda a mitigar um dos gargalos mais comuns na utilização de preferências tarifárias: a classificação incorreta do produto, que pode levar à aplicação de regras de origem erradas e, consequentemente, à perda do benefício ou à autuação fiscal. O sistema analisa a descrição do produto e sugere a classificação NCM mais adequada com base em jurisprudência, notas explicativas e decisões de classificação.

Cronogramas de Eliminação Tarifária: Como se Preparar

Os cronogramas de eliminação tarifária — ou desgravação tarifária — são as tabelas que definem, ano a ano, a redução das alíquotas aplicáveis no âmbito de cada acordo comercial. Eles são a principal ferramenta de planejamento para empresas que desejam antecipar-se às reduções tarifárias e capturar as oportunidades de mercado assim que elas surgem.

Cada acordo tem seu próprio cronograma, com cestas de desgravação que vão de A (eliminação imediata na entrada em vigor) até E, F ou G (eliminação em prazos que podem chegar a 15 ou 20 anos). No acordo Mercosul-UE, por exemplo, a cesta A inclui produtos como café, minério de ferro, couros e peles, produtos siderúrgicos e químicos inorgânicos. A cesta B, com desgravação em quatro anos, inclui produtos como madeira serrada, papel, calçados esportivos e alguns eletrodomésticos. A cesta C, com desgravação em oito anos, cobre a maior parte dos produtos manufaturados. As cestas D e E, com prazos de 12 e 15 anos, incluem automóveis, autopeças, laticínios e alguns produtos têxteis e de vestuário.

Para o importador brasileiro, o planejamento deve começar imediatamente. Produtos em cestas A e B estarão com tarifa zero em menos de quatro anos, e quem se preparar antes terá vantagem competitiva. É o momento de identificar fornecedores europeus, estabelecer relacionamentos comerciais, testar amostras e preparar as documentações de origem. Para o exportador, o raciocínio é análogo: os compradores europeus estarão buscando fornecedores brasileiros que possam atendê-los com tarifa zero e qualidade consistente.

A Estratégia Brasileira de Acordos Comerciais: O Que Vem Pela Frente

O Brasil está em negociação ativa com diversos parceiros comerciais, tanto no âmbito do Mercosul quanto bilateralmente. As negociações com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) estão em estágio avançado e devem abrir um mercado de alto poder aquisitivo para produtos brasileiros, com ênfase em alimentos, bebidas, produtos agrícolas e minerais.

Com o Canadá, as negociações avançam em ritmo mais lento, mas o potencial é significativo, especialmente para produtos como carne bovina, açúcar, etanol e aeronaves, setor em que a Embraer já tem forte presença. Com a Coreia do Sul, as negociações iniciaram em 2021 e podem abrir um dos mercados asiáticos mais dinâmicos para o agronegócio brasileiro, especialmente carnes, grãos e frutas. Com Singapura, o foco está em serviços, investimentos e facilitação de comércio, com potencial para servir de hub de entrada no Sudeste Asiático.

Além dessas negociações formais, o Brasil explora ativamente acordos de alcance parcial e protocolos comerciais com países da África, do Oriente Médio e da Ásia Central. O acordo com o Líbano, por exemplo, oferece preferências tarifárias modestas que podem ser decisivas em mercados com margens apertadas.

O ponto central da estratégia brasileira é a diversificação de parceiros comerciais para reduzir a dependência de poucos mercados. A China responde atualmente por mais de 30% das exportações brasileiras, concentração que gera vulnerabilidade estratégica. Os novos acordos visam ampliar o leque de destinos e distribuir o risco comercial do país.

Como a TRADEXA Potencializa o Uso de Acordos Comerciais

Navegar pelo labirinto de acordos comerciais, preferências tarifárias, regras de origem e cronogramas de desgravação é uma tarefa que exige ferramentas à altura da complexidade do ambiente de comércio exterior contemporâneo. A plataforma TRADEXA foi desenvolvida precisamente para transformar essa complexidade em decisões de negócio fundamentadas.

O Classificador NCM com Inteligência Artificial resolve o primeiro gargalo de qualquer análise de preferências tarifárias: a classificação correta da mercadoria. Uma classificação imprecisa pode levar à aplicação de alíquotas erradas, perda de preferências e riscos fiscais severos. A ferramenta da TRADEXA analisa a descrição do produto e retorna a classificação mais provável, com embasamento em jurisprudência e notas explicativas.

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O Tarifário Global TRADEXA cobre as alíquotas de importação de 160 países, incluindo tanto as tarifas NMF quanto as preferenciais decorrentes de acordos comerciais. Em uma única consulta, o usuário pode verificar qual a alíquota aplicável ao seu produto no Peru, no Chile, na Colômbia, no México, nos Estados Unidos, na China ou em qualquer outro país coberto pela plataforma. Isso elimina horas de pesquisa em sites governamentais e reduz drasticamente o risco de erro na aplicação de preferências.

Os dashboards de Trade Intelligence permitem monitorar tendências de comércio entre o Brasil e países com acordos vigentes ou em negociação. É possível identificar produtos com margens preferenciais subutilizadas, setores com crescimento de exportações para mercados preferenciais e oportunidades de importação com tarifa reduzida que seus concorrentes ainda não descobriram.

O diretório global da TRADEXA, com mais de 3,8 milhões de importadores em 97 países, é uma ferramenta de prospecção comercial que ganha potência extraordinária quando combinada com o conhecimento de preferências tarifárias. Encontrar um importador potencial na Alemanha é valioso; encontrar esse importador sabendo que seu produto entrará no mercado alemão com tarifa zero a partir de uma data específica é um argumento de venda imbatível.

Conclusão

Os acordos comerciais que beneficiam o Brasil em 2026 formam uma rede de oportunidades que poucos importadores e exportadores brasileiros exploram plenamente. Do acordo histórico entre Mercosul e União Europeia aos ACEs regionais que cobrem toda a América do Sul, passando pelas negociações em curso com parceiros na Ásia, Europa e América do Norte, há um universo de preferências tarifárias disponíveis para quem tem as informações e as ferramentas corretas para acessá-las.

A diferença entre pagar tarifa cheia e tarifa zero em uma importação ou exportação pode ser de dezenas de pontos percentuais sobre o valor da mercadoria. Em um ambiente de margens apertadas e concorrência global acirrada, essa diferença frequentemente determina quem ganha e quem perde o contrato.

Conhecer os acordos aplicáveis ao seu produto e aos seus mercados, calcular corretamente as margens preferenciais, cumprir rigorosamente as regras de origem e antecipar-se aos cronogramas de desgravação tarifária são competências que transformam o comércio exterior de uma atividade reativa em uma estratégia competitiva proativa. E com plataformas como a TRADEXA, que integram classificação fiscal, tarifário global, inteligência de mercado e diretório de compradores em uma única interface, o custo de adquirir essas competências nunca foi tão baixo.

O Brasil está finalmente expandindo sua rede de acordos comerciais. A pergunta que todo profissional de comércio exterior deve se fazer é: você está pronto para aproveitar cada uma dessas oportunidades?

Passo a Passo para sua Operacao de Comercio Exterior

1. Analise de Mercado

Identifique a demanda para seu produto no mercado-alvo. Analise volumes de importacao, precos praticados, principais concorrentes e tendencias. Use os dashboards de inteligencia da TRADEXA.

2. Classificacao Fiscal

Classifique corretamente seu produto na NCM. A classificacao correta determina as aliquotas de impostos e o tratamento administrativo.

3. Regularizacao

Verifique as certificacoes e licencas exigidas. Cada produto e pais tem requisitos especificos.

4. Prospeccao de Compradores

Identifique importadores e distribuidores no mercado-alvo. O diretorio de importadores da TRADEXA simplifica essa etapa.

5. Negociacao e Contrato

Defina o Incoterm, as condicoes de pagamento e o cronograma. Carta de Credito (LC) e recomendada para primeiras operacoes.

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6. Documentacao e Embarque

Prepare todos os documentos: DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, certificacoes. Contrate o frete e o seguro.

7. Desembaraco no Destino

O importador realiza o desembaraco aduaneiro. Acompanhe o processo e mantenha contato com o comprador.

8. Pos-Venda

Monitore a performance do produto, colete feedback e fortaleca o relacionamento com o importador.

Ferramentas TRADEXA para sua Operacao

A TRADEXA oferece ferramentas integradas que cobrem todo o ciclo do comercio exterior:

  • Classificador NCM com IA: descubra a NCM correta do seu produto em segundos
  • Tarifario Global: consulte tarifas de importacao em 160 países
  • Diretorio de Importadores: acesse 3,8 milhoes de contatos de compradores
  • Dashboard de Inteligencia: visualize dados de comercio exterior em tempo real
  • Smart Rank: compare mercados e priorize os mais promissores
  • Simulador de Frete: calcule custos logisticos entre portos
  • Calculadora de Landed Cost: simule o custo total da operacao

Todas as ferramentas estao disponiveis em tradexa.com.br. Comece com acesso gratuito.

Panorama do Comercio Exterior Brasileiro

O Brasil e um dos maiores players do comercio global, com exportacoes que somaram US$ 337 bilhoes em 2025. A pauta exportadora brasileira e diversificada: commodities agricolas (soja, cafe, carne, acucar), minerais (minerio de ferro, petroleo) e industrializados (aeronaves, veiculos, maquinas).

Principais parceiros comerciais do Brasil em 2025:

  • China: US$ 94,7 bi (28% das exportacoes) — +8,3%
  • Uniao Europeia: US$ 42,5 bi (13%) — +3,8%
  • Estados Unidos: US$ 38,2 bi (11%) — +5,1%
  • Argentina: US$ 15,3 bi (5%) — -2,1%
  • India: US$ 6,8 bi (2%) — +18,2%

Dados disponiveis nos dashboards da TRADEXA, atualizados mensalmente com fontes oficiais.

📊 Dado Estrategico: O comercio exterior brasileiro movimentou US$ 337 bilhoes em exportacoes em 2025, com destaque para agronegocio, mineracao e produtos industrializados. A diversificacao de mercados e a chave para reduzir riscos e aumentar a competitividade.

⚠️ Atencao: Erros de classificacao fiscal, documentacao incompleta e falta de certificacoes sao as principais causas de retencao de cargas na alfandega. Utilize o classificador NCM da TRADEXA para garantir a conformidade da sua operacao.

💡 Dica TRADEXA: Use o Classificador NCM com IA para descobrir a classificacao fiscal correta do seu produto em segundos. O Tarifario Global da TRADEXA cobre 160 países e mostra aliquotas, barreiras e acordos preferenciais aplicaveis. Acesse em tradexa.com.br.

Comparacao de Modais de Transporte

ModalPrazoCustoCapacidadeIdeal para
Maritimo20-45 diasUS$ 2.000-8.000/cont10.000-24.000 TEUCommodities, alto volume
Aereo2-7 diasUS$ 3-8/kg100 t/vooAlto valor, urgentes
Rodoviario5-15 diasUS$ 1.500-5.00020-30 tMercosul
Ferroviario15-30 diasUS$ 1.000-4.00010.000 tGraos, minerios

Erros Comuns no Comercio Exterior

  • Classificacao fiscal incorreta: Principal causa de multas e retencoes
  • Documentacao incompleta: Fatura sem dados obrigatorios, packing list divergente
  • Certificacoes obtidas apos o embarque: Produto chega ao destino mas nao pode ser desembarcado
  • Incoterm mal escolhido: Responsabilidades mal definidas geram custos inesperados
  • Custo total mal calculado: Landed cost nao considera todas as taxas e tarifas

Perguntas Frequentes (FAQ)

❓ Quanto tempo leva para comecar a exportar?

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Depende da complexidade do produto. Operacoes simples: 2-4 meses. Produtos regulados: 6-24 meses.

❓ Quais documentos sao necessarios?

DU-E, Fatura Comercial, Packing List, BL/AWB, Certificado de Origem, certificacoes especificas do produto.

❓ Preciso de um despachante aduaneiro?

Sim, altamente recomendado. O despachante cuida do registro da DU-E e do acompanhamento da carga na alfandega.

❓ Como a TRADEXA pode ajudar?

Com classificador NCM IA, diretorio de importadores, tarifario global, dashboards de inteligencia e calculadora de custos.

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